Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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321 – Ao senhor DOMINIQUE FRANÇOIS MARIE, Conde de Bastard D'Estang, Vice-Presidente do Instituto de Surdos-Mudos, Paris.


14 de fevereiro de 1840.

Champagnat solicita a admissão gratuita de dois Irmãos.

Senhor Conde,

A cidade de Saint-Etienne determinou de maneira definitiva a construção de um estabelecimento de surdos-mudos, no interesse de sua numerosa população. Eis que nos pede oficialmente alguns Irmãos de nossa Instituição habilitados a dirigir aquela obra. Desejoso de colaborar com aqueles objetivos de benemerência, venho pedir-lhe, senhor Vice-Presidente, a gentileza de solicitar a admissão de dois de nossos Irmãos no estabelecimento dos surdos-mudos, em Paris.

Espero que através de sua intervenção e da do senhor De Gérando, a quem também estamos escrevendo, eles sejam admitidos gratuitamente.

Teríamos aproveitado mais cedo das ofertas tão gratificantes que o senhor teve a gentileza de me fazer com respeito a isto e das auspiciosas esperanças que eu tive, motivadas por uma carta do senhor Diretor do estabelecimento, se a dificuldade de encontrar dois candidatos disponíveis e a falta de um pedido explícito da parte da cidade de Saint-Etienne não tivessem tolhido meus passos.

Tendo hoje desaparecido este obstáculo, eu lhe serei imensamente agradecido pelas medidas que o senhor puser em andamento para nos colocar em condições de poder responder às instâncias que nos são feitas.

Enquanto isso, continuo a recomendar à sua benevolência o processo relativo à nossa autorização que continuamos solicitando. Espero que ao chegar a ocasião, o senhor apoiará de bom grado meus pedidos e me ajudará com seu valioso crédito.

Na esperança de conseguir de sua bondade e por seu intermédio o duplo favor que almejo, tenho a honra de ser ...

Champagnat

322 – Ao Padre LAURENT BEURRIER, Sacerdote de Vauban, Saône-et-Loire.


14 de fevereiro de 1840.

Grande amigo do Padre Champagnat, o Padre Beurrier foi aquele que recebeu os Irmãos quando foram tomar conta do castelo de Vauban. Foi ele que, a mando do bispo Dom Bénigne, de Autun, vistoriou todas as dependências e dispôs tudo em ordem, antes da ocupação do castelo pelos Irmãos. Depois, tornou-se, por algum tempo, o capelão do noviciado, (cf. Carta no 278), cargo que a seguir foi preenchido com muito zelo e dedicação pelo Padre Ducharne.

Senhor Padre,

As camas que tínhamos combinado encomendar estão prontas. Mandei que as transportassem até Lião, no dia 17 de fevereiro, depositando-as na loja do senhor Bailly, sucessor do senhor Comte, Cour des Archers. Deixo a seu critério a maneira de mandá-las pegar naquele endereço, quando julgar oportuno, ou de entender-se com o bom pároco de Chaufailles que teve a gentileza de se oferecer para mandá-las chegar até a casa dele.

Senhor Padre, continuo a lhe recomendar de maneira particular o estabelecimento de Vauban. Sabendo do zelo, da prudência e todo o interesse que dedica a esta obra, conto com o senhor para a direção, seja do espiritual seja do material e lhe peço o favor de comunicar minhas diretivas aos Irmãos.

Estou plenamente convencido que o senhor fará tudo o que estiver a seu alcance para garantir o bom andamento da escola e favorecer o seu desenvolvimento. Por isso, mal posso testemunhar-lhe o quanto a Sociedade de Maria lhe é grata pelas muitas benemerências que o senhor tem para com ela. Quanto a mim, o que particularmente observo com a maior alegria é que quando o senhor Bispo louvou perante mim o seu zelo, a abnegação e habilidade em dirigir uma casa, nada mais fazia do que antecipar os sentimentos de estima e de gratidão de que tive confirmação pela minha própria experiência.

Senhor Padre, espero que o senhor encontre os meios de interessar nesta obra também os excelentes párocos da diocese de Autun e, por meio deles, aumentar o número de candidatos que estudam em Vauban. Esteja certo, senhor Padre, que de nossa parte faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para corresponder a seus esforços generosos, de modo a dar-lhe provas efetivas da sincera e respeitosa dedicação com que tenho a honra de ser...

Champagnat

323 – Ao Padre PRADIER, Le Puy, Haute-Loire.


22 de fevereiro de 1840.

Quando estava pensando em preparar Irmãos para a escola de surdos-mudos de Saint- Etienne, Champagnat recebeu do Padre Pradier, sacerdote do Puy, um pedido no mesmo sentido daquele da cidade de Sain-Etienne.

Respondeu que efetivamente tal sorte de apostolado em favor de jovens carentes entrava perfeitamente nos planos da Congregação Marista. O decorrer dos acontecimentos nos mostra que nem uma nem outra das propostas se concretizou. Não houve Irmãos formados para cuidar de surdos-mudos.

Senhor e caro confrade,

Foi com prazer que acolhemos a proposta que o senhor nos está fazendo de mandarmos dois Irmãos para dirigir a escola de surdos-mudos de sua cidade. Entra perfeitamente nos planos de nossa instituição que se dedica inteiramente à Educação dos meninos seja qual for a condição em que se encontram.

Já faz algum tempo que estamos sendo solicitados, pressionados até, para aceitarmos instituições desse tipo. Alimentamos a esperança de em breve estarmos em condições de cooperar com as pessoas benevolentes que aspiram ajudar uma obra tão excelente, pois já tomamos as devidas medidas para que dois de nossos Irmãos possam formar-se na arte de um tal ensino, cursando a Escola Real de Surdos-Mudos, em Paris. Felizes se, chamados a instruir esta porção do rebanho de Jesus Cristo que pede com tanto direito a solicitude de pessoas caridosas, nossos Irmãos se tornarem cada vez mais dignos de tão santo trabalho.

Planejamos fazer uma viagem ao Puy no decorrer do mês de março, a fim de termos uma entrevista com o senhor e combinar os meios de garantir o bom resultado deste empreendimento.

Aguardando este momento, gostaríamos de ficar sabendo em que pé está o estabelecimento, se está nas mãos de uma administração pública ou se está sendo dirigido por particulares, etc.

Queira aceitar a homenagem da inteira dedicação com que tenho a honra de ser, senhor e caro confrade, seu servo muito humilde e obediente,

Champagnat


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