Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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56 - A Dom GASTON DE PINS, Administrador Apostólico de Lião, Rhône.


Quaresma de 1835.

O padre Champagnat pede a Dom Gaston que nomeie o coadjutor de Pélussin, o Padre Jean Herre Décultieux, para vir auxiliar os Padres que atuam em l'Hermitage, no que se refere à assistência religiosa.

O Padre Servant já não dava conta de preparar sermões, atender no confessionário, programar as pregações da Quaresma, etc. O número de candidatos vinha crescendo continuamente.

Há também outra razão: Padre Décultieux pode tornar-se membro da Sociedade de Maria.

Excia. Revma.,

Sua paternal bondade para conosco me traz aos pés de V. Excia., para expor-lhe minha situação, a fim de que me ajude, se julgar conveniente. Em nome de Jesus e Maria, todos os nossos Irmãos se unem a mim para lhe fazer esta breve exposição.

Nossa casa aumenta a olhos vistos, todos os dia se apresentam novos candidatos e chegam novos pedidos. Não me atrevo a rechaçar os que se apresentam, considero-os mandados por Maria em pessoa.

Atualmente somos perto de duzentos. Vinte e nove estabelecimentos. Quatro mil alunos freqüentam nossas escolas. Sou obrigado a viajar continuamente para visitá-los.

Minha saúde está piorando dia a dia. O Padre Servant, meu auxiliar, merece elogios. De manhã à tarde, trancado no quarto, prepara seus sermões, prédicas e missões; agora mesmo está se preparando para pregar a Quaresma em Saint-Chamond. O pároco de St.-Pierre, que lhe solicitou insistentemente sua ajuda, está muito contente com sua maneira de fazer pregações.

Tenho, é certo, Irmãos que me ajudam nos diversos trabalhos: um bom Mestre de noviços, um Irmão capacitado para dar aulas aos demais, outro para as aulas aos noviços e um ecônomo.

Falta-nos alguém que supervisione, que anime e tome a direção geral da casa em minha ausência, que atenda aos que vêm e vão; que goste e sinta a importância e as vantagens de estar no cargo, um diretor piedoso, preparado, experimentado, prudente, firme e constante. O Padre Décultieux, coadjutor de Pélussin, reúne todas essas qualidades. Por várias vezes, manifestou-me muita estima por nossa casa, quer pelo encaminhamento de candidatos para a Congregação, quer pelo empenho que teve na fundação do estabelecimento de Pélussin. Também me deu a conhecer pessoalmente sua alegria em se dedicar a uma obra semelhante, se os superiores permitirem. Foi ele que me encarregou de escrever a V. Excia. a respeito deste assunto.


57 - Ao senhor JACQUES-MARIE ARDAILLON, prefeito de Saint-Chamond e deputado do Loire.


30 de abril de 1835.
Depois de aguardar algum sinal desde o final de 1834, Champagnat começa nova investida junto aos que podem trabalhar para a aprovação legal do Instituto. Aqui escreve para lembrar ao amigo a carta anterior (cf. Carta no 50) e suplicar-lhe que interceda em favor da causa da autorização legal. Ardaillon escreveu logo ao então Ministro da Instrução Pública, o senhor Guizot.

Senhor Deputado,

Já se passaram vários meses desde que tive a honra de dirigir-me a V. Excia. por meio de uma carta que dizia respeito à nossa autorização. Não tendo ainda recebido resposta, receio que tal carta não lhe tenha chegado às mãos. Por isso, tomo a liberdade de lhe expor novamente o conteúdo da mesma.

Confesso que chego bastante atrasado para manifestar-lhe, como é de justiça, meu agradecimento, pelo serviço importante que V. Excia. pediu e obteve para mim e para toda a minha casa. Mas afinal chego logo que fiquei sabendo.



Nossos estatutos estão, pois, aprovados pelo Conselho Real desde o dia 28 de fevereiro de 1834, e inscritos no Manual Geral de Instrução Primária, sob o n.º 6, do mês de abril.

Que serviço importante o senhor nos prestou! Sua Excia. o senhor Arcebispo e todos os amigos de nossa casa estão no auge da alegria. Tive a honra de estar na ocasião com a senhora Ardaillon para dizer-lhe quanto somos gratos a V. Excia. Também várias pessoas importantes de Saint Chamond: o senhor Victor Dugas, o senhor Richard, e outros. Todos contribuem muito."

Bem sabe V. Excia. que para dar o último toque nesta questão importante, é necessário que Sua Majestade Louis-Philippe sancione esta autorização por meio de um Decreto real.

Se faltam alguns trâmites, tenha a bondade de avisar-me; logo, tomarei providências, de modo que V. Excia., durante sua permanência em Paris, possa acelerar esta última formalidade que nos é tão necessária. Quatro dos membros de nossa Sociedade, pessoas já antigas na casa, são atingidas pelo alistamento militar neste ano. O único recurso para que fiquem a serviço da educação é a isenção.

Queira aceitar, digníssimo senhor Deputado de nosso distrito, meus protestos de eterna gratidão, com que tenho a honra de ser seu dedicado servidor,

Champagnat

58 – Ao senhor PIERRE-DÉSIRÉ ANTOINE LACHEZE, deputado do Loire.


3 de maio de 1835.

Como o original de onde transcrevemos esta carta não traz indicação a quem era destinada, temos que recorrer a outras fontes. O Irmão Avit, nos Abrégé des Annales, p. 170, diz que Champagnat escreveu a um deputado do Loire. Dentre os cinco deles, a saber: Ardaillon (de Saint- Chamond), Baude (de Roanne), Du Rosiers (de Boen-sur-Lignon), Lanyer (de Saint-Etienne) e Lachèze (de Montbrison), a qual deles se destinava a carta? Sem dúvida a um muito interessado pela causa da autorização legal do Instituto. Depois de Ardaillon, aquele com quem o Padre Champagnat se encontrara mais de uma vez em Montbrison era Lachèze. Os outros pouco aparecem nos círculos de interesse do Padre Champagnat.

Agora vamos ao que diz o Irmão Jean-Baptiste (cf. Vida de M.J.B. Ch. Edição do Bicentenário, p.199) sobre o deputado Lachèze. São dele as palavras seguintes: "Aposto dez contra um que esta questão da autorização dos Irmãos chegará a bom termo."

Senhor Deputado,

Há poucos dias, escrevemos ao senhor Ardaillon, rogando-lhe que intercedesse para que saísse o despacho que deve pôr um remate à autorização que nos foi concedida pelo Conselho real. Foi transcrita no Manual de Instrução Primária, sob o no 6 do mês de abril de 1834.

Atrever-me-ia a pedir a V. Excia., senhor Deputado, o favor de redobrar esforços juntamente com o senhor Ardaillon, para obter quanto antes que nossa autorização seja sancionada pelo Rei.

Neste ano, temos quatro Irmãos que serão atingidos pela Lei do recrutamento do exército e não temos outro meio de eximi-los. O Ministro acaba de mandar de volta a conscrição deles, observando que a autorização ainda não atingiu o último requisito. Que favor importante o senhor nos prestará, senhor Deputado! Haveremos de guardar na lembrança tão assinalado favor. A delicadeza de V. Excia. nos deixa muito confiantes. Que desfalque mais funesto se esses quatro Irmãos forem obrigados a nos deixar!

Aguardando os acontecimentos, vamos pedir a Maria, nossa Boa Mãe, o bom andamento de seus negócios e o êxito em todos os empreendimentos de V. Excia.

Pode estar certo, senhor Deputado, dos sentimentos de estima e confiança com os quais tenho a honra de ser seu respeitoso e atento servidor,

Ch.

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