Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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27 - A Mademoiselle MARIE FOURNAS, Saint Chamond-Loire.


Primavera de 1833.

Fournas era uma senhora solteira benfeitora da obra de caridade que Champagnat fundara em l'Hermitage, em favor de anciãos sem recursos. (cf. Vida de M.J.B.Ch. Edição do Bicentenário, p. 481)

O Irmão Balko, nos seus estudos sobre a vida do Fundador, não afirma como certo que o Padre Champagnat tenha construído uma pequena residência à parte, em vez de abrigar esses anciãos na própria casa dos Irmãos. Quanto a este pormenor, ficamos sem uma informação positiva. O teor da carta sugere que se trata de construção à parte.

Com a quantia de sete a oito mil francos, como diz Champagnat à benfeitora, era possível construir uma casinha modesta. Mas, como termina esperando pela resposta da senhora Fournas, resposta que não possuímos, persiste a dúvida quanto à existência da tal casa dos anciãos, alguns dentre eles atacados de doenças incuráveis.

Mademoiselle,

Estamos na estação mais bonita do ano. Já é tempo de providenciar um local para continuar a obra magnífica que começou. Estaremos de coração aberto para ajudar. Há porém um entrave à nossa boa vontade: a carência de recursos e de local apropriado. Nossa casa aumenta em pessoal, o que nos obriga a escolher, para tal obra, um lugar independente. Isso demanda uma despesa de sete ou oito mil francos, sem os quais seríamos obrigados a desistir desta boa obra, na qual vamos trabalhar, sem contudo negligenciar nosso fim principal.

Aguardo sua resposta.

Estamos contentes com o menino Lucas.

28 - A Dom ALEXANDRE RAYMOND DEVIE, bispo de Belley, Ain.


Julho de 1833.

Dom Alexandre pediu ao Padre Champagnat Irmãos que se encarregassem de uma das escolas ou fazendas modelo da diocese de Belley. Na viagem que o Padre fez a Belley, por volta de seis de julho de 1833, (Cf. Livro de contas 1, p.64), acertou com o bispo mandar Irmãos à escola de Bresse, no final do verão. Mas, nesta carta que escreve depois do parecer do Padre Gardette, faz observar que precisa esperar um pouco, a fim de conseguir a autorização do Padre Cholleton, Vigário Geral de Lião. Expõe também outras dificuldades que precisará superar.

Durante este compasso de espera, a escola esteve por conta do Padre Granjard, que não soube (ou não pôde) controlar as finanças e a escola sossobrou. Os Irmãos não foram para Bresse.

Atrasei-me um pouco em responder a V. Excia., porque julguei que o Padre Colin lhe desse a conhecer, nesse meio tempo, a carta que escrevi a respeito do estabelecimento de Maison Blanche.

Tenho uma simpatia cada vez maior para com esta obra que, se bem examinada, não fica fora do meu objetivo, pois diz respeito à educação dos pobres. Portanto, senhor Bispo, envidarei de bom coração todos os esforços para favorecer o zelo de V. Excia., uma vez que se dignou pensar em minha pessoa.

Voltando de Belley, falei com o Padre Gardette a respeito de estabelecimento que estava para abrir. Ele me fez ver que seria melhor esperar o regresso do Padre Cholleton, tendo em vista também que os meses de agosto e setembro são, naquelas regiões, épocas desfavoráveis à saúde.

Estou tendo bastante dificuldade para transferir o Irmão que pretendo enviar-lhe. Está numa escola muito importante que teve várias trocas esse ano e algumas ainda recentes. Eu sei que o senhor Pároco faz muita questão do Irmão.

Nossos Irmãos acabam de chegar na casa mãe; eles vêm gozar as férias juntos e fazer o retiro espiritual.

Os gastos com essas viagens sobem demais; nossas férias começam no dia 15 de setembro e vão até 15 de outubro.

Por isso, rogo-lhe, senhor Bispo, que espere mais um pouco, então poderei colocar à sua disposição Irmãos competentes. Não acho que o Padre Cholleton tenha objeção ao que estamos combinando.

A idéia da ordem terceira, do Padre Colin, me grada muito. Creio que, nos termos em que V. Excia. a concebe, terá resultado positivo.

Poderei ir a Maximieux por volta de quinze ou dezesseis de outubro. Mais tarde, poderei dizer-lhe o dia exato.

Receba V. Excia. meus sentimentos de respeito com que tenho a honra de ser seu submisso servidor.

29 - CIRCULAR AOS IRMÃOS.


10 de agosto de 1833.

Como fazia no final de cada ano letivo, o Padre Champagnat convoca, por meio desta Circular, todos os Irmãos das escolas para que venham gozar das férias em l’Hermitage, onde também farão o retiro espiritual.

Todos deviam trazer seus pertences, de modo que, no final deste período de descanso, pudesse cada um encaminhar-se para outro estabelecimento, caso recebessem do superior uma missão em outro local, distante de onde viera.

Meus caríssimos Irmãos:

Desejo que Jesus e Maria sejam sempre o único tesouro de vocês. Se estiverem progredindo na perfeição tanto quanto eu desejo, estarão progredindo muito.

Chegou o tempo das férias, época sob todos os aspetos preciosa, tanto para a alma como para o corpo.

1o) As férias começarão como no ano anterior, no dia 15 de setembro, e durarão até 15 de outubro.

2o) Desejamos que todos cheguem segunda-feira, no mais tardar.

3o) Estamos planejando viajar para Roma, dentro de poucos dias. É preciso que toda a Sociedade contribua para o êxito de nossa missão, mediante a oração e redobrado fervor. Até que voltem os que vão estar com Sua Santidade, vamos rezar a Ave Maris Stella e o Veni Creator, seguido da respectiva oração.

4o) Ao virem para as férias, pedimos que todos os Irmãos tragam consigo os objetos seguintes:

a) todas as gramáticas que estiverem a serviço e ao uso dos Irmãos;

b) um atestado de moralidade e boa conduta fornecido pelo senhor Prefeito;

c) de cada aluno, uma composição feita no começo do ano, outra na Páscoa e outra datada do fim do ano.

5o) Todos os livros de aritmética, os modelos de caligrafia ou outros escritos que cada Irmão deve apresentar;

6o) Seu “brévet” (diploma de professor) e certidão de Batismo etc;

7o) Todos os objetos de uso pessoal;

8o) Os livros de contabilidade, um demonstrativo das finanças do estabelecimento, a nota de tudo quanto o município esteja devendo.

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