Lembranças I apresentaçÃO



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REAPRESENTAÇÃO: OLIP–Trabalho de férias, Léa M. Lima — 11/02/2014.

Roteiro para cinema, curta metragem, com base no poema Lembranças, junto à história curta A Sala. (ver os dois textos ao final do trabalho).

Título: Lembranças
I ) APRESENTAÇÃO:— Curta metragem tendo como base o poema Lembranças e a história curta, A sala, ambos ligados ao mesmo tema: memória de família.

— Época a que se reporta: 1946, após a II G. M., às três horas de uma tarde de Julho; dia seguinte, à mesma hora. E dois dias depois, final de tarde, 17/18 H.

— Cena externa, ao início, focalizando uma casa grande, com jardins à frente e quintal aos fundos. Dois corredores externos, um de cada lado, seguem da frente da casa (o portão e muro baixo gradeado), desde os canteiros do jardim ao quintal.

— Cenas internas: Sala de jantar (canto com escrivaninha) e sala de visitas, com um piano Pleyel centenário.


II) PERSONAGENS PRINCIPAIS E SECUNDÁRIOS — EFEITOS ESPECIAIS
Protagonistas: seu Marcionílio, o coronel e a tia Euthália.

Deuteragonistas: Dona Maria, Dona Martha, Esmeralda, Alayde e o Rei do Carvão.

Secundários: três crianças, três moços pretendentes à tia Euthália e o alemão.

Efeitos especiais: tia Euthália “saindo” do retrato da parede e, depois, “voltando” para o retrato. O espocar da máquina antiga de “bater chapas” (retratos), junto às fotos esfumaçadas. E, ao final, seu Marcionílio e o coronel soltando baforadas de seus cachimbos e sumindo com a fumaça.

— Presença de voz off da narradora aparecendo, no texto, sempre em negrito.


III) SINOPSES DAS SEQUÊNCIAS E SELEÇÃO DE MÚSICAS (FUNDOS MUSICAIS):
Sequência I (valsa Rosa, de Pixinguinha): a casa, a sala de jantar e de visitas, retratos e outros objetos estimados, sendo bem focalizados pela câmera.

Sequência II (canção alemã Lili Marlene que acompanhou os soldados no front): diálogo entre o coronel e seu ordenança, seu Marcionílio, que narra um fato insólito.

Sequência III (música infantil, brincadeira de roda: “Pai Francisco entrou na roda”e músicas para estudo de piano: Musette, de Beethoven e Tamboril, de Edmond Diet):

Sequência IV (música Lua Branca de Chiquinha Gonzaga) o chá da tarde é servido, surgem conversas entre as comadres, preocupações com as filhas solteiras e com a educação.

Sequência V (polca Atrahente, de Chiquinha Gonzaga): a tia Euthália “sai do retrato” e senta-se à grande mesa da sala, esperando os pretendentes que passam, em sequência, pelo coronel e o irmão mais velho. Depois ela vai à sala de visitas e encontra-se com seu Marcionílio, ordenança do coronel que, aproveitando o cochilo da hierarquia, da casa inclusive, envolve-a numa dança, beijando-a quase.

Sequência VI (música Nada Além, de Custódio Mesquita e Mário Lago): tia Euthália “volta para o retrato” e não sorri mais pra ninguém. ...Mas não foi tudo presunção de uma cabeça inventiva, em relação ao romance, àquela época?

Sequência VII e final (música Luzes da Ribalta): Gritos na rua: o Rei do Carvão encontrado morto à frente da casa do coronel. Um alemão, que passava em frente, é preso, sem oferecer resistência.

_______________________________________________________________

IV) SEQUÊNCIA DAS CENAS:
Sequência I (externa e interna)— 1º fundo musical: a valsa Rosa (Pixinguinha), acompanha toda cena.

A câmera focaliza uma casa antiga, bem grande, no Maracanã. Por volta de uma tarde de julho de 1946, às três da tarde... Voz off (negrito):



No canto escuro da sala farda, luvas, botas, esporas lembrança de meu avô que um chapeleiro cala. Idéias tão percorridas, encanecidas propostas, no assoalho espelhado.

Sorrisos de louça impressos no século encomendados: fita, lenço, tule e seda, perfilam-se à parede, circunspectos, aveludados.



Do coronel, a escrivaninha, abarrotada de cheiros, tabaco, rapé, tinteiros. Gavetas a espirrar segredos, sussurros (entre cochilos...).

Na grande mesa do centro, solene de reticências, um ritual se repete e confidências espalha... O aroma das compoteiras — goiaba, mamão, abóbora — de cima da cristaleira, mistura-se ao da cera.
Sequência II (externa e interna) — 2º fundo musical: a canção Lili Marlene. (Entra o 1º personagem: seu Marcionílio). Voz off (negrito).

Seu Marcionílio aparece. É ordenança e também, do coronel, o melhor amigo. Treme o chão com o vozerio e as gargalhadas dos dois. Lembram-se dos marechais e levantes militares. Papeizinhos da gaveta são críticos e criticados. E do fumo, as baforadas vão-se aos ventos sorrateiros...

M — Ó, de casa ! Estou chegando (vai entrando pelo corredor lateral da casa e sobe a escada alcançando a varanda interna, depois a sala, chegando junto à escrivaninha do coronel):

M — Boas tardes, meu coronel ! Como vai a lida ?

CEL. — Ó, seu Marcionílio, bem é que não vamos. Vai-se levando a vida. Ganhamos a guerra nos campos da Itália, mas aqui não estamos nada bem. E sabemos disso!

M. — Ora, Coronel! Inda bem que foi o Dutra e não a UDN que venceu as eleições, não acha? Mas bom mesmo foi o gosto da vitória, não foi? Sabia da última? Que Hitler encarregou Himler de mandar enforcar seus generais?

CEL. (desconfiado) — Essa não! E como? Por quê, seu Marcionílio?

M. — Não sei como! Mas dizem que foi porque eles não conseguiram descobrir o mecanismo que fazia a cobra fumar. (Fortes gargalhadas: Ah Ah Ah Ah Ah Ah!)

M. — E dizem mais: Que Hitler e Mussolini chegaram para Lúcifer querendo implantar a Nova Ordem, mas o enxofre era pouco. (Fortes gargalhadas: Ah...!)

CEL. — Ah Ah Ah Ah Ah ! Essa não, Marcionílio ! Vai um pouco de fumo aí? (refere-se ao cachimbo que ambos estão fumando).

M. — Aceito sim, coronel (serve-se de fumo). Importante é que o Alfredo foi lá, defendeu a pátria e voltou sem um arranhão, não foi? E graças à má pontaria dos germânicos, temos nosso herói de volta, não é mesmo, coronel? Ah Ah Ah Ah Ah! E a Dona Maria fez aquela festança que nunca hei de esquecer.

M. — Mas, agora, olhe as meninas: Guiomar, Marina, Albertina, Esmeralda já casadas. Não são motivo de orgulho, coronel? Sei que há entreveros. Sei que, hoje em dia, não se pode mais escolher genro. Mas se as filhas insistem em ficar com os pretendentes, tem que dar uma chance a elas...

CEL. — Isso é que é ruim, Marcionílio. Sabendo que vão dar problema. Não vê o que acontece? Mas não se pode fazer nada...

CEL. — Não falo dos solteiros, que vão ficando conosco. E os filhos da Esmeralda enchendo a casa. Quer uma pitada? Veio de fora, muito bom! (Refere-se ao rapé que tira de umas latinhas esmaltadas, nas gavetas da escrivaninha).

M. — O coronel sabe alguma coisa sobre o Francinei, o Rei do Carvão, vizinho aí da esquina?

CEL. — Ora, ontem mesmo ele me trouxe uma caixa de mangas carlotinhas, em agradecimento por ter usado o telefone. Não possui ainda um aparelho! Ficou rico, com o negócio do carvão, mas vai arrumando a vida aos poucos. Se é pela simpatia que ele alimenta pela Thalinha, me fale logo.

M. — Ah, coronel, infelizmente não é disso que se trata! E a notícia que tenho não é boa. Sabe que seu verdadeiro nome não é Francinei, mas Franz? Ele é um nazi ! Eu abri uma correspondência dele, na boa fé. Foi ontem, quando o carteiro saiu lá do portão e deixou a carta cair. Ainda tentei alcançar o moço, mas ele bateu a porta, entrando depressa. E o carteiro sumiu, rua abaixo. A arrumadeira disse que o Francinei, ou Franz, viajou hoje. Achei que podia ser urgente e abri. Agora me arrependo. Não sei o que fazer com isto. Veja o senhor mesmo (entrega a carta ao coronel que a lê em silêncio)

CEL. — Mas é uma ameaça de morte! Tem palavras em alemão e português! Parece que ele traiu algum princípio muito importante pra outra pessoa. Ou para o seu assassino. Sabe-se lá! Êpa, aqui ele cita o Alfredo ...como inimigo! Meu camarada, isto pode se complicar. Pensando bem, melhor falar com o...

M. — Não, nem tente abrir a boca pra ninguém, meu coronel! Deixe comigo, dessa vez! Tenho quem o vigie! Vou esconder o envelope e esperar mais dois dias. Mantenho-lhe informado. Até mais, coronel!

— Vai em frente, então, Marcionílio. Vamos ficar atentos! Quero notícias, hein?

Sequência III (dia seguinte, às três da tarde / Externa e interna) — 3º fundo musical: “Pai Francisco entrou na roda...”, crianças brincando no quintal...
Batem à porta. Esmeralda vai abrir. Chega Dona Martha, para dar lições de piano às crianças, na sala de visitas. Ao mesmo tempo, chega Alayde, vizinha da vila em frente.

E.— Entre, Dona Martha ! Entre também, Alayde !

Dª. M. — Como vai, Esmeralda? Onde andam as crianças?

Al. — Boa tarde, Esmeralda! Você vai bem?

E. — Vamos bem, obrigada ! Já vou chamar as crianças. Estão brincando no quintal.
As três crianças lavam as mãos e vão para a sala de visitas. Sentadas, esperam a aula que transcorre de uma para outra. Menos o irmão que sempre foge pra subir na goiabeira, escondendo-se no telhado do alpendre, no quintal. (Os mais velhos aceitam a rebeldia: Dona Martha aconselhava não “forçar o talento”).

— 4º fundo musical: Musette, de Beethoven e Tamboril, de Edmond Diet (peças de piano executadas pelas crianças). a melodia acompanha a voz off (em negrito).


Chapeu redingote bengala.

Leveza de sopro na palha;

hábito onírico em ceu destilado

a bico de pena.
Varrem-se outonos, invernos;

varandas perdidas na tarde.
Sequência IV (interna)— 5º fundo musical: Lua Branca (Chiquinha Gonzaga) acompanha a voz off, em negrito (e, som mais baixo, os diálogos também).
O chá da tarde é servido. As comadres e madrinhas trocam idéias e receitas. Bordam, ao inventário, notícias e seus retoques.
— Dona Maria: Ando preocupada com as moças de hoje. Estão muito oferecidas. Querem ficar até tarde na rua, com os namorados. Dão retratos para eles, número de telefone. E eles nem se apresentam aos pais. Uma vergonha! Veja a Glória, casou grávida, aos dezesseis. O moço teve que honrar o compromisso. Não me parece feliz...

— Alayde: Também acho, Dona Maria! Minha Odila sai cedo para dar aulas. Está estudando inglês e não lhe aparece um moço digno de seu esforço, para assumir um compromisso sério e casar. Nem posso morrer sossegada!

— Esmeralda: também não é assim, Alayde! Tem que ser da vontade de Deus. Não vê como a Talita sofre nas mãos do marido? Ele até bate nela! Se for pra isso, prefira sua Odila em casa. Um dia ela conhece alguém de boa índole. O mais importante você já fez, dando-lhe uma boa educação!

— Dona Maria pede licença e vai à cozinha. Volta com uma bandeja à mão: Vamos provar o rocambole que a Dona Martha trouxe, com esse chá de aniz que está uma beleza!

— Não quero manter ilusões, mas há um moço conhecido como Rei do Carvão que anda sondando minha Euthália. Quem sabe, agora, ela encontra um marido digno de seu preparo?

... Despede-se o dia em bombocados generosos...
Sequência V — 6º fundo musical: Atrahente (Chiquinha Gonzaga), em toda a cena.
De repente a tia Euthália, solteira, secretária em ascensão taquígrafa e bilíngüe, da All America Radios and Cables sai do retrato a sorrir e, em organza envolvida, senta-se à grande mesa, esperando o pretendente à altura de seu preparo. Mas pra transpor os umbrais, muito esforço e paixão. Desfilam em maratona, irmãos, o pai, mãe e cunhados... Ciúmes, desconfianças, multiplicam-se à vontade.
A tia Euthália levanta-se, esvoaçante, e vai pra sala de visita, junto ao piano. Seu Marcionílio aproxima-se e envolve-a numa dança, com a polca Atrahente, de Chiquinha Gonzaga. O ordenança e tia Euthália aproveitaram o cochilo da hierarquia cansada, para aqui se encontrarem... Quando o beijo quase acontece, inebriados pela sensação de liberdade...

(Entra um filme de John Wayne, com tiros e relinchos de cavalos).



O estampido que se ouve, aos cascos e cavaleiros, é na fita de cinema. Com o trote e a poeira, foge ao vento, na outra sala, o beijo interrompido, junto ao Pleyel centenário.

Mas, que nada! Isso é puro devaneio, pretensão imaginada de minha cabeça inventiva. Ficava muito distinta a diferença entre os dois, na lentidão desse tempo.
Sequência VI (externa) — 7º fundo musical: Nada Além, de Custódio Mesquita e Mário Lago.
Que pena, tanta exigência atropelando as vontades! Só mesmo o galã declara seu amor à secretária: suspiros, quase desmaios, em meio à trilha sonora, do filme que se acabou.

De repente, ao outro lado, é preciso retornar. A tia Euthália, então, volta invicta pro retrato, mas não sorri mais pra mim...
Efeito especial — A máquina do coronel vai batendo chapas: retratos de Carnaval, S. João, casamento e passeios pela cidade (que vão sendo mostrados, estourando como bolhas de sabão)
Chapeu redingote bengala.

Leveza de sopro na palha;

hábito onírico em ceu destilado

a bico de pena.
Varrem-se outonos, invernos;

varandas perdidas na tarde.

Sequência VII — FINAL (externa) —(dois dias depois)— Fundo musical: Luzes da Ribalta.
Ouvem-se gritos na rua. Seu Marcionílio chega aflito e pede abrigo ao coronel. Dona Maria está lívida. Viu o corpo de um homem estirado, esvaindo-se em sangue no portão de casa. Valha-me Na. Sa. do Perpétuo Socorro! — É o Rei do Carvão !
A polícia prende um alemão que passa tranquilamente pela calçada, sem oferecer resistência.

— É o fim dos tempos, diz Esmeralda ! ! !


— Efeito especial de última cena: aparecem o coronel e seu Marcionílio, soltando baforadas de seus cachimbos. E subindo aos ares, com a fumaça.
Do tripé e da câmara,

Montagem esquecida no encontro embaçado.

Pro andar de cima, os mais velhos.

Tios, irmãos mudam de traje.
Varrem-se outonos, invernos;

varandas perdidas na tarde.
Do avô a máquina mágica

de bater chapas, imagens,

varrem, também, com a casa.

Cabides vazios, desequilibrados.
Varrem-se outonos, invernos;

varandas perdidas na tarde.
De volta somente o cachimbo

Fumaça no tempo

Reinventado
E as imensas portas da sala ? Eram cinco, a entrar e sair, tanto querer censurado e desejo reprimido, que hoje até acho engraçado. Ao fogo são incensados, sob frufrus e brocados!
F I M
TEXTOS UTILIZADOS:
1 ) — O poema: Lembranças
Chapeu redingote bengala.

Leveza de sopro na palha;

hábito onírico em ceu destilado

a bico de pena.


Varrem-se outonos, invernos;

varandas perdidas na tarde.


— Do tripé e da câmara,

Montagem esquecida no encontro embaçado.

Pro andar de cima, os mais velhos.

Tios, irmãos mudam de traje.


Varrem-se outonos, invernos;

varandas perdidas na tarde.


— Do avô a máquina mágica

de bater chapas, imagens,

varrem, também, com a casa.

Cabides vazios, desequilibrados.


Varrem-se outonos, invernos;

varandas perdidas na tarde.


De volta somente o cachimbo

Fumaça no tempo

Reinventado

2) — A história curta: A sala


No canto escuro da sala  farda, luvas, bota, esporas  lembrança de meu avô, que um chapeleiro cala. Idéias tão percorridas, encanecidas propostas, no assoalho espelhado.

Sorrisos de louça impressos no século encomendados: fita, lenço, tule e seda, perfilam-se à parede, circunspectos, aveludados.

Do coronel, a escrivaninha, abarrotada de cheiros, tabaco, rapé, tinteiros. Gavetas a espirrar segredos, sussurros (entre cochilos...).

Na grande mesa do centro, solene de reticências, um ritual se repete e confidências espalha... O aroma das compoteiras  goiaba, mamão, abóbora  de cima da cristaleira, mistura-se ao da cera.

A tia Euthália, solteira, secretária em ascensão — taquígrafa e bilíngüe, da All America Radios and Cables  sai do retrato a sorrir e, em organza envolvida, senta-se à grande mesa, esperando o pretendente à altura de seu preparo. Mas pra transpor os umbrais, muito esforço e paixão. Desfilam em maratona, irmãos, o pai, mãe e cunhados... Ciúmes, desconfianças, multiplicam-se à vontade.

O seu Marcionílio aparece. O ordenança e também melhor amigo do coronel. Treme o chão com o vozerio e as gargalhadas dos dois. Lembram-se dos marechais e levantes militares. Papeizinhos da gaveta são críticos e criticados. E do fumo, as baforadas vão-se aos ventos sorrateiros...

O chá da tarde é servido. As comadres e madrinhas trocam idéias e receitas. Bordam, ao inventário, notícias e seus retoques. E o dia se despede em bombocados generosos...

O estampido que se ouve, aos cascos e cavaleiros, é na fita de cinema. Com o trote e a poeira, foge ao vento, na outra sala, o beijo interrompido, junto ao Pleyel centenário.

O ordenança e tia Euthália aproveitaram o cochilo da hierarquia cansada, para aqui se encontrarem... Mas, que nada! Isso é puro devaneio, pretensão imaginada de minha cabeça inventiva. Ficava muito distinta a diferença entre os dois, na lentidão desse tempo.

Que pena, tanta exigência atropelando as vontades! Só mesmo o galã declara seu amor à secretária: suspiros, quase desmaios, em meio à trilha sonora... De repente, ao outro lado, é preciso retornar. A tia Euthália, então, volta invicta pro retrato, mas não sorri mais pra mim...



Imensas portas da sala! São cinco, a entrar e a sair, tanto querer censurado e desejo reprimido... Ao fogo são incensados, sob frufrus e brocados!


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