Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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71 – Ao Padre FRANÇOIS RÉGIS GILLOZ, Pároco de Saint-André-le-Bas,Vienne, Isère.


outubro de 1836.

Fundada em 1833, a escola de Saint-André caminhou cedo para franco progresso. Dois anos depois, o Padre Guttin, pároco de Saint-Maurice, outra paróquia da mesma cidade de Viena da França, pediu Irmãos. Não foi atendido, por não se encontrar uma casa de moradia para os Irmãos. Contrariado com a recusa, o Padre foi bater à porta dos Irmãos das Escolas Cristãs. Estes, apenas instalados," battirent la grosse caisse”, fizeram grande propaganda para angariar alunos. Queriam aumentar as matrículas, com isto a escola dos Irmãos quase se esvaziou. Acabou fechando em 1837.

O Padre Gilloz queria conservar os Irmãos que estimava sobremaneira; mas, por outra valeu-se do aperto por que passavam para ver se conseguia que "deixassem por menos" o pagamento que lhes era devido. Com isso, pensava ele enfrentar a concorrência. Champagnat compreendeu esta espécie de chantagem e não deu o braço a torcer. Vejamos:

Senhor Pároco,

Que nossos Irmãos estejam seguros de ter moradia e um salário de 1.200 francos para os três, que se cuide da mobília deles, que, na medida do possível, tenham um quintalzinho: são essas as condições, senhor pároco, para que estejamos dispostos a fazer todo o possível para continuarmos a manter este estabelecimento, e lhe dar satisfação sob todos os pontos de vista. As vantagens que o seu estabelecimento proporciona à nossa Instituição são bem concretas e conhecidas, para que ainda hesitemos.

Mas, dê o senhor aos Irmãos das Escolas Cristãs um local aprazível, um salário garantido; e, por outro lado, ponha nossos Irmãos em uma casa em que tenham que pagar o aluguel, manter a mobília; em um lugar em que tenham que enfrentar as contingências e as incertezas de uma escola paga. Julgue o senhor mesmo se a luta de uns e de outros pode ter comparação.

Queira, por favor, senhor pároco, examinar os recursos que nos oferece; depois, dê-nos a conhecer a sua decisão. Só agirei em consonância com a resposta com que houver por bem nos honrar.

Aceite a confirmação de grande consideração com qual tenho a honra de ser seu dedicado...


72 – Ao Padre FRANÇOIS MAZELIER, superior dos Irmãos da Instrução Cristã, Pároco de Saint-Paul-Trois-Châteaux, Drôme.


4 de novembro de 1836.

O Padre Champagnat ficou sabendo que o Padre Mazelier viria a Lião. Convida-o a chegar até l'Hermitage, onde conversariam sobre vários assuntos, um dos quais seria sem dúvida o mais importante: o projeto da fusão de ambas as congregações.

V.J.M.J.

Notre Dame de l'Hermitage, 4 de novembro de 1836.

Digníssimo senhor Pároco,

Peço-lhe, caso venha a Lião, que passe em nossa casa, pois além do que devo pagar-lhe, temos muitas outras coisas a tratar.

Agradeço-lhe muito os serviços que nos presta. Peço ao Senhor que se digne pagá-los.

Acabo de chegar de Saint Didier de Chalaronne (Dombes, diocese de Belley), onde me encontrei com o bispo de Belley, o qual me pediu notícias suas. Deu-me a impressão que está vendo com bons olhos a projetada união e o trabalho que faríamos de comum acordo. Os estatutos de sua organização são semelhantes aos nossos. Vemos que o senhor tem o que nós não temos e que nós temos o que o senhor não tem. Assim como o senhor eu também nada mais quero em tudo isso do que a bondosa e santa vontade de Deus.

Agradeço-lhe a garrafinha que me fez muito bem, apesar do pouco uso que fiz do conteúdo.

Muitos candidatos continuam a nos chegar. Não estávamos dispostos a abrir nenhuma escola nova este ano, mesmo assim nos obrigaram a fundar outras cinco e ainda deixamos muita gente descontente. Mil e mil vezes bendito seja Deus.

Conto muito com suas fervorosas preces.

Aceite que lhe renove meus sentimentos de estima e de devotamento comq ue senhor Pároco, tenho a honra de ser seu humilde e obediente servidor,

Champagnat,

sup. dos Irmãos.

P.S. Saudações amigas ao Padre Robin...


73 – Ao senhor JEAN FRANÇOIS PREYNAT, prefeito de Sorbiers, Loire.


3 de dezembro de 1836.

A Lei de 28 de junho de 1833, referente à Instrução Pública nas escolas primárias estipulava o pagamento de 200 francos para um professor de escola primária.

A escola de Sorbiers enfrentou, por parte do prefeito, diversos contratempos. Um deles: a supressão do pagamento dos 1200 francos. O prefeito alegou que em 1834, o Senhor Chomat (Irmão Cassien) não era "instituteur" primário ou não exercia o cargo.

A carta do Padre Champagnat, (cf. Carta no 47) deve ter produzido efeito, pois o Conselho Municipal, por decisão de 25 de agosto de 1835, já tinha determinado a quantia a ser paga, a título de vencimentos e mais uma taxa de 1/20 a ser depositada, a título de seguro previdenciário. Seria somente por malquerença do prefeito contra os Irmãos e contra a decisão do próprio Conselho que as contas não estavam em ordem? (cf. Carta no 76)

Quem não tolerava deslizes nesta questão era o solícito Padre Champagnat, incansável em defender seus filhos.

N. B.- O final do rascunho é um desabafo do Padre diante da incompreensão das autoridades e dos que não valorizavam o trabalho educacional dos Irmãos. Não deve ter entrado no texto da carta.

121.ª versão


Senhor Prefeito,

Fiquei sabendo, com muita surpresa, através de uma resposta do senhor Vice-Prefeito Departamental, que o seu Conselho Municipal recusa aprovação ao crédito que têm os Irmãos que lhe demos, crédito esse de duzentos francos estipulado em lei. Será que é para indenizá-los pela moradia que é propriedade deles há tanto tempo?

Que censura tem a fazer a Prefeitura de Sorbiers a nossos Irmãos? Causam algum estorvo à sua administração? Ou será que para forçá-los a sair do município, demora tanto em fazer os consertos na construçãozinha que mandou fazer? Será ainda pela mesma razão que...

Espero senhor Prefeito, dentro de dois ou três dias, receber sua resposta, caso se digne honrar-me com uma palavra sua.


132.ª versão


Senhor Prefeito,

Fiquei sabendo com muita surpresa, através de uma resposta do senhor Vice-Prefeito Departamental, que o Conselho de V. Sª recusa aprovação para que os Irmãos recebam os duzentos francos que a Lei de 28 de junho de 1833 lhes destina. Qual a justificativa para a recusa?

Será que os Irmãos não têm direito a uma indenização, após terem cedido aquele local, já faz tanto tempo? Qual é a queixa que o município de Sorbiers apresenta contra seus professores? Aguardo sua resposta, Senhor Prefeito, caso o senhor se julgue obrigado a me responder.

Vós sabeis, Deus meu, quando eu vos... Vós sabeis...

Vós sabeis, Deus meu, vós sabeis, Maria, vós sabeis...

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