Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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46 - Ao Padre CHARLES CHIRAT, pároco de Neuville-sur-Saône, Rhône.


setembro de 1834.

A carta pede ao Padre que permita aos Irmãos se dirigirem a l'Hermitage para o retiro e as férias, como era de praxe todos os anos. Por que fez Champagnat esta recomendação? Talvez porque o pároco tivesse pedido que os Irmãos ficassem na escola, durante o período das férias, mas a suposição mais provável é que o Padre Champagnat queria prevenir o incidente de que fala ao terminar a carta.

Senhor pároco,

É costume nosso - e tem força de Regra - que ao término do ano letivo, nossos Irmãos regressem à casa mãe. Só fundamos estabelecimentos com esta condição. Até ao presente, ninguém veio contrariar esta praxe.

Precisamos reunir em torno de nós, durante este curto mês, todos os nossos Irmãos, a fim de nos colocar em sintonia para promover o bom andamento de cada estabelecimento.

Temos que fazer uma avaliação geral, acertar uma infinidade de medidas, o que só podemos acertar se estiverem presentes todos os Irmãos. Peço-lhe, senhor pároco, não ponha obstáculos à obediência de nossos Irmãos. Já no ano passado, o Irmão de Neuville faltou ao retiro. Foi um escândalo para os demais Irmãos.

47 – Ao senhor JEAN FRANÇOIS PREYNAT, prefeito de Sorbiers, Loire.


Começos de outubro de 1834.

As aulas em Sorbiers funcionavam na casa que pertencia aos Irmãos Cassien e Arsène, que a tinham vendido ao Padre Champagnat em 1832.

A Prefeitura alugava a casa, mas o Conselho Municipal decidiu suspender o aluguel. Já em maio de 1834, houve a decisão por parte da Câmara de construir uma nova escola para os Irmãos. Ora, em outubro nada estava feito ainda e as aulas para o novo ano letivo começariam em 1º de novembro.

Daí a carta do Padre Champagnat, com sua proverbial firmeza na decisão: "Se vocês não resolverem o caso, partimos para outra!"

O prefeito deve ter tomado providências, pois os Irmãos continuaram em Sorbiers até 1837. (Cf. Carta no 153)

Senhor Prefeito de Sorbier,

Fiquei sabendo que o senhor não tornou a alugar a casa em que os Irmãos davam aulas, o ano passado; soube também que o senhor não começou a construir outro local. Prevejo assim que a Festa de Todos os Santos vai chegar, sem nada estar pronto.

Gostaria muito de saber se o senhor está pensando numa outra solução. Se isto não ocorrer, os Irmãos não poderão, de forma alguma, manter a escola municipal na casa onde estão morando, devido ao pouco espaço e à insalubridade.

No caso de não poder o senhor oferecer solução alguma, eu poderia responder afirmativamente a um município que está pedindo Irmãos para este ano por intermédio do conselho dos senhores Prefeito e Vice-Prefeito departamentais.

Queira, Senhor Prefeito, dar-me a honra de uma resposta sua, para breve.


48 – Ao Irmão ANTOINE, em Millery, Rhône.


4 de novembro de 1834.

Anuncia a chegada em l'Hermitage de alguns objetos endereçados ao Irmão Antoine. Concede ao mesmo a licença solicitada, referente à freqüência de suas comunhões.

Vemos por esta carta que a casa de l'Hermitage funcionava como uma central de atendimentos, onde os Irmãos podiam conseguir os objetos de uso ou peças do vestuário de que precisassem no exercício de suas funções. O piedoso e solícito Fundador se presta aos mínimos detalhes, quando se trata das necessidades de seus Irmãozinhos. (Cf. Vida de M.J.B. Champagnat, Edição do Bicentenário, p. 402).

J.M.J.


Notre Dame de l'Hermitage, 4 de novembro de 1834.

Caríssimo Irmão Antoine,

O Irmão Hyppolythe retirou do correio o embrulho que era destinado a você. Ele quer introduzir nele mais algum objeto e nos últimos dias da semana mandará tudo para Sept-Chemins.

Estou muito sentido, caro amigo, por todos os contratempos que vocês tiveram que agüentar, tanto uns como outros. Concedo-lhes o que me pedem, com relação às comunhões. Diga ao Irmão Moïse que estamos pensando nele: mandar-lhe-emos uma camisa novinha, quanto antes. Diga-lhe também que eu lhe quero bem, de todo coração, que Deus lhe pagará ao cêntuplo.

Em Jesus e Maria,

Champagnat


49 – Ao Irmão DOMINIQUE.


23 de novembro de 1834.

Já vimos na Carta de no 36 como o Irmão Dominique andava freqüentemente em crise. Não havia transcorrido um mês de permanência em Charlieu que já pedia para ser transferido.

A resposta do Padre Champagnat procura reconduzi-lo a um julgamento menos apressado da situação. Não deixa também de transmitir aos Irmãos da comunidade seus sentimentos paternais para com todos.

Meu caro Irmão Dominique,

Acho que você não quer mais dar cabeçada. Você bem sabe quanto custa quando a gente teve a má-sorte de dar uma delas. Com um pouco mais de humildade e de obediência, as coisas não piorariam para o seu lado. Se o Irmão Liguori tivesse dito que todos o parabenizavam por ter você como colaborador, você teria tido a ingenuidade de acreditar? É impossível, meu caro Dominique, que nossas maneiras de proceder agradem a todo mundo!

Você me diz que se o seu substituto não chegar, você virá buscá-lo. É muito fácil dizer, mas não temos ninguém disponível neste momento na casa mãe. Se você vier, terá que voltar como veio. Será que não é sua vez de pagar neste ano pelo que você fez sofrer aos que estiveram com você? Você é certo demais imaginando que não deve nada. Paciência, meu caro amigo, paciência! Dentro de poucos dias irei visitá-lo e, com a graça de Deus, procurarei remediar a tudo, do melhor modo possível.

Eu lhe teria respondido antes, não fosse a viagem que acabo de fazer. Enquanto espera minha visita, ponha-se nos braços de Maria, Ela o ajudará poderosamente a carregar sua cruz. Meu caro Dominique, tomo parte em seus sofrimentos. Deus tem com que pagá-los todos, você nada perderá com Ele, nem sequer os juros, garanto-lhe!

Enquanto não chego, diga ao caro Irmão Liguori que eu trago a todos carinhosamente no coração, que eu amo todos vocês, meu caro Dominique, porque sei as dificuldades que você passa, as lutas que têm que suportar, o carinho que me têm demonstrado, cada vez que nos encontramos.

Deixo-os todos nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, lugares bons aqueles! Lá a gente se acha tão bem!

Adeus,


Champagnat sup.
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