Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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78 – Circular aos FUNDADORES DOS ESTABELECIMENTOS.


1836 - 1837

É sinal de que se começa a organizar o arquivo do Instituto.

Prezado Senhor,

Desejaríamos ter um relato histórico da fundação do estabelecimento dos Irmãos em sua paróquia, (município), do seu desenvolvimento e o nome dos benfeitores.

Ficaremos muito contentes em receber esses diversos informes que serão guardados nos arquivos da casa principal e nos do respectivo estabelecimento. Tais informes servirão para o exercício da gratidão das gerações futuras, herdeiras de seus frutos.

Seu...

CAPÍTULO IV: 1837


Foi um ano de grande expansão do Instituto. Proliferaram escolas dirigidas pelos Irmãos nos Departamentos vizinhos de Lião, nos Departamentos do Sul, Var, Tarn e Héraut, na Sabóia do Sudeste e Corrèze do Sudoeste.

Deste período temos 98 cartas de Champagnat, quase todas respostas a pedidos de fundação de escolas. Foi em maio deste ano que o Padre Champagnat, como numa antevisão profética do futuro, declarou ao bispo de Autun, Dom Bénigne Trousset D’Héricourt: “Todas as dioceses do mundo entram em nossos planos!”.

Em princípios de janeiro de 1837, o Padre Champagnat teve a alegria de anunciar, através de uma carta Circular, a expedição a todas as comunidades do exemplar da primeira Regra impressa.

Em 15 de abril assumia o Ministério da Instrução Pública o senhor Antoine Nicolas de Salvandy. Seguindo as sugestões de pessoas amigas, dentre as quais ocupava posição de destaque o Padre François Mazelier, o Padre Champagnat retoma as negociações com o novo Ministro, apresenta-lhe os Estatutos da Sociedade acompanhados da Estatística dos estabelecimentos e de uma lista de pedidos de novas fundações. Juntando a esses dados um breve histórico da fundação da Congregação, já com cento e trinta Irmãos ocupados em educar milhares de filhos de camponeses, Champagnat solicita do Ministro a aprovação dos Estatutos da Congregação. (Cf. Carta no 159, de 27 de novembro de 1837).

Um episódio que poderia ter acarretado grandes dissabores ao Padre Champagnat foi o pedido que o Padre Vernet, da diocese de Vivers, dirigiu ao Vigário Geral de Lião, Padre Cattet: Queria que Champagnat retirasse os Irmãos Maristas das escolas que dirigiam na diocese de Vivers. Por que razão? “Nossos Irmãos estariam causando na diocese uma impressão desagradável e vergonhosa para a religião. “, tal era a mensagem enigmática de Vernet.

O Padre Champagnat, diz o Irmão Avit (Cf. Abrégé des Annales, p. 224-226) deu provas nesta triste contingência, de muita humildade, firmeza e absoluta submissão à autoridade diocesana. Escreveu ao bispo, dizendo simplesmente que retirava os Irmãos de Peaugres e de Boulieu, mas que ficava de voltar quando o Prelado houvesse por bem reclamá-los.

Resultado: Os Irmãos não precisaram sair da diocese; pelo contrário, fundaram lá mais uma escola, a de La Voulte, depois que o mal-entendido foi desfeito.

79 – Circular aos Irmãos


1º de janeiro de 1837.

São os votos de Feliz Ano Novo que o Fundador dirige a seus Irmãozinhos. A cópia da Circular que transcrevemos aqui é dirigida ao Irmão Barthélemy e à sua comunidade, em Saint-Symphorien-D'Ozon. Daí a razão das notícias que vêm acrescentadas no rodapé.

Que alegria do bom Superior ao receber a primeira carta de um de seus Irmãos, destacado para as Missões da Oceânia!

Primeiro de janeiro de 1837.

Caríssimos e bem-amados Irmãos, amemo-nos uns aos outros!

Não poderia, no começo deste ano, servir-me de linguagem mais conforme ao meu gosto e a minhas afeições. Que eu interrogue meu coração, meus sentimentos, o sofrimento que me causa o menor de seus infortúnios, seus aborrecimentos que são os meus, seus contratempos, as causas de minhas preocupações, os vinte anos de desvelos, tudo isso me diz que eu posso, com ousadia e sem temor, dirigir-lhes as palavras que o discípulo bem-amado coloca no cabeçalho de todas as suas cartas: Meus bem-amados, amemo-nos uns aos outros, pois a caridade vem de Deus.

Os desejos e votos que formulo no começo deste ano são muito diferentes dos que o mundo procura expressar em palavras mentirosas: uns tantos bens, honras, prazeres que o coração jamais vai desfrutar, é o que o mundo deseja.

Quanto a mim, caríssimos, bem-amados, cada vez que subo ao altar, peço ao divino Mestre que se digne derramar sobre vocês suas graças, suas bênçãos abundantes, que os ajude a fugir do pecado, único mal a temer, que aplaine o caminho das virtudes características dos religiosos, sobretudo características dos filhos de Maria.

Finalmente, rogo à Mãe de todos nós que nos obtenha a graça de uma santa morte, a fim de que, após nos termos amado na terra, nos amemos eternamente no céu!

Os nossos Padres e Irmãos que se destinavam à Polinésia embarcaram no dia 24 próximo passado. Que vasto campo de apostolado confiou ao nosso zelo o Soberano Pontífice, Vigário de Cristo! Vamos acompanhar com nossos votos e com nossas preces fervorosas esses missionários, aos quais foi de modo particular destinado aquele vasto campo de ação.

Acho que vocês gostariam muito de tomar conhecimento de uma carta escrita do Havre, na véspera da partida. Ei-la:

Como me sinto feliz, querido Pai, muito embora me julgue indigno, por ter sido escolhido, dentre os Irmãos de Maria, para ser dos primeiros a partir para levar a luz do Evangelho a povos selvagens! Oh! Bendito seja Deus! Foi Ele que me deu a vocação e me ajuda a segui-la. Estou muito contente de viajar e posso afirmar com toda sinceridade que não cederia meu lugar nem a troco de um trono. Não tenho medo, pois Maria nossa Boa Mãe será o meu guia em todas as minhas ações e meu refúgio nas dificuldades.

Gostaria, meu querido Pai, apresentar-lhe, de viva voz, meus votos de um feliz Ano Novo, como também a todos os meus irmãos em Jesus e Maria, mas as circunstâncias não me permitem satisfazer meus desejos. Desejo-lhe do fundo do meu coração um bom e feliz ano novo, assim como aos meus queridos Irmãos. Queira aceitar estes meus votos. É o que lhe pede

Irmão Marie Nizier”


(Ao Irmão Barthélemy)

Finalmente, demos o santo hábito a seu irmão, com os votos de que prossiga com mais galhardia. Tivemos a intenção de animá-lo e não estamos descontentes com isso. Tudo vai indo mais ou menos; de tempos em tempos, chega algum noviço. Peça a Deus que se formem logo, pois a messe é extraordinariamente grande. Agora mesmo, estão pedindo que abramos dois noviciados, um na diocese de Albi e o outro em Saint-Didier.

Adeus, caríssimos, bem-amados! Tenho a honra de ser seu dedicadíssimo pai em Jesus e Maria.

Champagnat

Deixo-os nos Sagrados Corações de Jesus e Maria.

P.S. Não esqueçam nossa Missão.

Champagnat

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