Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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CAPÍTULO VII - 1840


Retomada do crescimento ecônomico, após o acordo com os operários em greve. As cidades industriais, principalmente as da região de Lião e Saint-Etienne, novamente na marcha do progresso.

No cenário político do governo, Victor Cousin assume o Ministério da Instrução Pública e Pelet de la Lozère, a pasta das Finanças. Novamente se faz sentir um reboliço tendente a subverter a ordem e a paz recentemente conquistadas. Foi quando o republicano Thiers, presidente do Conselho de Ministros, propôs o repatriamento dos despojos mortais de Napoleão Bonaparte que jaziam em Santa Helena, ilha para onde tinha sido exilado, após a derrota de Waterloo. Foi no dia 7 de julho que a fragata “La Belle Poule”, comandada pelo príncipe de Joinville, zarpou para o Sul.

Sem ficar totalmente alheios aos acontecimentos sociais, os Irmãos muito mais se preocupavam com a doença do querido Pai e Fundador que, esgotado de trabalhos e preocupações, veio a falecer no dia seis de junho deste ano.

Em janeiro, cinco meses portanto antes de morrer, tivera a satisfação de saudar Dom Maurice De Bonald, recentemente nomeado Arcebispo de Lião, residente ainda em Paris. Além da homenagem à autoridade máxima a que estava sujeita a congregação, o relatório completo dos estabelcimentos, assim como a cópia da carta (cf. Carta no 159) que enviara ao Ministro De Salvandy. Como sempre quando se dirigia a uma autoridade eclesiástica, agora mais do que em qualquer circunstância anterior, Champagnat se desvela em manifestar ao Arcebispo seus filiais sentimentos de respeito, amor e religiosa submissão.

310 – Ao Padre GIRE, Pároco de Saint-Privat-D'Allier, Haute-Loire.


2 de janeiro de 1840.

O pároco de Saint Privat ficou animado com as palavras do Padre Champagnat (cf. Carta no 308). Voltou a escrever-lhe, dizendo que o Conselho Municipal concordava em apoiar a fundação da escola. Mas, o jovem anunciado para o noviciado de l'Hermitage não apareceu.

O Padre Champagnat anuncia ao Padre Gire que um prazo de três ou quatro anos será necessário para se pensar em fundar uma escola naquela região. Se achar longa a espera, o jeito é ver se outra congregação pode atender mais cedo.

Veremos mais adiante (cf. Carta no 315) que o Padre Gire não desiste de conseguir os Irmãos Maristas.

Senhor Pároco,

Alegramo-nos com a acolhida favorável do seu Conselho Municipal. Desejamos ardentemente que continue de maneira eficaz o projeto de uma escola religiosa e cristã para os queridos meninos da numerosa população local. É lamentável que nos encontremos neste momento na impossibilidade de aceitar suas propostas, pois temos que atender a muitos pedidos.

Não vejo a possibilidade de dar-lhe Irmãos antes de três ou quatro anos.

Faço ardentes votos que os Irmãos de Viviers venham em sua ajuda. Por outra parte, para não colocar empecilhos ao andamento desta comunidade, não poderíamos aceitar seu pedido senão depois que a autoridade eclesiástica superior o aprovasse. Em vista disto, só tomaremos nota dele se recebermos de sua parte uma nova carta.

Aceite...

Champagnat

311 – Ao Padre JEAN-CLAUDE ANDRÉ, Pároco de Saint-Julien-de-Cray, Saône-et-Loire.


3 de janeiro de 1840.

O Padre Champagnat aconselha pedir ao vice-prefeito departamental um prazo, pois no momento não há Irmãos disponíveis que possam ser mandados para Saint-Julien. Como não temos a carta do Padre Jean-Claude, será difícil atinar com as medidas a serem tomadas junto do senhor vice-prefeito, no sentido de conseguir sua aprovação. Seja como for, o Padre Champagnat não dá muita esperança a esta paróquia, que não é mais mencionada em nossos documentos.

Senhor Pároco,

Não está sobrando nenhum Irmão disponível para o seu município. Os novos estabelecimentos que fomos obrigados a começar neste ano e o aumento de pessoal exigido pelo desenvolvimento de vários outros nos fizeram colocar na ativa todo o nosso pessoal disponível.

Talvez fosse bom conseguir do vice-prefeito departamental um prazo, dando a entender a ele que o senhor está pondo em execução todas as medidas para ter, no mais curto prazo, um estabelecimento regido pelos Irmãos.

O senhor percebe que se o vice-prefeito intervier na questão, não poderemos mandar um Irmão sem antes ter conseguido o consentimento dele. (sic) Seria expor-se a melindrar a autoridade superior, e pelo fato mesmo provocar grande dano à obra dos Irmãos na diocese de Autun.

Sou ...


Champagnat

312 – Ao senhor HYACINTHE CLAUDE FÉLIX BARTHELEMY, prefeito departamental do Loire.


4 de janeiro de 1839.

Trata-se aqui de uma carta a um prefeito de Departamento que tem força política junto ao Ministério da Instrução Pública. O Padre Champagnat quer que o prefeito sirva de intermediário para saber do senhor Ministro como está o pedido de autorização legal do Instituto.

Através de seu conselheiro Lachèze, o prefeito oficiou ao Ministro, dando um parecer muito favorável à obra de "M. Champagnat, chef de la congrégation des Petits Frères de Marie."

Veremos mais adiante (cf. Carta no 330) que seqüência o Ministro deu ao caso.

Senhor Prefeito,

Na primeira visita que tive a honra de lhe fazer, o senhor bondosamente me ofereceu seus préstimos, para mim muito gratificantes. Aproveitando a oferta, atrevo-me a solicitar de V. Excia. o favor de se informar junto ao Ministro da Instrução Pública a quantas anda o processo da autorização dos Irmãozinhos de Maria e quais os trâmites que ainda deveremos seguir para garantir o bom resultado do pedido.

Desejosos de trabalhar sob a proteção e conforme as diretrizes do governo, em prol da autêntica instrução dos meninos, estamos dispostos a tomar todas as medidas que nos indicar para sintonizarmos com ele, até a adotar os estatutos de uma sociedade já reconhecida, como nos mandou dizer o senhor Salvandy, ministro da Instrução Pública, por intermédio do senhor bispo de Belley. Aceitaremos até isso, embora nossos estatutos tenham sido aprovados pelo Conselho Real na sessão de 28 de fevereiro de 1834.

Confio, senhor Prefeito, que fazendo uso de sua gentileza, o senhor acrescente algumas palavras de apreço em nosso favor. A boa acolhida com que o senhor me honrou, a distinta proteção que em toda parte concede às obras de utilidade pública, inspiram-me a reconfortante confiança de que terei para com sua pessoa novos motivos de unir minhas felicitações às de todo o Departamento pela acertada escolha que o trouxe até nós.

Apoiando-me, pois, tanto em sua bondade como em seu crédito poderoso, rogo-lhe aceitar a homenagem do profundo respeito e da respeitosa atenção com que ...

Champagnat

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