Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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74 - Ao Irmão ANTOINE, Millery, Rhône.


21 de dezembro de 1836.

A carta anuncia a chegada de dois Irmãos e a troca de um da comunidade. O Irmão Antoine recebeu mais alunos do que esperava, por isso pediu reforço ao Padre Champagnat.

A escola tinha três Irmãos: Antoine, Martin e Louis Stanislas. Este último era o cozinheiro. Havia também uns poucos internos, uns 20 apenas. Com o aumento do número de matrículas, foi preciso mais uma sala de aula, a ser regida por mais um Irmão.

J.M.J.


Notre Dame de l'Hermitage, 21 de dezembro de 1836.

Caríssimo Irmão Antoine,

De acordo com seus desejos, mando-lhe dois Irmãos: um para a cozinha e outro para se encarregar da aula de um dos seus. Como você mesmo poderá ver, são duas ótimas pessoas. Veja até que ponto fazemos questão de ver prosperar a escola de Millery!

O nosso caro Irmão Teodósio pode ser seu substituto no que diz respeito às aulas. Aliás é um bom religioso. Quanto ao Irmão Didier, não tem vontade: o que você quiser será a vontade dele.

Coloque na turma dos que vão aprender só a ler (petite classe) o Irmão Louis Stanislas e me mande o Irmão Martin. Ele está sujeito ao chamado para o serviço militar neste ano; precisamos tomar todas as medidas possíveis para poder isentá-lo. É preciso que parta para Saint-Paul-Trois-Châteaux logo que puder; enquanto espera a solução para o caso dele, que vá se preparando para apresentar-se ao exame.

Espero mandar-lhe como presente de Ano Novo a Santa Regra já impressa. Fiquei contrariado, querido Irmão Antoine, por não ter podido estar em casa quando você veio. Fique certo de que lhe tenho muito afeto.

Deixo-o nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, nossa Boa Mãe.

Champagnat


75 - A Dom ALEXANDRE RAYMOND DEVIE, bispo de Belley, Ain.


dezembro de 1836.

A carta é para anunciar-lhe a chegada dos Irmãos em Sain-Didier-sur-Chalaronne e dizer-lhe em que pé se encontra o processo da autorização legal do Instituto.

Excelência,

Os Irmãos de Saint-Didier já partiram e se acham instalados faz uns oito dias. Foram recebidos com muito entusiasmo. Já temos notícias de que estão com 260 alunos nas aulas e que sem uma ajuda imediata, acham que será impossível manter um número tão elevado.

Para obter nossa autorização legal, redigimos os Estatutos anexos e os mandamos a Paris, no dia 28 de fevereiro de 1834, com uma carta ao Rei. Nela relatamos a história da fundação de nosso Instituto.

No mês de maio de 1835, escrevemos também à Rainha que nos respondeu que os documentos por nós enviados estavam nas mãos do Ministro. A principal causa da demora, penso eu, é que o Senhor Guizot, sendo protestante, não vê com bons olhos uma associação inteiramente consagrada a Maria.

Eis a resposta que nos veio da parte dele:

"No tocante ao pedido da autorização de sua Casa, como Associação, não me pareceu possível, no presente momento, aceitá-lo. Sei que o senhor me falou dos Estatutos dos Irmãos de Saint-Paul-Trois-Châteaux, mas não me lembro de tê-los recebido. O que temos é a Regra do Padre De Lamenais que nos foi mandada por um padre respeitável da diocese de Grenoble. Os estatutos da associação estão no começo, apressamo-nos em lhos comunicar.”

Excia., continuo perseguindo o meu intento. Para me dar apoio veio uma petição do comitê de distrito, acompanhada de várias cartas, dos Senhores Prefeitos dos municípios em que trabalham nossos Irmãos.

No momento, nossos documentos se encontram nas mãos do senhor Delbèque, secretário geral do Ministério. Quando de minha estada em Paris, tive ocasião de entrevistá-lo em companhia de Dom Pompallier. Fez-nos mil mesuras. Prometeu-me fazer o possível para conseguir bom êxito para nosso intento. Várias outras distintas pessoas também me demonstraram benevolência. Assim espero que, já tendo sido aprovados nossos Estatutos pelo Conselho Real a 7 de março de 1834, obtenhamos finalmente o tão almejado decreto.

Queira aceitar, Excia., o testemunho de meu profundo respeito, juntamente com os sentimentos de total dedicação com que sempre serei, de V. Excia., o humilde e atento súdito,


76 – Aos senhores Padre ETIENNE COIGNET e PIERRE PREYNAT, respectivamente Pároco e prefeito de Sorbiers.


final de dezembro de 1836.

O Padre Champagnat responde ao Prefeito. Dá-lhe a conhecer o texto de outra carta, a do Vice-Prefeito Departamental, e sublinha a injustiça que as autoridades do município estão cometendo contra os Irmãos.

Os protestos do Fundador não tiveram ressonância no ânimo das autoridades, o que ocasionou o fechamento da escola dos Irmãos, no final do ano letivo de 1837.

Senhor Pároco, Senhor Prefeito,

Em resposta à sua carta envio-lhe cópia fiel de outra que recebemos do senhor Vice-Prefeito Departamental.

“Saint-Etienne, aos 17 de novembro de 1836. Senhor,

Tenho a honra de informá-lo que o Conselho Municipal de Sorbiers, ao qual foi apresentada sua reclamação relativa à soma de 100 francos, do exercício de 1835, resolveu indeferir o pedido, por deliberação do dia oito deste mês.

Queira aceitar meus protestos de distinta consideração.

O vice-prefeito

A. Delon".

Ao senhor Chomas, professor municipal de Sorbiers

O senhor Chomas, sendo professor antes da Lei de 1833, não perdeu esse título nem seus direitos, visto que pela decisão de primeiro de outubro de 1833 e a Circular de 9 de dezembro de 1833, os professores municipais em exercício concursados e autorizados antes da promulgação da Lei de 28 de junho de 1833, não precisam de uma nova nomeação do comitê; basta apenas que troquem a autorização que têm por outra emanada do comitê.

Queira aceitar...

77 – Ao doutor HYPPOLITE FREDET, médico de Saint-Chamond.


1836

O doutor Fredet era um dos médicos dos Irmãos de l'Hermitage. Um belo dia, o Padre Champagnat achou prudente ter o parecer de outro clínico, o doutor Louis Moquint, num caso particularmente grave em que um Irmão tinha uma doença reputada incurável.

O doutor Fredet ficou sabendo da ocorrência e interpretou o gesto de Champagnat como agravo feito à sua competência profissional. Aproveitou também para reclamar dos vencimentos que vinha recebendo.

A resposta de Champagnat prima pela delicadeza e fino trato.

Senhor Doutor,

Pela carta de 25 de julho, o senhor me faz saber que as águas de Aix-les-Bains lhe fizeram mais bem neste ano do que no ano passado. Bendigo e sempre bendirei o soberano Senhor de todas as coisas por este benefício.

Acabo de receber uma carta que o senhor teve a gentileza de me trazer e fazer chegar até mim. Permita-me que, mais uma vez, eu lhe escreva agradecendo por este favor.

Foi grande a surpresa que me causou ao anunciar-me que já não se considera nosso médico, pois há outro médico, afirma o senhor, que está merecendo nossa confiança.

Digo-lhe com franqueza que não compreendo o que quer dizer. Será que o senhor me censura por eu receber visitas de amizade do Doutor Moquint? Ou quer culpar-me pela falta de confiança que demonstrou um de nossos doentes desenganados, numa operação que o senhor sabia que era inútil? Doutor, estou até pensando que o senhor está feliz de ter achado algum motivo para me fazer sentir que eu estava pagando muito pouco. Isso bem que sei e já lhe disse; mas também acho que lhe tenho pago segundo o que combinamos.

Vou esperar sua nota. Aquele que me ajudou a pagar dívidas maiores, me ajudará a pagar também a sua conta. Se, apesar de considerar deficiente minha retribuição pecuniária, o senhor quiser continuar a nos atender, peço-lhe que nos deixe livres de escolher outro médico, toda vez que o senhor não puder vir. Queira outrossim dizer-me quanto vai cobrar por visita, uma vez que foi o senhor que quebrou nosso primeiro contrato, deixando de cumprir as condições estipuladas. Creio ter-lhe pago as visitas posteriores à razão de cinco francos cada. Decidi isto por minha conta, quando vi que não conseguia uma proposta sua.

Aconteça o que acontecer, digo e continuarei a dizer sempre que o senhor nos prestou relevantes serviços, pelo que gostaria de demonstrar-lhe minha gratidão de uma maneira mais bem soante do que por simples palavras.

Na espera de sua resposta, rogo-lhe aceite meus respeitos, assim como os sentimentos de elevada estima com que tenho a honra de me subscrever,

Senhor Doutor, tenho a honra de ser seu dedicado servidor.


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