Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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35 – Ao Padre JEAN-BAPTISTE ROSSARY, Pároco de Saint-Paul-en-Jarret, Loire.


Fevereiro de 1834.

Champagnat reclama para os Irmãos o pagamento que tinha sido estipulado com o predecessor. Pedia pouco para os Irmãos, só o estrito necessário, mas mostrava-se inflexível nos casos de ser negado ou diminuído o pagamento combinado.

Senhor Pároco,

Faz poucos dias, eu me congratulava com a esperança de que, finalmente, o senhor viria visitar-nos, mas a chegada da quaresma me tirou essa esperança. Não que eu imagine que o senhor vá perder o ânimo nesta santa quarentena, mas os múltiplos afazeres não o deixarão livre. Vamos ao que nos interessa:

De acordo com nossas contas, - as minhas e as suas -, constato que para o ano letivo 1831 e 1832, só recebi 950 francos; nada pelo quintal, pois os Irmãos ainda não dispunham dele. Foi uma concessão que tive que fazer para aquele ano, mas que não poderemos manter. Não pense que estou apegado ao dinheiro; o senhor tem provas suficientes do contrário.

Durante o ano de 1831/ 1832, o senhor teve três Irmãos durante o ano todo: o senhor tem muito senso das coisas para imaginar que já pagou tudo com 950 francos (digo 950, porque o quintal deve ser pago a mais). Nada ajustamos que me obrigue a proceder diferentemente. Se o senhor quiser, escreverei ao Padre Nouailly; ele lhe dirá que sempre pagou 1200 francos e colocou à disposição dos Irmãos um quintal, apesar de a escola nunca ter dado tanto como o ano passado.

Os Irmãos das Escolas Cristãs nunca se oferecerão para cantar a Missa, nunca se encarregarão de cobrar mensalidades (dos pais de mais recursos). Exigirão, isto sim, os 1800 francos. Para pagar também o Irmão (hortelão), que não ministra aula nenhuma, nunca. Os Irmãos das Escolas Cristãs...


36 – Ao Irmão DOMINIQUE, Charlieu, Loire.


6 de março de 1834.

O Padre escreve ao Irmão Dominique para exortá-lo a aceitar sempre com fé a vontade de Deus.

Diziam as más línguas daquele tempo "que o Frère Dominique só se achava bem lá onde não estivesse."

De Charlieu, onde se encontrava, dirigiu-se o Irmão Dominique a l'Hermitage, a fim de pleitear junto do Fundador sua troca para outro estabelecimento. Depois de alguns dias, acabou voltando para Charlieu, de onde viera.

V. J. M. S.

Notre Dame de l'Hermitage, 6 de março de 1834.

Meu caríssimo Irmão Dominique,

Foi um prazer muito grande para mim receber sua carta. Está muito bem escrita. Caro amigo, estou vendo que você caprichou mesmo.

Sua vontade de vir passar o verão na casa mãe, me agradou bastante. Não posso lhe prometer nada, pois não sei se será possível. Seja como for, prezado Dominique, mantenha-se sempre na disposição necessária de não querer senão o que Deus dispuser por intermédio de seus superiores. Você me tem amor; de minha parte, posso garantir que lhe pago com muito amor.

Desejo ardentemente que você se forme bem, mas sem querer senão aquilo que Deus quer. Em tudo o que nos puder magoar, digamos sempre: que se cumpra a santa vontade de Deus!

Imagino que você esteja de novo com muitos alunos, com muito trabalho, que os outros Irmãos estejam bem de saúde assim como você.

Nenhuma notícia especial sobre os outros estabelecimentos. Aqui, temos alguns Irmãos doentes, mas nenhum em estado grave. Tudo vai indo mais ou menos. Que Deus e sua santa Mãe sejam benditos mil e mil vezes. Continuamos a receber numerosos noviços. Continuam chegando pedidos de novas fundações. Contamos com você para o ano. Confio firmemente que Deus o ajudará. Transmita mil saudações ao querido Irmão Louis. Agora que recuperou a saúde, se cuide e também da saúde dos outros. Também quero muito bem aos Irmãos Apolinaire e Nizier.

Adeus! Deixo-os todos nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria. Tenho a honra de ser, meu caro Irmão Dominique, seu dedicado pai em Jesus e Maria,

Champagnat, sup.

37 – Ao Padre BARTHÉLEMY CAUMETTE, Coadjutor de Mèze, Héraut.


janeiro/fevereiro de 1834.

Dá todas as informações sobre a obra dos Irmãos, usos e costumes e informa das exigências para assumir uma escola.

Senhor Padre,

Ficamos lisongeados pela honra que o senhor nos prestou dirigindo-se a nós. Com presteza aproveitaríamos desta ocasião prazerosamente, para estender ao longe nossa atuação, se tivéssemos condições de atender aos pedidos dos que estão perto. Uma coisa ajudaria muito a nos resolver: seria a esperança bem fundamentada de encontrarmos vocações na sua região.

Seguem as respostas a seus questionamentos:

1o) Os Irmãos usam o método simultâneo e a nova pronúncia.

2o) Ensinam o catecismo, a leitura, a escrita, os rudimentos da gramática francesa, contas e o sistema legal de pesos e medidas. Ensinam ainda os elementos de geometria (entenda-se: agrimensura), desenho linear, canto e elementos de história e de geografia.

3o) Usam um hábito religioso parecido com o dos Irmãos das Escolas Cristãs.

4o) O pagamento anual devido a cada Irmão é de 400 francos.

5o) Além da escola gratuita, eles poderiam encarregar-se de outra que não fosse gratuita. O que passasse dos 400 francos, seria partido meio a meio entre os Irmãos e as necessidades da escola.

6o) Gastos do estabelecimento: correm por conta dos municípios.

7o) O enxoval (subentendido: dos meninos) e a mobília são fornecidos pelos municípios e calculados à razão de 500 francos per capita, o que dá 1.000 francos para dois e 1500 para três.

38 – Ao Padre FERRÉOL DOUILLET, La Côte Saint-André, Isère.


Princípios de 1834.

O Padre Douillet era muito zeloso pela obra das vocações, mas queria fazer as coisas do jeito dele.

Entrou em entendimento com um jovem vocacionado ao qual propôs como estágio, servir de cozinheiro dos Irmãos. Champagnat não aceita introduzir na cozinha alguém estranho à comunidade. Ser cozinheiro era tarefa reservada ao Irmão mais jovem.

Senhor Padre Douillet,

Não vejo porque estaríamos causando, outra vez, transtornos na cozinha de La Côte. Em todos os nossos estabelecimentos, são os Irmãos que devem cozinhar. Por que abrir exceção para os de La Côte-Saint-André? A ocasião que o senhor encontrou é sem precedentes. Eu creio - e comigo estão de acordo os Irmãos que consultei - que não devemos concordar com isso, pois não será possível continuar assim.

O senhor sabe que nossas escolas são numerosas. Sabe também que nossos Irmãos não gostam muito de cozinhar. Se permitirmos que este encargo seja entregue a alguém estranho à comunidade, nenhum Irmão vai querer cozinhar. É esta a razão principal, além de muitas outras que deixo de mencionar. Se o moço tem todas as qualidades requeridas para ser Irmão, que entre na casa como noviço e, enquanto se prepara, que dê uma mãozinha na cozinha. É decisão dos Irmãos que consultei expressamente para o caso.

Estamos na impossibilidade de fundar novos estabelecimentos. Peço-lhe que diga a...

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