Leituras Dirigidas



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Nome da Disciplina: Leituras Dirigidas

Tema: Literatura, Guerra e Revolução

Semestre: 2011-2; nº de Créditos: 4 créditos

Professor Responsável: Regina Zilberman



Súmula:

A guerra constitui tema que atravessa a história das artes, aparecendo sobretudo em obras literárias, na pintura, na escultura, no teatro e, desde o século XX, no cinema. No Ocidente, remonta à epopeia de Homero e se estende até a representação dos recentes conflitos nos continentes africano e asiático, dando margem à discussão de questões relacionadas ao imperialismo, ao colonialismo e às experiências tecnológicas. Após especifificar como a guerra mostra-se em textos canônicos, privilegia-se a tradução do tema em obras contemporâneas, para se refletir teoricamente sobre o gênero literário construído ao longo do tempo.

PROGRAMA:


  1. O marco do cânone

- na literatura clássica: Ilíada (Homero); História da guerra do Peloponeso (Tucídides)

Guerras míticas e guerras históricas na tragédia e comédia do século V a. C.: Os persas; Filoctetes; As troianas; Lisístrata.

- na literatura moderna: Guerra e paz (L. Tolstoi); O tempo redescoberto (M. Proust)

- na literatura em língua portuguesa: epopeias renascentistas portuguesas pós-camonianas (Malaca conquistada; Sucesso do segundo cerco de Diu); O Uraguai (Basílio da Gama); Os sertões (Euclides da Cunha); O tempo e o vento (Erico Verissimo)



  1. Guerras europeias no século XX

- a primeira guerra mundial: Nada de novo no front (Erich Maria Remarque); Adeus às armas (E. Hemingway);

- a guerra civil na Espanha: Os fuzis da Senhora. Carrar (Berthold Brecht); Por quem os sinos dobram (E. Hemingway);

- a segunda guerra mundial: A guerra no Bom Fim (Moacyr Scliar); Os emigrantes (W. G. Sebald); Guerra aérea e literatura (W. G. Sebald).


  1. Guerras coloniais e de libertação

- guerrilha anticolonial: Mayombe (Pepetela);

- guerra colonial portuguesa na África (memória poética da guerra colonial);

- a guerra no Iraque: Um diário para Jordan (Dana Canedy);

- o conflito israelo-palestino: Pantera no porão (Amós Oz); Notas sobre Gaza (Joe Sacco).



  1. Literatura e guerra – um gênero?

BIBLIOGRAFIA:

AGAMBEN, Giorgio. O que resta de Auschwitz. O arquivo e a testemunha. Trad. de Selvino J. Assmann. São Paulo: Boitempo, 2008.



Anderson, Benedict. Nação e consciência nacional. São Paulo: Ática, 1989.

ARISTÓFANES. Lisístrata. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.

ASSMANN, Jan. Religión y memoria cultural. Diez estudios. Trad. de Marcelo G. Burello e Karen Saban. Buenos Ayres: Lilmod, Libros de la Araucaria, 2008.

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BRECHT, Berthold. Os fuzis da Senhora. Carrar. In: ___. Teatro de Berthold Brecht. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1976.

CANEDY, Dana. Um diário para Jordan. Memórias de amor e perdas. Trad. de Mirian Inês Ibañez. São Paulo: Geração Editorial, 2010.

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CORTE REAL, Jerônimo. Sucesso do segundo cerco de Diu. In: ___. Obras. Porto: Lello, 1979.

CUNHA, Euclides da. Os sertões. Campanha de Canudos. 27. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1963.

ÉSQUILO. Os persas. In: ___. Tragédia. Buenos Ayres: Losada. s. d.

EURÍPEDES. As troianas. In: ___. Medéia, Hipólito, As troianas. Trad. de Mário da Gama Kury. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

FREUD, Sigmund. Além do princípio do prazer. In: ___. Obras psicológicas de Sigmund Freud. Escritos sobre a Psicologia do Inconsciente. Rio de Janeiro: Imago, 2006. V. II.

FREUD, Sigmund. Luto e melancolia. In: ___. Obras psicológicas de Sigmund Freud. Escritos sobre a Psicologia do Inconsciente. Rio de Janeiro: Imago, 2006. V. II.

GAMA, José Basílio da. O Uraguai. Ed. Mário Camarinha da Silva. Rio de Janeiro: Agir, 1964.

HEMINGWAY, Ernest. Por quem os sinos dobram. Rio de Janeiro : Bertrand Brasil, 2004.

HEMINGWAY, Ernest. Adeus às armas. São Paulo: Nacional, 1973.

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OZ, Amos. Pantera no porão. Trad. de Isa Mara Lando. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

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PROUST, Marcel. O tempo redescoberto. Porto Alegre: Globo, 1998.

RIBEIRO, Margarida Calafate; FERREIRA, Ana Paula (Org.). Fantasmas e fantasias imperiais no imaginário português contemporâneo. Porto: Campo das Letras, 2003.

RIBEIRO, Margarida Calafate. Guerra, poesia e trauma: leituras da poesia da Guerra Colonial http://www.fchs.ualg.pt/xcail/comunicacoes/pdf/lc/Margarida_Ribeiro.pdf.

RIBEIRO, Margarida Calafate. Uma história de regressos: império, guerra colonial e pós-colonialismo. http://web.ces.uc.pt/ces/publicacoes/oficina/188/188.pdf.

RIBEIRO, Margarida Calafate; VECCHI, Roberto. Antologia da memória poética da guerra colonial. Lisboa: Afrontamento, 2011.

REMARQUE, Erich Maria. Nada de novo no front. Trad. Helen Rumjanek. Porto Alegre, L&PM, 2010.

SACCO, Joe. Notas sobre Gaza. Trad. de Alexandre Boide. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

SAÏD, Edward W. Fora do lugar. São Paulo: Cia. das Letras, 2004.

SCLIAR, Moacyr. A guerra no Bom Fim. Porto Alegre: L&PM, 2004.

SEBALD, W. G. Guerra aérea e literatura. Trad. Carlos Abbenseth e Frederico Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras. 2011.

SEBALD, W. G. Os emigrantes. Trad. de José Marcos Mariani de Macedo. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.



Sófocles. Filotectes. Trad. de José Ribeiro Ferreira. Porto Alegre: Movimento, 2002.

TOLSTOI, Liev. Guerra e paz. Trad. de Silvana Salerno. Belo Horizonte: Claro Enigma, 2008.



TucídiDes. História da guerra do Peloponeso. 4. ed. Trad. Mário da Gama Kury.Brasília: UnB, 2001.

VERISSIMO, Erico. O tempo e o vento. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. 7v.


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