Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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317 – Ao Irmão TIMOTHÉE, Belley, Ain.


1º de fevereiro de 1840.

Esta é uma carta de animação para os Irmãos que se ocupam mais de trabalhos caseiros, a serviço dos Padres Maristas de Belley, do que de aulas e de educação de meninos. Os Maristas formados pelo Padre Champagnat, como o Irmão Timothée e outros, serviam os Padres juntamente com Irmãos Coadjutores, denominados de Irmãos "José". E, naturalmente surgiram algumas divergências entre eles, a começar pelo hábito ou batina. Não só isso: pior era uma certa discriminação entre as duas categorias. Os Irmãos "José" não podem aspirar a ser Irmãos Maristas. Os Irmãozinhos de Maria, estes sim, podem passar a ser Irmãos "José”. O serviço destinado a cada um deles é que fará a distinção. (Cf. O. M. I Doc. 345, 2 p. 784)

O Padre Colin (ainda segundo O. M.), escreveu ao Padre Champagnat, aos 8 de abril de 1832: "Não convém que os Irmãos destinados aos serviços caseiros nos Colégios e em outras casas da Sociedade de Maria vistam do mesmo jeito que os Irmãos que se dedicam ao ensino e educação. O hábito deles tem que ser uma indumentária simples e mais conforme com o serviço que desempenham." Mais outras normas do Padre Colin, datadas de 7 de janeiro de 1835: "Parece-me também que seria melhor que os Irmãos ocupados em serviços caseiros não usassem rabá e que, em vez de cruz no peito, levassem o terço pendurado no cordão."

Os Irmãos formados em l'Hermitage não gostavam nem um pouquinho dessas discriminações. O Irmão Timothée era um deles; não queria ser chamado de Josefita. Quando estava se debatendo contra esta mudança, ficou muito doente, atacado por um tumor resistente a todo e qualquer tratamento.

Em desespero de causa, fez uma novena a São José e prometeu que se ficasse curado, ficaria na Sociedade de Maria e consentiria em ser chamado de Irmão Josefita. Sentiu-se curado instantaneamente.

É neste contexto que será lida a carta.

Meus caríssimos Irmãos,

Aproveito da ida do Padre Superior Geral a Belley, para escrever-lhes e testemunhar que a dedicação de vocês em servir os Padres alegra toda a Sociedade. Vocês não devem limitar-se a uma simples troca de indumentária, que nada altera a situação. Nem por isso vocês deixarão de ser considerados Irmãozinhos de Maria de l'Hermitage.

Tudo o que pode contribuir para estreitar os laços entre os dois ramos está perfeitamente de acordo com nosso modo de ver e com os planos da Providência. Demonstrem ao Padre Superior que vocês se entregam em suas mãos, assim como fizeram os Irmãos de Lião, e como sempre procederão os verdadeiros filhos de Maria.Continuo recomendando-me às suas fervorosas preces e sou, em Jesus e Maria, seu devotado pai e servidor,

Champagnat.

318 – Circular aos Irmãos


4 de fevereiro de 1840.

Esta carta circular é mais para fixar novas datas das conferências (cf. Carta no 313) para a formação dos Irmãos durante as férias, do que propriamente para anunciar a morte do Irmão Pascal. Mas, como esta ocorreu justamente enquanto se tratava de estruturar as conferências, não era possível deixar de mencioná-la. Foi também ocasião de pedir orações pelos Irmãos que se preparavam para ir às Missões longínquas e para os que já mourejavam na messe do Senhor na Oceânia.

As conferências se realizarão em Lião e em Valbenoite. Na circular destinada a Lião, há um P.S. que bem pode ter sido endereçado ao Irmão Louis-Bernardin, Diretor de uma instituição de amparo a meninos órfãos. O Irmão era uma presença contínua, doze meses sobre os doze do ano, em favor desses órfãos. Por aí se entende a razão pela qual o Padre lhe chama a atenção para o retiro espiritual anual, do qual o Irmão não pôde participar com os demais Irmãos em l'Hermitage.

Quanto ao pedido de informações a respeito do Irmão Jean-Chrysostome, não sabemos de que maneira incumbiria ao Irmão Diretor de Lião responder, pois o Irmão Chrysostome, a mando do Padre Champagnat, tinha ido passar férias na família, em tratamento de saúde. Não estava, portanto em Lião, mas em sua terra natal, em Desingy, na Haute-Savoie. (Cf. Em cada Vida uma Mensagem, p. 85)

Caríssimos Irmãos,

O Senhor acaba de chamar a si o nosso querido Irmão Pascal, preso ao leito de dor, fazia vários meses, atacado por grave enfermidade. Cheio de esperança na misericórdia divina e na proteção da Santíssima Virgem, munido dos socorros da religião e ardendo no desejo de se reunir a seu Deus, terminou a peregrinação terrestre quinta-feira, aos 30 de janeiro, pronunciando os santos nomes de Jesus e de Maria, e depois de nos ter constantemente edificado por sua paciência e resignação.

Temos fundados motivos para crer que sua morte foi preciosa diante de Deus; mas, caríssimos Irmãos, vocês sabem que a gente precisa estar muito puro aos olhos do soberano Juiz para ser admitido na assembléia dos santos. Portanto, logo que puderem, procurem desempenhar para com nosso bom Irmão seus deveres de caridade prescritos para qualquer um de nossos caros falecidos, em particular as orações indicadas em nossa santa Regra para os Irmãos Professos.

Alguns de nossos caros Irmãos nos fizeram observar que suas muitas ocupações durante o inverno não lhes havia permitido preparar suficientemente os temas da conferência; acresce também a isso que eu estou praticamente na impossibilidade de assistir a essa conferência, por isso achamos melhor adiar para a Páscoa a apresentação das tarefas.

Assim, conforme nossa última Circular, a conferência se efetuará em Lião, no dia 6 de maio de 1840, para os Irmãos das escolas de Genas, de Saint-Symphorien-d'Ozon e será presidida por nosso caro Irmão primeiro Assistente. No caso de ele não poder estar, o Irmão Louis Bernardin o substituirá. Em Valbenoite, será na segunda-feira, dia 27 de abril, para os Irmãos dos estabelecimentos de Valbenoite, Sury e Terrenoire. Irmão Liguory.

Parece que alguns julgaram que as disciplinas da conferência só diziam respeito aos Irmãos designados. Pedimos-lhes que se desiludam. A redação francesa, a análise sintática e o problema de aritmética devem ser feitos por todos os Irmãos de cada estabelecimento. Embora os temas indicados, para as lições a serem tomadas oralmente, tenham sido indicados para alguns Irmãos, os demais devem também estudá-los, de modo a estarem preparados para responder as perguntas feitas pelo presidente.

Caríssimos Irmãos, continuemos a rezar de modo particular por nossa interessante Missão da Polinésia, a fim de que Deus faça triunfar a verdadeira fé e confunda a heresia nestas vastas regiões confiadas à Sociedade de Maria. Recomendamos particularmente os dois Padres Pezant e Tripe e os caros Irmãos Claude-Marie e Amon, que estarão de partida do porto de Brest, no início do mês, em demanda da Nova Zelândia. Esta última partida se deve à generosidade do governo que ofereceu aos nossos missionários quatro lugares gratuitos a bordo da corveta "L'Aube". Hoje soubemos que estão muito aceitos no navio, que os Padres terão a facilidade de celebrar todos os dias a Santa Missa e que, estando em companhia de um neozelandês, poderão começar a aprender a língua do País.

Que a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunicação do Espírito Santo estejam sempre com vocês.

Sou com todo afeto em Jesus e Maria, mui dedicado pai,

Champagnat

N.D. de L’Hermitage, 4 de fevereiro de 1840.

P.S. Aguardamos, mas em vão, notícias do Irmão Jean Chrysostome e uma cópia da contabilidade de vocês, e nada nos chega.

Seu retiro, meu caro Irmão Diretor, ainda não foi feito, e creio que isso é do seu interesse pessoal. Capriche para não deixar para depois esta obra de sua santificação. Aproveite da primeira ocasião que se apresentar.

Todo seu...

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