Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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328 – Circular aos Irmãos


14 de março de 1840.

É a terceira Circular no espaço de três meses. Não sabemos as razões que determinaram o Padre Champagnat a mandar esta Circular para anunciar a morte de um Irmão. Tem feito isto raramente.

Uma das cópias se destina à escola de Bougé-Chambalud que o Irmão Siméon acaba de iniciar, a 2 de janeiro passado, sem estar o Diretor de posse do "brevet".

O diploma? - Podemos pensar que o conseguiu na época em que estava sendo expedida a Circular. Por isso é que o Irmão François foi indicado para pedir o Diploma, assim que o Diretor o conquistasse. Mediante a apresentação do Diploma poderia o Irmão conseguir a autorização de lecionar, na qualidade de "Instituteur communal", o que lhe daria direito a receber da Prefeitura.

E por que o Irmão François-Xavier?- Porque ele, como Diretor de La Côte-Saint-André, tinha o Irmão Siméon como auxiliar. É a ele que o Irmão Siméon devia quanto antes fornecer os dados de que fala o P.S. desta Circular. De posse dos documentos exigidos em lei, o Irmão Xavier daria entrada ao processo junto às autoridades municipais. Outra razão deste modo de proceder pode ainda ter sido a seguinte: La Côte está relativamente próxima de Vienne, onde o Irmão Siméon se terá apresentado à Banca Examinadora.

Caríssimos Irmãos,

Nosso querido Irmão Jean-Pierre, acometido mais seriamente, desde algumas semanas, de uma doença que o obrigou a se exercitar na paciência durante tantos anos, pagou finalmente à natureza o tributo do qual nenhum mortal está isento. Faleceu aos oito dias deste mês, em Firminy, onde foi Diretor durante dois anos. Os funerais foram celebrados com muita solenidade lá mesmo. Na casa mãe cumprimos do melhor modo possível o que a santa Regra prescreve em tais ocasiões Queiram, por favor, fazer o mesmo para o descanso eterno deste bom Irmão, muito caro à nossa lembrança em razão de sua piedade e dedicação.

Caríssimos Irmãos, estejamos sempre preparados e vivamos de tal sorte que jamais a morte nos pegue de surpresa. Como é feliz, como é ajuizado, aquele que procura manter-se agora em tais disposições, como quereria que Deus o encontrasse, na hora derradeira!

Abraço-os afetuosamente nos sagrados Corações de Jesus e de Maria.

Seu dedicado pai,

Champagnat

N.D. de l’Hermitage, 14 de março de 1840.



No exemplar da Circular que vai a Bougé-Chambalud, ao Diretor Ir. Siméon:

P.S. Mande ao Irmão François-Xavier esta nota com as seguintes observações:

1o) Seu nome e sobrenome.

2o) Lugar do nascimento, distrito e departamento.

3o) Dia do nascimento, a fim de que possa preencher o Diploma que logo lhe deve remeter para conseguir sua autorização.

Tínhamos encarregado o Irmão François-Xavier de pedir seu Diploma. Sendo que você receberá logo sua certidão de nascimento, você mesmo dará o recado e dirá ao Irmão de não mais se incomodar.


329 - A Dom PHILIBERT DE BRUILLARD, bispo de Grenoble.


22 de março de 1840.

Os Irmãos mantinham um orfanato em Saint-Nizier, Lião. O bispo de Grenoble queria também que os Irmãos se encarregassem de uma instituição semelhante na cidade dele. Não temos a carta de Dom Philibert nem o convênio com o orfanato de Saint-Nizier, que o Padre Champagnat mandaria ao Bispo. Pouco importa, pois que não se falou mais desta projetada fundação para Grenoble.

Exmo. Senhor bispo de Grenoble,

Talvez esteja eu atrasado em comunicar a V. Excia. as informações que pediu ao Irmão Assistente de lhe passar, relativas ao nosso orfanato de Lião. Tê-lo-ia feito antes, mas pensei, de acordo com a referência que chegou a meu conhecimento, que V. Excia. queria manifestar-me suas intenções por escrito. Com o receio de que o senhor, pelo contrário, é que ficasse esperando por uma resposta nossa, considero do meu dever submeter a V. Excia. o exame das condições que acertamos com a administração encarregada do orfanato. Eu as mandei transcrever textualmente, assim como foram redigidas e adotadas por uma e outra parte.

Peço, Excia., o favor de examinar cuidadosamente os diversos artigos deste convênio. Quero que sejam a base do ajuste que nos colocará na disposição de trabalhar, sob seus auspícios, na caridosa obra que sua liberalidade fundou na cidade de Grenoble, em favor dos indigentes e dos órfãos.

Desejo também receber agradecido as observações que V. Excia. houver por bem comunicar-me e farei tudo o que depender de mim para condescender com seus desejos e provar-lhe quanta gratidão a Sociedade de Maria lhe deve por todas as benemerências com que V. Excia. se dignou honrá-la.

Sou, etc.

Champagnat

330 - Ao eminentíssimo senhor Cardeal HUGHES ROBERT DE LATOUR D'AUVERGNE LAURAGUAIS, bispo de Arras, Pas-de-Calais.


22 de março de 1840.

O Cardeal de La Tour D'Auvergne, ao receber do Padre Champagnat a carta de felicitações e o pedido de intervir no processo de autorização legal do Instituto, (cf. Carta no 319), pediu que lhe fornecesse o relatório sobre a situação das escolas maristas.

Champagnat responde que o relatório não adiantaria pois há uma “questão anterior” alegada pelo Ministro, e para conseguir tirar a limpo qual seria a exigência do Ministro, o Padre Champagnat se dispõe a mais uma - a última - tentativa, entrevistando o Arcebispo de Lião, Dom Maurice De Bonald, que está para chegar à sua Arquidiocese e que, por meio do senhor Ardaillon, ficou sabendo que a implicância do Ministro se relacionava com as associações religiosas que atuavam na área do ensino.

Excia. Revma.,

Sua excelência o senhor Ministro da Instrução Pública, respondendo a uma carta que o prefeito do Loire havia escrito no mês de janeiro, a respeito de nossa aprovação, observa que ela está vinculada a uma questão " de ordem geral" ainda não julgada, cuja solução prévia é indispensável.

Quando Dom De Bonald estava em Paris, ele conversou com o Ministro sobre o nosso processo. Recebeu uma resposta semelhante. A mais disso, exigiram que S. Excia. visse pessoalmente nossas casas e depois lavrasse um informe oficial sobre as mesmas.

Estando as coisas neste pé e ignorando qual seria esta "questão de ordem geral", ainda não podemos encaminhar a V. Excia. o memorial que teve a bondade de solicitar por meio da honrosa carta de 21 de fevereiro.

Pensamos redigi-lo de acordo com o parecer de nosso digníssimo Arcebispo, Dom De Bonald, que provavelmente só virá à diocese depois da Páscoa. Talvez nos vejamos forçados a admitir, só pro forma, os estatutos de uma Congregação já reconhecida, conservando porém nosso nome e nossa independência.

Excia., agradeço de todo coração a honrosa proteção que o senhor tem a gentileza de nos prometer. Considero-a um penhor seguro de êxito para o futuro. De Bonald, que nós consultamos, pensa a mesma coisa que nós e promete trabalhar de acordo com V. Excia. para conseguir a conclusão deste processo tão importante para nossa obra. Logo que nos for possível, teremos pressa em fazer chegar até V. Excia. os documentos que espera de nossa parte.

Digne-se V. Excia. receber os sentimentos de profundo respeito e da mais perfeita gratidão com que eu sou ...

Champagnat

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