Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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54 - A um pároco (talvez PIERRE-MARIE LAFAY, Pároco de Firminy, Loire)


22 de janeiro de 1835.

Padre Lafay foi condiscípulo do Padre Champagnat no Seminário de Lião. Foram ordenados no mesmo dia.

Diz-lhe Champagnat que, de imediato é impossível fornecer-lhe Irmãos, mas que terá grande prazer em mandá-los assim que os tiver suficientemente formados.

Senhor e digníssimo pároco,

Agradeço-lhe a honra que nos dá ao se dirigir a nós para conseguir Irmãos, na intenção de confiar-lhes a educação de suas crianças.

Pedir-lhe-ia, também, se não for demais, que expresse meus agradecimentos ao senhor Prefeito de seu município, que ainda não tenho a honra de conhecer.

É-nos impossível absolutamente arranjar alguém para este ano. Estamos com muita falta de gente; apenas damos conta de satisfazer às necessidades dos estabelecimentos que estão em funcionamento. É verdade que temos bastantes noviços, mas é necessário formá-los primeiro. Bem que gostaria de mandar-lhe alguns.

O que superintende o Serviço da Instrução de Saint-Etienne falou várias vezes dos projetos de vocês. Vocês não podem esperar, eu bem sei.

Alegro-me em poder aproveitar da ocasião para dizer-lhe que estou (........) na disposição de lhe ser grato e ao senhor prefeito municipal, enquanto aguardo eu poder.

Queira aceitar, senhor pároco, os sinceros sentimentos de estima com que tenho a honra de ser seu devetado servidor.

Champagnat, sup.

55 – Ao Padre JEAN-CLAUDE COLIN, Superior da Sociedade de Maria, Belley, Ain.


29 de março de 1835.

Comunica ao Padre Colin quais as condições para a admissão de candidatos e acerta com ele algumas questões particulares.

Qual seria a razão de tal comunicação? O Padre Colin certamente estava a par dessas condições, mas pode ser que outra pessoa as tivesse solicitado, através dele. Em todo caso, vemos que o Padre Colin se interessava também por este ramo da Sociedade de Maria.

Revmo. Padre Superior:

Os jovens que aspiram a ingressar na Congregação devem dar fundadas esperanças de que hão de adquirir, durante o noviciado, as virtudes exigidas pelo estado religioso, assim como as qualidades requeridas para o tipo de trabalho a que se destina cada um.

O noviciado dura dois anos, sendo que uma parte desse período transcorre num estabelecimento da Sociedade para que se exercitem no magistério ou na cozinha, de modo que o candidato dê provas de verdadeira vocação.

Exige-se de cada candidato que, ao ingressar, pague pelo menos a quarta parte da pensão, mais vinte e cinco francos para despesas com livros, papel, etc., etc., fornecidos pela Sociedade.

Só se dá o hábito religioso quando tiver sido pago o noviciado e completado o enxoval. Para alguém que se retira, do que depositou só se guarda a parte correspondente ao tempo de permanência no noviciado. Ao entrar, não é permitido ao candidato ficar com dinheiro nem com o relógio. O enxoval é entregue ao Irmão alfaiate que dá a cada um, no sábado, a roupa de que necessita; segunda feira, recebe de volta a roupa que usou no domingo. Tudo é guardado debaixo de chave.

O enxoval e o hábito, este fornecido ao ingressar no noviciado, estão orçados em 400 francos. Assim, os que não trazem nada disto pagam 600 francos. Ao que não puder pagar nada, porém der mostras de vocação segura, se faz com que prometa trabalhar para pagar a Sociedade, no caso de desistir por própria conta ou de ser despedido por causa de procedimento irregular. Cada um deve trazer também a sua Certidão de Batismo e Registro de Nascimento.

Questionário a ser respondido pelo candidato, antes do ingresso no noviciado:

1o) De onde vem? Qual é seu nome de família e de batismo? Nome dos pais, sua ocupação, idade, endereço dos mesmos.

2o) É filho legítimo?

3o) Qual é a profissão e a situação dos pais? Estão bem de vida ou precisam do trabalho do filho para sobreviver?

4o) Em que idade fez o jovem a primeira comunhão? Foi admitido e depois recusado?

5o) Viveu sempre com os pais? Se os deixou, foi em que idade? Por que os deixou? Trabalhou a serviço de alguém? Quanto tempo permaneceu a serviço do mesmo patrão? Em que serviço o ocupava o patrão?

6o) Há na família algum fato que a desabone, quer devido ao que faz, quer por causa de algum crime praticado?

7o) Quantos irmãos e irmãs tem? Estão bem estabelecidos?

8o) Ganhou pessoalmente o dinheiro com que paga a pensão do noviciado? Ou algum parente ou pessoa estranha à família vai pagar por ele? Se tinha algum emprego, por que não ganhou nada? Que fez com o dinheiro da poupança? Deve-se ter consideração por alguém que está pagando com o dinheiro que poupou, e por aquele que, não tendo nada, deu assistência ao pai ou à mãe sem recursos.

9o) Que recursos tem os pais?

10o) Qual a situação do jovem na sociedade depois de ter saído de casa?

11o) É de boa compleição? E de bom temperamento? É forte?

12o) É de bom gênio?

13o) É de corpo sadio? Não padece de escrófula? Tem os pulmões sãos? Exala maus odores?

14o) Em sua família, houve algum membro com tuberculose?

15o) A vista é boa? Goza de boa reputação?

16o) É instruído? Que estratagema usa para escapar do serviço militar?

17o) Depois da primeira comunhão, continuou a freqüentar os sacramentos?

18o) Quem o aconselhou a se fazer religioso? Faz tempo que tem essa intenção? Consultou a Deus ou o seu confessor? Enfim, qual a razão que tem para deixar a vida do mundo?

19o) Não se pôs na cabeça que na vida religiosa terá que trabalhar menos do que lá fora; que estará mais folgado; só terá que rezar, assistir a missa etc. etc.?

20o) Não esteve antes em alguma congregação religiosa? Se este for o caso, não deve ser admitido senão por razões muito graves.

21o) Se o postulante não for maior de idade, deverá ter o consentimento dos pais.

22o) Andou mendigando? Ou são os pais que mendigam?

23o) Se o postulante pede conselhos acerca da congregação que pretende abraçar, é preciso propor-lhe uma diferente da nossa e que mereça maior confiança da parte dele. Mas, se mostra preferência pela Sociedade de Maria, sobretudo, por causa de nossa padroeira, então sim, convém admiti-lo prazerosamente e fazer-lhe ver que confia na pessoa certa quando confia na Mãe de Deus.

24o) Se o noviço não paga nada, é preciso que assine um contrato de pagar a Sociedade, no caso de desistir e que os pais também assinem, se possível.

Continuo pensando que isso de empregar os Irmãos como sacristães nos vai trazer muitas dificuldades. Faça tudo o que puder para nos eximir desse compromisso.

Faremos o possível para ceder ao senhor, na época da festa de Todos os Santos, alguém que possa trabalhar no noviciado, caso o senhor tenha muitos noviços.

O Irmão Antelme parece enveredar cada vez mais pelo bom caminho, bendito seja Deus! Continuo esperando sua ordem para lhe mandar o Irmão Joseph Eugène.

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