Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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64 – Ao senhor CHARLES FRANÇOIS PASCAL ARQUILLIÈRE, Diretor da Escola Normal de Montbrison, Loire.


12 e 13 de abril 1835.

Champagnat comunica ao Sr. Arquillière que o Irmão solicitado só estará disponível após a festa de Todos os Santos.

São dois rascunhos de carta que se encontram nos cadernos de Champagnat, sendo que o segundo vem com alguns retoques.

O plural majestático - Sentimo-NOS ENVAIDECIDO - se deve a que o pedido de mandar um Irmão foi feito pelo Barão Jean André de Sers (cf. Carta no51) que designara o senhor Arquillière para Diretor da Escola Normal.

É provável que não se tenha efetivado o envio de nenhum Irmão, pois nenhuma notícia se teve depois a esse respeito.

81.ª versão


Notre Dame, 12 de abril de 1836.

Senhor Arquillière,

Sentimo-nos sumamente envaidecido pela honra que nos dá o senhor Prefeito Departamental e os membros da supervisão de sua escola por terem pensado em nós para nos chamar a contribuirmos para o bem da instrução.

Imagino que eles estarão esperando esse Irmão somente para a próxima festa de Todos os Santos. Nesse caso podemos prometê-lo. No momento presente, ser-nos-ia extremamente difícil, para não dizer impossível, porque teríamos que fazer várias trocas, o que transtornaria por demais nossos estabelecimentos.


9Segunda versão da mesma carta, em 13 de abril de 1836


Senhor Arquillière:

Sentimo-nos sumamente envaidecidos pela honra que nos dá o senhor Prefeito Departamental e os membros da supervisão de sua escola normal, ao chamar-nos a contribuir para o bem da instrução, no nosso próprio Departamento. É com o mais vivo interesse que nos prestaremos a esse serviço, prazerosos de demonstrarmos ao senhor Prefeito nossa disponibilidade para o bem de nossos concidadãos.

Desejaríamos apenas que se pudesse atrasar a execução até a festa de Todos os Santos, visto que nos seria extremamente difícil, para não dizer impossível, remediar aos inconvenientes de várias trocas de pessoal que seríamos obrigado a realizar.

Planejo estar com o senhor Prefeito dentro de poucos dias e conversar com ele sobre as medidas a serem tomadas. Não fosse uma indisposição por que passei, teria respondido a seu pedido de viva voz.


65 – Ao Padre FRANÇOIS MAZELIER, Superior dos Irmãos da Instrução Cristã.


8 de maio de 1836.

Cada ano o Padre Champagnat tem que mandar ao Padre Mazelier os Irmãos de 20 anos, para que se ponham a salvo do alistamento militar. É por esta razão que, já tendo em vista a possibilidade da fusão das suas congregações, o Padre Champagnat fornece importantes dados ao Padre Mazelier. Com que desprendimento se dispõe a unir seus Irmãos à congregação fundada por Mazelier!

O serviço militar na França daqueles tempos durava 7 longos anos. Se o jovem convocado tivesse bastante dinheiro, poderia pagar outro jovem que tivesse sido isentado, para substituí-lo no serviço militar.

V.J.M.J.

Notre Dame de l’Hermitage, 8 de maio de 1836.

Padre Superior,

De novo vimos por mais este ano pedir socorro em favor dos quatro Irmãos que lhe mando. Sem os bons ofícios que o senhor nos presta, estes Irmãos correriam sério perigo.

Vejo que temos de nos ater às condições que aceitamos. Na verdade, o senhor nos presta um grande favor. Espero que um dia estejamos em condições de pagá-lo.

Se o senhor tem contas a pagar nos livreiros em Lião, eu pago. Na espera de sua informação, mando-lhe já trezentos francos.

Não preciso fazer-lhe recomendações a respeito dos que lhe envio. Estão em suas mãos e em sua casa melhor do que conosco, sob todos os pontos de vista.

Continuo pensando que nossos estabelecimentos bem poderiam caminhar juntos, pois que nossas Regras são mais ou menos as mesmas. A sua diocese não perderia nada. Sob as suas ordens, poderíamos abrir um noviciado para o qual poderíamos mandar depois certo número de noviços.

Teremos que chegar a isto, pois nossa casa tem gente demais no momento. Os que se formassem no tal noviciado seriam empregados nas vizinhanças, de acordo com a necessidade, evitando assim gastos de viagens. Os pedidos que nos são feitos vindos de sua região seriam mais depressa e mais facilmente atendidos; e, sob sua inspeção, só poderiam prosperar. Por exemplo: La Voulte, Mondragon, Laries, Mèze etc., que chegam com insistentes pedidos, teriam pronto atendimento.

Em tudo isto, que seja feita a santa vontade de Deus!

Com a projetada união, que me parece viável, só queremos dar glória a Deus e difundir a sólida instrução.

No tocante à nossa autorização, não vai demorar; pelo menos é o que nos garantem; uma vez mais digo: Tudo está nas mãos de Deus!

Acabamos de receber a autorização do Soberano Pontífice, e ficaremos encarregados de uma missão na parte norte da Polinésia. Para lá estamos enviando cinco de nossos Padres e dois de nossos Irmãos. Recomendamos muito esta missão a suas fervorosas preces.

Mandar-lhe-ei de volta o Irmão Justino que ainda não pôde infelizmente restabelecer-se de todo. Já o mandamos descansar. Quanto ao Irmão Apolinaire, o senhor pode considerá-lo como estando sob suas ordens. O senhor bem que sabe em que situação se encontra.

Asseguro-lhe meus sentimentos de gratidão; queira aceitá-los, é com esta disposição que tenho a honra, digníssimo pastor, de me subscrever,

De V. Revma. atencioso servidor,

Champagnat

P.S. As propostas que lhe faço são da parte do Padre Colin, Superior Geral da Sociedade de Maria. Mil saudações amigas ao seu Coadjutor e ao Padre André.

66 – Ao Padre FRANÇOIS MAZELIER, em SAINT-PAUL-TROIS-CHÂTEAUX, DRÔME.


princípio de julho de 1836.

Firmando-se no post-escriptum da carta precedente, o Padre Mazelier deve ter escrito ao Padre Colin. Este, antes de responder quis conversar com o Padre Champagnat. A carta de Colin tem a data de 7 de julho. A carta de Champagnat não traz data, mas pelo carimbo do correio sabemos que chegou a Pierrelatte, vizinha de Saint-Paul-Trois-Châteaux, no dia 10 de julho de 1836.

Padre Superior,

O Superior Geral da Sociedade me deu a conhecer o projeto de união do qual o senhor lhe falou e que eu mesmo tinha em vista desde faz tempo. Depois de conferenciarmos a esse respeito, acabamos acreditando que a projetada união seria para a glória de Deus e o bem da religião.

Temos ambos um fim idêntico que é a educação cristã dos meninos; os meios que empregamos são os mesmos, salvo pequenas alterações. O artigo 8 de seu prospecto, no qual o senhor suspende a norma de um Irmão trabalhar sozinho num estabelecimento e daí por diante só a permitirá para lugares muito perto de uma escola principal de sua congregação, nos parece estar de acordo com o seguinte enunciado de nossos estatutos: "Embora os Irmãos sejam enviados no mínimo em dois, poder-se-á criar uma casa central, de onde se dirigirão cada qual para seu lado, para os municípios vizinhos."

Esse obstáculo principal quase não existindo mais, creio que entraremos de acordo com bastante facilidade para os demais artigos de seu prospecto, que temos lido com muita atenção. Não entro agora em detalhes, pois conto com uma entrevista que facilitará nossas explicações.

Quanto à dificuldade que o senhor está vendo na manutenção de nosso estabelecimento com a verba tão diminuta que exigimos, creio que já está resolvida pela experiência de cerca de dez anos, que não foram os menos difíceis, o senhor bem que sabe!...

Por outro lado, além de farto recurso da Providência, que nunca nos falhou, conseguimos recursos com o superávit das pensões pagas pelos internos, bastante numerosos em nossos estabelecimentos; o superavit vai em auxílio das escolas menos aquinhoadas, expediente que não têm os Irmãos das Escolas Cristãs. Por outro lado ainda, as pequenas quantias provenientes da cessão da taxa de alguns Irmãos em favor da casa mãe, perfazem um suplemento - podemos dizer suficiente - para cobrir o déficit ocasionado pelos candidatos que não podem pagar o noviciado.

Por ora, atenho-me a este ligeiro apanhado. Espero viajar amanhã para Lião. Terei muito prazer em fazer o que me encomendou.

Tenha certeza de meus sentimentos de respeito, com que tenho a honra de ser, senhor Padre, seu humilde e atento sevidor.

Champagnat


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