Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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62 – Circular aos Irmãos


24 de agosto de 1835.

Convocação para o retiro e as férias. Na carta circular, o Padre Champagnat solicita aos Irmãos que transmitam o seguinte recado aos candidatos que estiverem para pedir ingresso em l'Hermitage: Que venham somente a partir do dia 15 de outubro. Portanto, dá a entender que os Irmãos vindos das escolas estarão ocupando a casa até aquela data.

Caríssimos Irmãos,

Neste momento posso dirigir a vocês as palavras do nosso divino Salvador, quando disse a seus discípulos: "Venham descansar um pouco em um lugar solitário". (Mc 6,31)

Venham repousar e refazer as forças num lugar de paz, de silêncio e de recolhimento, venham com as mesmas disposições que tinham os apóstolos no Cenáculo e, como a multidão dos primeiros cristãos eram um só coração e uma só alma, esforçar-nos-emos por reproduzir em nossa conduta as virtudes de que nos deram tão belos exemplos. Mas, para que nada venha a perturbar a ordem nesse encontro de todos, é bom observar o seguinte:

1o) Ao chegar, fazer uma visita ao Ssmo. Sacramento, ao superior ou ao seu substituto ao qual se deve apresentar o livro de contas.

2o) Dirigir-se ao lugar para onde forem designados, sem se demorar a tagarelar inutilmente (os números dos respectivos lugares serão indicados quando chegarem).

3o) Longe de se julgarem dispensados do regulamento quando vêm à casa mãe, os Irmãos dos estabelecimentos devem ser os primeiros a cumpri-lo.

4o) Caso se cometa ou se tenha cometido alguma falta contra o regulamento, avisar somente a quem pode remediar.

5o) Não abandonar o próprio serviço sem permissão de quem preside. Trazer todos os catálogos que se encontram nos estabelecimentos, os livros ao uso dos Irmãos, o Manual, o Livro de Ouro, o Catecismo, a História Sagrada, o livro de Missa, o Método de oração mental, a Tabela cronológica, a Gramática de L'Homond, a Aritmética decimal, a Geometria e os instrumentos ad hoc.

Pede-se o favor de saldar, enquanto possível, o débito com a biblioteca. O número considerável de noviços que não puderam pagar nada da pensão, os gastos vultosos que foram feitos são outros tantos motivos que me induzem a dar esta recomendação.

Desejamos que todos cheguem aqui terça feira, 16 de setembro. Queiram precaver-se para não faltar à pontualidade, pois o retiro começará provavelmente logo a seguir.

Digam aos noviços que pretendiam vir com vocês que só poderão ser recebidos a partir de 15 de outubro, porque seria impossível arranjar lugar para eles, devido ao grupo numeroso que entrou neste ano.

Aguardando o prazer de abraçá-los, tenho a honra de ser seu dedicado pai em Jesus e Maria.

P.S. Cada um deve trazer uma camisa, um lenço, um boné marcados assim: (.........) M. n.º 15 (toda a sua roupa deve estar marcada).

PS. O Ir. Lyguory está pensando em passar pela comunidade ainda esse ano pela última vez.

CAPÍTULO III: 1836


Grande foi a alegria do Padre Champagnat e dos seus confrades quando o Papa Gregório XVI aprovou, a 11 de março, a sociedade de Maria. (cf. Vida de M.J.Champagnat, Edição do Bicentenário, p. 191).

Logo no início do ano, caiu o Ministro da Instrução Pública, François Guizot, que foi substituído por Pelet de la Lozère.

A sociedade francesa continuava agitada: o seu monarca, o rei Louis-Philippe, escapou de um atentado em 25 de junho, mas a população mais pacífica ficou muito abalada e triste, ao lamentar mais este golpe de violência.

Em agosto, o Padre Champagnat empreendeu mais uma viagem a Paris, para ver se conseguia a autorização legal do Instituto. Ao chegar na capital, informaram-lhe que o senhor Sauzet, deputado por Lião e Ministro dos Cultos, tinha sido substituído. Era a pessoa com quem podia contar para se apresentar ao Ministro. Voltou logo a l’Hermitage, sem ter sequer apresentado a petição que tinha preparado.

Em setembro, nova reviravolta no Ministério da Instrução Pública ao qual retorna o senhor Guizot.

Acontecimento importante para a Sociedade de Maria, agora já reconhecida por Roma: a eleição de um Superior Geral. O ato se deu em Belley e os sufrágios indicaram o Padre Jean-Claude Colin para o cargo. O Padre Champagnat também estava na mira de seus confrades, mas ele os convenceu que o deixassem continuar a formar os Irmãos. Foi portanto nomeado oficialmente pelo Padre Colin como Superior dos Irmãos.

A aprovação de Roma animou mais uma turma de missionários maristas a partirem para a longínqua Oceânia. Embarcaram no dia 24 de dezembro no Havre os Padres Pompallier, Chanel, Bataillon, Bret e Servant e os Irmãos Marie Nizier Delorme, Michel Colomban e Joseph-Xavier Luzy.

63 – Circular aos Irmãos


19 de janeiro de 1836.

Tem por finalidade transmitir a todos os votos de Feliz Ano Novo. O fervor, o zelo pela instrução e educação dos meninos e a caridade fraterna, tais são as condições para que o novo ano seja realmente feliz e produtivo.

O ano de 1836 foi certamente dos mais felizes para a Sociedade de Maria, pois foi nesse ano que o Papa Gregório XVI, mediante o Breve "Omnium Gentium", autorizou a Sociedade de Maria, 11 de março de 1836, confiando-lhe a missão da Polinésia. Impossível exprimir o regozijo do Padre Champagnat ao receber do Padre Colin, em 11 de abril, a auspiciosa notícia. (Cf. Vida de M.J.B. Champagnat, Edição do Bicentenário, p. 190) Esta cópia era para os Irmãos de St-Didier-sur-Rochefort.

Caríssimos Irmãos nossos,

Sinto no coração a grata satisfação de me lembrar de vocês todos os dias e de no santo altar apresentá-los todos ao Senhor; especialmente hoje, não consigo resistir à agradável satisfação de expressar a vocês meus sentimentos de afeto e de manifestar minha ternura paternal.

Meus queridos e bem-amados, vocês são continuamente o objeto especial de minha terna solicitude. Todos os meus anseios e todos os meus votos têm em mira sua felicidade; isso certamente vocês já sabem.

Queridos Irmãos, esta felicidade não é a que o mundo procura e que imagina encontrar nos bens materiais. Desejo e peço para vocês bens mais consistentes e verdadeiros. Servir a Deus com fervor, cumprir fielmente os deveres do próprio estado, trabalhar todos os dias para desapegar nosso coração das criaturas, a fim de entregá-lo a Jesus e a Maria, deixá-lo ao sabor dos movimentos da graça. É isto que verdadeiramente é desejável e que quero para vocês.

Sim, caríssimos Irmãos nossos, e filhos de Maria, a glória de vocês há de consistir em imitar e seguir Jesus Cristo; que o Divino Salvador os cumule de seu espírito; que a sabedoria dele os dirija em tudo quanto fizerem para sua glória.

Desejo e quero que a exemplo de Jesus Cristo, nosso divino modelo, vocês dediquem terna afeição aos meninos. Com grande zelo repartam-lhes o pão espiritual da religião. Ponham todo seu empenho em formá-los à piedade e em gravar em seus corações juvenis sentimentos de religião, que não se apagarão nunca.

Que a união e a caridade de que fala o discípulo bem-amado reine sempre entre vocês. Os que precisam obedecer, que obedeçam com humildade, e os que mandam, mandem com mansidão. Deste modo, a paz e a alegria do Espírito Santo estarão sempre com vocês. Que o verdadeiro zelo os anime a trabalhar em sua própria perfeição e que a constante fidelidade à Regra os impulsione a realizar cada dia novos progressos. Não esqueçam que a exata observância da Regra é o meio adequado para conseguir a perfeição religiosa.

Coragem, pois, caríssimos Irmãos, os sofrimentos e lutas desta vida duram apenas um instante. Volvamos freqüentemente os olhos para o peso imenso de glória que será para sempre a recompensa. Lembremo-nos que o justo Juiz somente há de coroar quem tiver vencido e perseverado até o fim.

Que Jesus e Maria os guardem sempre!

Temos a honra de ser seu dedicado e afetuoso pai em Jesus e Maria.

Champagnat, Sup.

P.S. Imagino que todos estão de boa saúde, que o trabalho vai cada vez melhor. Faz tempo que não recebo notícia.

P.S. (Ao Irmão Polycarpe, em Ampuis, Rhône)

Os votos que formulou em nosso favor acho que são sinceros e fico-lhe grato. Então, prezado Irmão, que o próprio Deus queira abençoá-los e seremos felizes. Bem sei do seu esforço para atender a tudo. Mais uma vez, que Deus espalhe suas bençãos e tudo vai dar certo.

Diga, amigo caríssimo, diga a seus caros colaboradores quanto eles me são caros e quanto os amo em Jesus e Maria: cuide muito da saúde deles. Diga ao caro Irmão Onésimo e aos outros quanto os amo.

É nos Sagrados Corações de Jesus e Maria que abraço a todos vocês e tenho a honra de ser o devotadíssimo pai.

Champagnat


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