Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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15 - Ao Padre Simon Cattet, Vigário Geral de Lião, Rhône.


12 de fevereiro de 1830.

Pede que sejam concedidos poderes mais amplos aos Padres da Sociedade de Maria, a fim de melhor atenderem os penitentes.

A faculdade que tinham os Padres de absolverem os casos reservados ao bispo tinha sido revogada por Dom Gastão de Pins. O Padre Champagnat pede que essa faculdade seja novamente concedida a ele e aos Padres da Sociedade de Maria que já gozavam da aprovação para absolver os casos comuns; que tenham também o poder de absolver os casos reservados ao bispo. Deste modo, entendia Champagnat, poderiam eles exercer plenamente seu ministério sacerdotal, não só em L'Hermitage, mas também em lugares de missão. É preciso lembrar que a Sociedade de Maria foi desde o início destinada às missões. (Cf. Vida de M.J.B. Champagnat, Edição do Bicentenário, p. 27)

N. D. de l'Hermitage, 12 de fevereiro de 1830.

Senhor Vigário Geral,

O decreto do senhor Bispo, recentemente promulgado, deixa os poderes de absolver os casos reservados somente aos párocos colados e a outros sacerdotes aos quais se julgue oportuno concedê-los novamente. Visto isto, creio do meu dever expor-lhe as circunstâncias em que me encontro. Embora não tenha chegado até nós esse dispositivo sabiamente concebido, presumimos que tem efeito de suspensão dos poderes dos Padres de l'Hermitage. Considere, senhor Vigário Geral, se não é conveniente que solicitemos mantenham esses poderes aos quatro Padres de nossa Sociedade, residentes nesta diocese: os Padres Séon, Bourdin, Pompallier e este seu servo.

Estamos sendo solicitados, com bastante freqüência até, para pregações e retiros. Além do mais, quando ficamos residindo na casa, foram poucos os dias em que não vieram pessoas de outras regiões para confessar-se. Acontece, nos casos de confissões extraordinárias, que necessitamos de todos os poderes para absolver casos reservados.

Agora mesmo, dois Padres dos nossos estão de partida para Saint-Priest, a fim de pregar, em duas etapas, quinze dias de retiro, que começam domingo próximo. Queira, pois, por favor, responder-nos sem demora. O Padre Pompallier está conosco há seis meses. Julgo ser conveniente pedir também para ele poderes que tenham o mesmo alcance que os nossos, pela seguinte razão: depois de fazer, em algumas paróquias vizinhas, pregações isoladas, acabado o sermão, é o Padre solicitado ao confessionário. Tem que escusar-se de não poder atender, porque seus poderes só valem para l'Hermitage e para as pessoas que vêm aqui, para fazer uma confissão extraordinária.

São estas as situações dos Padres de nossa Sociedade. Todos continuam se congratulando com a administração benévola de V. Excia. e lhe tributam profundo respeito e irrestrita submissão.

Com estes mesmos sentimentos, tenho a honra de ser, Senhor Vigário Geral, seu muito humilde servo obediente,

Champagnat, sacerdote.

16 - AO IRMÃO ANTOINE, (circular) Millery, Rhône.


5 de agosto de 1830.

Comunica aos Irmãos a data da entrada em férias e aproveita a ocasião para lhes recomendar de não se espantarem com os transtornos causados pela revolução de 1830. Foi naquele ano que correram os boatos de que os Irmãos estavam escondendo armas em l'Hermitage, o que ocasionou a visita domiciliar de que se fala no capítulo XVI da Vida do Padre Champagnat.

Viva Jesus, viva Maria, viva São José.

Meus bons amigos,

Receio não te-los avisado que as férias só começarão no dia 15 de setembro. Os senhores párocos todos desejam que seja assim e é do interesse da glória de Deus.

Não tenham medo, temos Maria para nos defender. Todos os nossos cabelos estão contados, não cairá nenhum sem que Deus permita. Estejamos bem persuadidos de que não temos inimigo maior do que nós mesmos. Somente nós é que nos podemos causar dano e ninguém mais. Deus disse ao malvado: "Poderás vir até ali; mais longe, não!"

Deixo-os nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria. Não nos esqueceremos de vocês em nossas orações. Rezem também vocês por nós.

Tenho a honra de ser seu pai mui dedicado, em Jesus e Maria.

Champagnat, sup. d. I. M.

L'Hermitage de Maria, 5 de agosto de 1830

17 – Ao Irmão ANTOINE, Millery, Rhône.


10 de setembro de 1830.

Esta carta, como a precedente, seria uma Circular a ser policopiada (processo litográfico) e mandada às demais escolas. Nela o Padre Champagnat previne os Irmãos que, em razão dos tumultos que deixavam a sociedade em sobressaltos, não seria prudente fazer a reunião geral dos Irmãos em l'Hermitage, para o retiro e o curso de férias que se lhe seguiria. Todos deveriam ficar nas respectivas casas.

Pelo que dizem os Anais do Irmão Avit, o Padre Champagnat teria logo depois revogado esta decisão, pois no mesmo dia 10 de setembro recebeu uma carta do Padre Colin que dizia estar pensando em reunir todos os Padres para a eleição de um Superior. (cf. OM, I, doc. 220, pp. 497-498.)

Viva Jesus, viva Maria, viva São José!

Caríssimo Irmão Antoine,

As atuais circunstâncias não nos permitem, neste ano, que gozemos férias juntos, em nossa casa mãe, onde faríamos também o retiro. Esperamos que Deus dará um jeito. Em vista disto, depois de combinar com o senhor pároco tire quinze dias, durante os quais fará o seu retiro, sob a orientação esclarecida dele.

Não anuncie férias. Simplesmente diga aos alunos, depois de decidir sobre os seus quinze dias: "Amanhã, vocês não precisam vir à aula. O Padre anunciará o dia em que vocês deverão voltar."

Não tenhamos medo de nada, caros amigos, temos Deus por defensor; ninguém poderá causar-nos dano, sem a permissão dele. Apesar do furor do inferno em luta contra a Igreja, nada a poderá abalar, pois está construída sobre a rocha. Nunca será tão bela como quando for perseguida. Portanto, entreguemo-nos à prudente e amável disposição da Providência.

Na casa mãe, nada de novo; igualmente nada nos demais estabelecimentos. Está tudo correndo mais ou menos bem, graças a Deus.

Diga ao Irmão Dominique que o estimo muito e que rezo por vocês dois. Espero que não me esqueçam em suas preces fervorosas.

Tenho a honra de ser seu pai mui dedicado em Jesus e Maria,

Champagnat, sup. d. I. M.

Notre Dame de l'Hermitage, 10 de setembro de 1830

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