Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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13 – Ao Padre CLAUDE PHILIBERT TERREL, Pároco de Charlieu, Loire.


setembro de 1829.

São dois rascunhos de carta. O texto B parece ser o mais recente. Não sabemos se a carta foi mesmo expedida, o certo é que a escola de Charlieu teve um ótimo desempenho.

Para entender os dizeres da missiva, precisaremos recorrer aos Anais do Irmão Avit. Explica ele:

"Os Irmãos habitavam uma parte do mosteiro pertencente ao Padre Hugand. Tiveram que abandonar o local por razões que nos são totalmente desconhecidas. Ora, o Seminário Maior de Lião possuía uma casa em Neuville. O Padre Place, ecônomo do Seminário, de acordo com Champagnat e o Pároco Terrel, alugaram a casa, em 8 de julho de 1829. Foi tudo bem estipulado e escrito em papel timbrado. Duração do aluguel: 9 anos, a partir de 25 de dezembro de 1829. Preço: 700 francos anuais.

Terrel se encarregou de fazer os consertos, bem como de pagar o aluguel. No primeiro ano, este seria reduzido para 600 francos, em vista dos consertos.

O contrato foi assinado por Champagnat e Place, mas Terrel não assinou. Será que viu que não poderia arcar com as despesas do conserto?”

O Padre Champagnat nesta carta mostra-se muito jeitoso para lembrar ao pároco seus compromissos e se mostra também disposto a fazer concessões.

O caso foi parar no Arcebispado que deve ter resolvido o impasse.

1Versão A


Senhor Pároco de Charlieu,

Estou chegando de Lião. Entrevistei todas as pessoas com quem desejava me entender, tendo em vista os interesses de Charlieu.

Estive com o Padre Cattet, Vigário Geral. Coloquei-o a par dos assuntos relativos a Charlieu. Disse-me ele que não supunha que houvesse tantos obstáculos e que nós estivéssemos com tantos encargos financeiros.

O Padre Place mandaria fazer todos os consertos, mas com isso ele cobraria mais, no aluguel. Penso que, se o Seminário nos permitir pegar a madeira necessária para os reparos, com mais os quatrocentos francos que o senhor daria, poder-se-iam fazer os consertos na parte da casa ocupada pelos Irmãos.

O reverendo Vigário Geral me disse de sua promessa que, enquanto o senhor estivesse em vida, nós não teríamos que gastar do nosso dinheiro.

Minha opinião é que o senhor deveria, além do mais, entrar com os quatrocentos francos por conta dos consertos de que ficou sendo responsável, ao tratar o trabalho com o senhor Hugand e que foi colocado na conta de nossos Irmãos.

O senhor já economizou duzentos francos nas melhorias da casa dos Irmãos, melhor dizendo, às custas da saúde deles.

2Versão B


Acabo de chegar de Lião onde entrevistei todas as pessoas com quem desejava tratar a respeito dos assuntos concernentes a Charlieu. Dei notícia ao Padre Cattet, Vigário Geral, de todos os obstáculos que encontrei em Charlieu. Respondeu-me ele que não esperava que houvesse tanta coisa, que nós ficaríamos com tantos encargos financeiros.

O Padre Place me disse que faria de bom grado todos os consertos projetados, mas que por isso cobraria mais caro pelo aluguel.

Em Charlieu, achava-me em posição tão melindrosa que não podia ser pior. Se o senhor quiser manter o que tratou com o senhor Hugand, entrar com os quatrocentos francos que prometeu, duzentos dos quais foram economizados às custas de nossos Irmãos, poderá contar com sua escola.

Em Lião estão pensando o mesmo que pensávamos em Charlieu: o senhor Hugand não entrega na proporção do que recebe. O Padre Place desejaria que a gente mencionasse, se possível, a quanto iriam os gastos com os consertos que o senhor Hugand pretende fazer.

Para lhe mostrar minha boa vontade, Senhor Pároco, acrescentarei por minha conta duzentos francos, tendo em vista o quintal a que terão acesso os Irmãos. Quanto ao contrato de aluguel da casa, quero ficar completamente por fora. Os Padres Séon ou então Bourdin desejam ter em Charlieu o mesmo tratamento que era dado ao Padre Cantet.

14 – Ao Irmão BARTHÉLEMY, Ampuis, Rhône.


21 de janeiro de 1830.

Esta carta deve ser resposta a uma do Irmão Barthélemy, escrita em primeiro de janeiro, para desejar ao Fundador um Feliz Ano Novo.

O Padre Champagnat mostra a importância da vocação marista e anima o Irmão a perseverar neste santo estado. O recado para os alunos é um retrato do amor que o Padre Champagnat sempre demonstrou para com os meninos.

A carta é endereçada ao Irmão Diretor, mas a certa altura, o Fundador muda o tratamento para o plural, para os Irmãos da comunidade.

Meu caro Irmão Barthélemy e seu caro colaborador.

Fiquei muito satisfeito de receber notícias suas. Fico satisfeito de saber que vocês estão com boa saúde. Sei também que estão com muitos alunos e que, portanto terão também muitas cópias de suas virtudes, pois é seguindo estes modelos que seus alunos se formam. De acordo com os exemplos que vocês derem é que eles vão pautar o comportamento deles.

Como é grande o trabalho que vocês fazem, como é sublime! Vocês estão continuamente em companhia daqueles com os quais Jesus se comprazia, já que proibia expressamente a seus discípulos de impedir as crianças a se achegarem a Ele.

E você, meu caro amigo, não só não impede mas ainda faz de tudo para conduzi-las a Jesus. Oh! que bela recepção vai ter da parte do divino Mestre, este Mestre generoso, que não deixa sequer um copo de água fresca sem recompensa.

Digam a seus meninos que Jesus e Maria gostam muito deles todos: dos que são bem comportados porque são parecidos com Jesus, que é o máximo de bem comportado; dos que ainda não são, porque eles serão. Digam que Nossa Senhora também gosta deles porque Ela é a Mãe de todos os meninos de nossas escolas. Também digam a eles que eu os amo, que não subo ao altar sem pensar em vocês e em seus queridos alunos. Desejaria eu ter a felicidade de ensinar, de consagrar minhas atenções de maneira mais direta para formar essas crianças delicadas.

Todos os demais estabelecimentos vão mais ou menos bem. Rezem por mim e por toda a casa.

Tenho a honra de ser seu pai muito dedicado, em Jesus e Maria,

Champagnat

sup. d. I. M.

Notre Dame de l'Hermitage, 2l de janeiro de 1830

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