Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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11 – Ao Padre SIMON CATTET, Vigário Geral de Lião.


18 de dezembro de 1828.

O Padre Champagnat escreveu ao Padre Cattet para pedir mais um Padre para L'Hermitage. É que o Instituto começava a se organizar melhor. Sabemos que a partir de 1829 foi estabelecida uma secretaria e deu-se a abertura de um Livro de Atas.

Outra razão ainda para este pedido: o Padre Champagnat tinha a intenção de reunir em torno de si um pequeno núcleo da Sociedade de Maria, como dá a entender no começo da carta. A este núcleo estaria agregado o Instituto dos Irmãos que, na opinião de Champagnat, devia continuar como sendo um ramo da Sociedade de Maria.

O interesse que o Senhor demonstrou até hoje pela Obra de Maria me anima a tentar novas solicitações para o seu crescimento. Enquanto os conluios, que só têm em vista o mal, se fazem com tanta facilidade, por que será que as reuniões que só aspiram à glória de Deus sempre esbarram com dificuldades insuperáveis?

Faz quinze anos que estou comprometido com a Sociedade de Maria, cujo crescimento está nas mãos do senhor. Em momento algum duvidei que Deus queria esta obra, nestes tempos de incredulidade. Rogo-lhe que me faça saber que esta obra não é de Deus, ou então queira favorecer cada vez mais seu desenvolvimento.

A Sociedade dos Irmãos não pode de jeito nenhum ser considerada como a Obra de Maria, mas apenas como um ramo acrescido da mesma Sociedade.

Teríamos necessidade de mais uma pessoa para o bom andamento da administração da obra dos Irmãos, que já começa a deslanchar.

Permita-me que lhe lembre agora, cá entre nós, a promessa que me fez de me enviar todos os candidatos que se encaixassem em nossa obra, e que, portanto, nada mais exigiriam do que a roupa e a comida. Tenho em vista vários que apresentam esses requisitos: Os senhores R. N. Esperando que cheguem, digo-lhe que este último seria muito bom para o economato de nossa casa.

O Padre Séon, o senhor bem sabe, administra o lado espiritual da casa, também se ocupa de nossa fabricação de fitas (de seda); ajuda de vez em quando nas paróquias vizinhas, com as quais queremos ter boas relações, como o senhor sabe.

O Padre Bourdin coordena as aulas dos noviços, a escrita, as contas, o canto, o catecismo, o fornecimento de livros às escolas e toma conta da capelinha.

Quanto a mim, estou encarregado da visita às escolas, do exame dos meninos que as freqüentam, da correspondência, dos ajustes a estabelecer com os municípios, das transferências dos Irmãos, da aceitação dos noviços que se apresentam; numa palavra, do bom andamento em geral e em particular de todas as fundações.

Só posso reservar para a parte material da administração um tempo muito insuficiente, sem poder fazer nada para as escolas que gastam sem critério.

Ciente de que o senhor agora está a par de minha situação, deixo a seu critério o cuidado de nos ajudar, de acordo com o que Deus e a Boa Mãe o inspirarem.

Se o senhor nos mandar alguém, daremos graças a Deus; se julgar que isto não é oportuno, diremos que seja feita a vontade de Deus. Farei sempre o possível para cumprir a vontade de meus superiores, a quem muito amo e estimo e que jamais esquecerei.

Tenho a honra

12 - Ao Exmo. Sr. RAOUL GABRIEL JULES, Barão DESRAUTOURS DE CHARLIEU, prefeito departamental do Loire.


11 de abril de 1929.

O caderno de Conta de l’Hermitage traz, no dia 17 de maio de 1827: Recebido do Sr. Prefeito do Loire, 1500 francos. Esses recursos vieram sem ser solicitados e continuaram a ser mandados depois. (cf. Vida M. Champagnat, Edição do Bicentenário, p. 164.)

No dia 25 de agosto de 1828, um despacho da Prefeitura do Departamento do Loire solicitou os seguintes dados:

- número de escolas primárias no Departamento;

- municípios em que estão instaladas;

- número de alunos de cada escola supra citada.

O requerente explicita: "Como o Conselho geral deve reunir-se no dia 8 de setembro próximo, necessitamos desses dados para que nos sirvam de base na concessão de recursos que enviaremos para as escolas elementares."

Sem dúvida, após a obtenção desses recursos, Champagnat escreveu a seguinte carta.

O interesse que V. Excia. demonstra por nossa casa me leva a fazer-lhe uma exposição simples e sincera de nossa atual situação. Nossos estabelecimentos, em número de dezesseis, vão razoavelmente bem. A casa mãe, na qual somos por volta de cinqüenta, entre Irmãos e noviços, vai regularmente; contudo, as carências aqui ainda são grandes.

Estamos pagando por ano mil francos de prestações. Apesar dos pesares, conseguimos pagar a parcela de nossas dívidas já vencidas, no ano em que V. Excia. teve a gentileza de nos estender a mão, mas no ano passado andamos à míngua de recursos. Estou com séria apreensão quanto ao presente, pois, além do grande número de doentes, são muitos os que vivem às nossas expensas.

Para ocupar os tempos de intervalo entre as aulas, começamos a fabricar fitas (de seda). Já tive a honra de informar V. Excia. a esse respeito. Mas, já faz quase dois meses que não temos serviço. Nesta época também, vários de nossos Irmãos voltam à casa mãe, porque nos municípios onde estão lotados, o pessoal emprega os meninos na agricultura.

Sabemos que o Deus de bondade dispõe com sabedoria os canais de distribuição de suas benesses; bem que tivemos experiência dos efeitos salutares daquela divina benemerência!

Pedimos ao Senhor que conserve à frente desse Departamento tão digno chefe, e para nós tão generoso benfeitor.

Digne-se V. Excia. receber os protestos de nosso mais profundo respeito, com que, senhor Prefeito, tenho a honra de me subscrever, de V. Excia., respeitoso e obediente servidor.

Champagnat

Superior dos Irmãos Maristas.

L'Hermitage de Notre Dame de Saint-Chamond,

11 de abril de 1829.

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