Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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21 – Ao senhor JEAN-BAPTISTE MONDON, prefeito de Feurs, Loire.


abril de 1831.

Jean-Baptiste Mondon foi nomeado prefeito de Feurs em primeiro de setembro de 1830. Só exerceu o cargo até 2 de maio de 1832. Faleceu no ano seguinte.

Os Irmãos deixaram Feurs na Semana Santa de 1832. (cf. Vida de M.J.B. Ch. Edição do Bicentenário, p. 170) Motivos do fechamento da escola: o prefeito Mondon, filósofo voltairiano, partidário do ensino mútuo; procedimento inconveniente de um dos Irmãos em relação a algum aluno da escola, mobilização da opinião pública contra a escola que estava sendo onerosa aos cofres públicos. (Cf. Fr. Avit, Abrégé des Annales, p. 102) A escola de Feurs foi fechada após 18 meses de funcionamento.

Agradeço-lhe a comunicação que me mandou, para me dar ciência da deliberação de seu Conselho. Encaro com calma resignação o fechamento de seu estabelecimento de Irmãos. Tomei todas as providências que devia tomar para conservar uma escola cuja prosperidade aumentara continuamente. Como já tive a honra de lhe comunicar, o Reitor da Universidade havia prometido ajudar-me para obter o reconhecimento oficial do ensino da doutrina cristã para a juventude de Feurs. Pelo desconto que dei, demonstrei-lhe que o nosso empenho de fazer o bem a esses alunos era o objetivo único de nossos sacrifícios. O senhor me fez ver que a cidade não poderia arcar com a despesa de mil e duzentos francos por ano para três Irmãos. Retruquei-lhe que me contentaria com quatrocentos e que, a mais deste favorecimento, todos os alunos pobres receberiam ensino gratuito.

Depois de ficar sabendo da sua decisão de mandar embora nossos três Irmãos, apesar de todas as ofertas feitas com prejuízo nosso, não querendo contrariar sua administração, mandei que os Irmãos devolvessem toda a mobília do município, a quem de direito e que saíssem logo de Feurs.

Rogo-lhe, senhor Prefeito, se digne receber os sentimentos de respeito de quem tem a honra de ser seu dedicado servidor.

Champagnat

22 - Ao senhor JEAN BAPTISTE ANTOINE MERLAT, prefeito de Saint-Symphorien-le-Château, Rhône.


abril de 1831.

O Irmão Jean-François, que respondia pela escola, porque o diretor Irmão Abel não possuía a habilitação exigida, estava indeciso na vocação. O Padre Champagnat escreve ao prefeito sugerindo-lhe, com muito jeito, que dispense o Irmão que não correspondia às expectativas do Fundador. É que o senhor Boisset (nome civil do Irmão Jean-François) não devia ter as qualidades de um autêntico religioso marista; com efeito, deixou o Instituto no ano seguinte, 1832.

O Padre Champagnat contava mais com o espírito religioso do que com os diplomas e os talentos humanos.

V.J.M.S.J.

Sr. Prefeito,

Conhecendo sua lealdade, tenho plena confiança de que o Senhor agirá prudentemente, segundo seu costume, naquilo que diz respeito a sua escola. O senhor está com medo de ser enganado, como acontece comigo.

O senhor tem uma escola que, desde que foi confiada a nós, pôde sustentar-se e até mesmo conquistar a confiança dos seus administrados. Se Irmão que lhe mandei não souber captar sua simpatia nem perseverar na condição de religioso, não o autorize o Irmão que lhe dei não se acertar nem continuar na vocação, o Senhor não vai autorizá-lo a ficar, com prejuízo de sua escola. Tem lá o senhor quatro Irmãos pagos à razão de mil e duzentos francos por ano e eu me comprometo até a pagar os gastos ocasionados pelos reparos que se começaram a fazer, mesmo se o senhor mandar de volta o Irmão, do qual tenho razão de me queixar.

A respeito deste assunto, estou informando o senhor Bispo, pedindo a ele que escreva ao senhor, na certeza de que é isto que o senhor está querendo; o senhor Bispo, sob cuja proteção está nossa casa, lhe manifestará grande satisfação por esta medida.

Mandar-lhe-ei outro Irmão. Ele se desincumbirá tão bem quanto este que o senhor tem, pois que conseguiu aprovação em todos os seus estudos.

Não queremos causar-lhe incômodo. Apenas lhe pediríamos de nos permitisse pegar a mobília que nos pertence, de acordo com o que ficou estipulado com o pároco Padre Roc.

Senhor Prefeito, a gentileza com que o senhor acolheu o Irmão que mandei ali, a fim de vistoriar a escola, me induz a mandá-lo hoje com o mesmo encargo e para colocar o senhor a par das nossas reflexões.

O Irmão Jean-François, de sobrenome Boisset, recebeu mal minhas observações sobre o modo de lidar com os meninos. Receio que dê motivo de queixas que poderiam ser imputadas à conta de toda a nossa organização. Por outra, vejo que não se dá bem com o Irmão Abel nem com os demais Irmãos. Se o senhor julgar esta medida acertada, chamarei de volta este Irmão para a casa mãe. Mandarei então outro que se desincumbirá tão bem quanto este, pois foi bem sucedido em todas as aulas.

O Irmão que lhe mando atuará de acordo com seu parecer e tomará juntamente com o senhor as medidas que farão a escola ir para frente. Tal é nosso objetivo, tais os votos que formulamos.

Queira receber meus protestos, senhor Prefeito, de respeito e dedicação com que tenho a honra de ser seu humilde servidor.

Champagnat.

23 - Ao Senhor PIERRE ALEXIS LABROSSE, Ranchal, Rhône.


29 de agosto de 1831.

A carta resposta do Fundador a Pierre Alexis, que será o segundo Superior Geral (Ir. Louis Marie), foi mandada para Ranchal que era o domicílio da família Labrosse. Pedro estaria então no Seminário.

Esta carta é bem conhecida de todos. Estipula as condições para a admissão ao noviciado de l'Hermitage, que o jovem clérigo estava solicitando. Condições: Boa saúde e desejo sincero de agradar a Deus.

Vêm depois os requisitos relativos ao enxoval e ao pagamento da pensão do noviciado Não deixa o Padre Champagnat de aludir à proteção de Nossa Senhora, primeira Superiora do Instituto.

O original desta carta que vem reproduzido no I Volume das Circulares, não é autêntico, adverte o Irmão Paul Sester; supõe ele, contudo, que não tenha sido alterado substancialmente.

Vivam Jesus, Maria, São José!

Notre Dame de l'Hermitage, 29 de agosto de 1831.

Senhor Labrosse,

A grande, e posso dizer, única condição que se requer para ser admitido em nossa casa é, além da saúde, a boa vontade e o desejo sincero de agradar a Deus. Venha com esta disposição e você será recebido de braços abertos. Você fará o bem em nossa casa; Maria, nossa Boa Mãe o ajudará e, depois de tê-la como primeira superiora, você a terá por Rainha no céu.

A roupa que você usava no Seminário, bem como a roupa de cama poderão lhe servir em nossa casa e constituir o seu enxoval. Como pagamento do noviciado, quatrocentos francos, se puder.

Deixo-o nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria. Tenho a honra de ser seu dedicado servidor.

Champagnat, sup. d. I. M.


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