Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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50 - Ao Senhor JACQUES-MARIE ARDAILLON, deputado, prefeito de Saint-Chamond, Loire.


outono de 1834.

A carta quer testemunhar ao senhor. Ardaillon profunda gratidão por tudo quanto tem feito em favor da causa da autorização legal da Congregação.

O final da carta alude ao último e definitivo passo do processo: a sanção do rei mediante um Decreto real (ordonnance). (cf. Carta no 57).

Indiretamente, portanto e com fina diplomacia, o Padre Champagnat sugere ao amigo que continue a prestar seu apoio à causa.

V.J.M.S.J.

Senhor Ardaillon,

Confesso que chego bastante atrasado para manifestar-lhe, como é de justiça, meu agradecimento pelo favor importante que V. Excia. pediu e obteve para mim e para toda a minha casa; mas, afinal, chego logo que fiquei sabendo.

Nossos estatutos estão, pois, aprovados pelo Conselho Real, desde o dia 28 de fevereiro de 1834 e inscritos no Manual Geral da Instrução Primária, sob o número 6, do mês de abril.

Que serviço importante o senhor nos prestou! S. Excia. a o senhor Arcebispo e todos os amigos de nossa casa estão no auge da alegria!

Tive a honra de estar na ocasião com a senhora Ardaillon, para dizer-lhe quanto somos gratos a V. Excia. Visitei também várias pessoas importantes de Saint Chamond: o senhor Victor Dugas, o senhor Richard etc. Todos contribuem muito.

O senhor certamente sabe que, para dar a última demão a este despacho importante, é preciso que Sua Majestade Louis Philippe sancione esta autorização, através de um Decreto real. Se faltar isso.


51 - Ao barão JEAN ANDRÉ DE SERS, prefeito do Departamento do Loire e Par de França.


Final de 1834 ou começos de 1835.

Os PARES de França eram primitivamente 12. O número deles variou no tempo da monarquia. No período pós-revolucionário constituíam parte do Senado ou Primeira Câmara. Eram nomeados pelo Rei e possuíam cargos vitalícios. Podiam também exercer eventualmente a justiça, em determinados casos.

O Padre Champagnat lança mão de todos os trunfos para conseguir a isenção do serviço militar para seus Irmãozinhos. Assim, ele apresenta ao Barão um jovem que tinha sofrido uma fratura na perna, o que o invalidava certamente para o serviço militar, mas não para o exercício do magistério.

Pesquisando os arquivos da Congregação, o Irmão Paul Sester fixou-se no nome de Claude Dumaitre, como sendo o jovem em questão. Ele tomou o hábito marista em 15 de agosto de 1829, com o nome de Irmão Jean.

Senhor Prefeito,

O portador da presente mora em nossa casa faz cinco anos. Assinou o seu compromisso decenal, porém não possui certificado que comprove que esse documento foi aceito. Parece-me que pode ser excluído do serviço por causa de uma fratura na perna. Esta fratura lhe torna as viagens a pé muito sofridas, quase insuportáveis.

Queira aceitar o testemunho de minha respeitosa submissão com que, senhor Prefeito, tenho a honra de me de ser seus respeitoso servidor,

Champagnat

52 – Ao senhor Conde ADRIEN DE GASPARIN, prefeito do Departamento do Rhône.


Princípios de 1835.

Quando um jovem religioso que obteve isenção do serviço militar para exercer sua profissão de professor (instituteur) deixa de pertencer à congregação, convém que as autoridades do seu município sejam avisadas do caso. O compromisso tinha a duração de dez anos.

O jovem Sebastien Frécon (Irmão Alexis), natural de Ampuis, revestiu o hábito marista em agosto de 1827. Em janeiro de 1835, outro jovem chamado José Chaboud recebeu na vestição o mesmo nome de Alexis, o que quer dizer que Frécon tinha já desistido.

Por isso a carta que o Padre Champagnat escreve ao prefeito do Departamento do Rhône, da qual os arquivos só têm o rascunho sem nenhuma data, pode ser datada dos começos do ano de 1835.

Senhor Prefeito:

Tenho a honra de informar a V. Sª que o jovem Sebastien Frécon, de Ampuis, depois de ter trabalhado no serviço do ensino público pelo espaço de dez anos, na nossa Instituição, já não está mais conosco, faz cinco meses.

O certo é que, após ter deixado o ensino, ele entre em entendimento com V. Sª, para regular a situação dele perante a lei do alistamento militar.

Já faz tempo que estou com vontade de fazer uma visita ao senhor Prefeito do Rhône, mas ainda não me decidi.

É com prazer que aproveito a ocasião para reiterar a V. Sª meus respeitos, senhor Prefeito...


53 – Ao Irmão ANTOINE, Diretor em Millery, Rhône.


9 de janeiro de 1835.

A carta se dirige ao diretor, mas tem em mente todos os Irmãos da comunidade. O Padre lhes dá notícias da Congregação, o que favorece o espírito de família.

Caríssimo Irmão Antoine:

Fiquei muito sensibilizado com os votos de Feliz Ano Novo que você me manda. Eu os recebo como muito sinceros e posso assegurar-lhe que os votos que faço para toda a comunidade e para você em particular são também muito sinceros.

Fiquei muito sentido ao tomar conhecimento da doença do Irmão Moyse. Cuide bem dele para que se restabeleça logo. Não vou substitui-lo enquanto não me pedir. Que ponha em Deus sua confiança; Ele o ajudará a cumprir seu dever. Maria, Mãe de todos nós vai lhe dar uma mão. Diga-lhe que me uno a seus sofrimentos e que estou muito grato pelo trabalho que faz. Deus lhe reserve uma boa recompensa.

Na casa mãe e nas demais casas, tudo vai indo como sempre. Graças a Deus, não temos Irmãos doentes. Os dois novos estabelecimentos têm muitos alunos. Mandamos mais um Irmão para Sury; é o quarto.

Continuamos a receber muitos noviços. No dia da Epifania demos o santo hábito a uns vinte, mas há mais uns quinze que ainda não o receberam. Todos parecem muito esforçados.

Mais uma vez, chega-nos o pedido de fundação de uma espécie de patronato, na cidade de Lião; estamos atrapalhados, pois não sabemos onde arrumar gente.

Reze por nós, a fim de que não façamos nada contra a vontade de Deus.

Deixo-o nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, de onde o retirei,

Champagnat


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