Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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80 – Ao Irmão LOUIS-MARIE, Diretor de La-Côte-Saint-André, Isère.


2 de janeiro de 1837

Diz o Irmão Avit (Cf. Abrégé des Annales, p. 262) que o Padre Douillet não parava de se intrometer na administração da escola de La Côte. Queria ele que a "irmã" Marthe Cuzin morasse na mesma casa dos Irmãos, ficando a serviço dele e que um empregado se encarregasse da cozinha. O Padre Champagnat não aprovava essas medidas, embora tivesse grande admiração pelo Padre Douillet, que tinha na conta de sacerdote muito zeloso.

Como sabia que o Padre Champagnat era muito firme em exigir o cumprimento das condições em que tinha sido fundada a escola e temendo, por outro lado, que toda sua bela obra fosse a pique se os Irmãos se retirassem, quis amarrar com a congregação um contrato de arrendamento, válido por 9 anos,. As condições que impunha nesse contrato eram por demais onerosas para os Irmãos.

Só mais tarde e com a redução de várias cláusulas a condições aceitáveis é que o contrato foi assinado, em 5 de novembro de 1838.

Conclui o Irmão Avit: "Depois disto, o Padre Douillet teve que se resignar às suas atribuições de capelão, deixar aos Irmãos o benefício de seus suores e tentar acalmar do melhor modo possível a inconsolável "soeur” Marthe.”

Caríssimo Irmão,

Continuamos esperando o noviço em questão (Cf. carta no 70). É importante que ele nos prove, por sua obediência pronta, que está sendo chamado. Uma delonga maior faria com que fosse recusado definitivamente.

Permito-lhe que assine o contrato de arrendamento que está sendo proposto pelo Padre Douillet, com a condição de ele firmar uma contra-declaração. Diga ao Padre Douillet que eu peço para nossos irmãos a liberdade de seguir nossas Regras e nossos modos de viver, como fazemos em outros estabelecimentos. Não podemos permitir outra maneira de agir, sem prejudicar demais nosso estabelecimento.

Nossos missionários embarcaram no dia 23 de dezembro. Recebi carta muito bonita do Irmão Marie Nizier. Mais tarde vou dar-lhe a conhecer o conteúdo da mesma.

Transmita ao Padre Douillet meus votos muito sinceros de feliz Ano Novo. Terei muito prazer em recebê-lo em nossa casa.

A você, meu caro Irmão e quantos estão com você, posso dizer-lhes, e meu coração não desmente o que digo: carissimi, diligamus invicem. Caríssimos, amemo-nos uns aos outros. É o que São João, o discípulo amado, repetia em todas as suas cartas. Eu também posso dizer isso a vocês no começo deste ano. Trago-os todos bem aconchegados ao meu coração.

Diga ao caro Irmão Raphaël que recebi a última carta que me escreveu, que Jesus e Maria o ajudem a superar as dificuldades que encontra no trabalho.

Que Jesus e Maria estejam com vocês!

Tenho a honra de ser o dedicado e afeiçoado pai em Jesus e Maria,

Champagnat

S. I. M.

81 – Ao senhor ÉTIENNE-FRANÇOIS GÉNISSIEUX, Terrenoire, Loire.


4 de janeiro de 1837.

A escola de Terrenoire foi fundada em 1832. Mantida pela "Compagnie des Fonderies et des Forges de La Loire et de l'Isère".

Em vez de dar aos Irmãos o numerário de que necessitavam para a aquisição do mobiliário e roupas, o Diretor da Companhia, Senhor Génissieux preferiu supri-los em espécie.

A Companhia tinha instalado mais uma Fábrica em La Voulte. As relações entre esses empresários e a escola devem ter sido muito cordiais, pois os Irmãos abriram mais uma escola em La Voulte, em fins de novembro daquele mesmo ano, embora na carta o Padre Champagnat tivesse dado a entender que não seria para breve mais esta fundação.

V.J.M.J.


Notre Dame de l'Hermitage, 4 de janeiro de 1837.

Senhor Génissieux,

Os Irmãos de sua escola me pedem camisas, dizendo que são muito poucas. Parece que as antigas camisas eram de algodão puro e que agüentaram pouco tempo em uso. O senhor poderia mandar fazer outras para eles?

Nunca vi a conta daquilo que o Senhor forneceu para a mobília, embora lha tenha pedido várias vezes. Agora que tem um Irmão a mais, é necessário que a mobília aumente em proporção do número de Irmãos.

Pensamos em seu estabelecimento de La Voulte, mas não é tão logo que poderemos realizar este projeto.

Queira aceitar meus votos de feliz ano novo. Creia-me seu humilde mui dedicado servidor,

Champagnat

Sup. d. I.


82 – Ao Padre JEAN-FRANÇOIS CHOSSAT, Superior do Seminário Maior de Albi, Tarn.


6 de janeiro de 1837.

Este Padre deve ter conhecido o Padre Champagnat e seu trabalho quando esteve em Valfleury. Passando a pertencer à diocese de Albi, lá no sudoeste da França, deu-se conta de que a instrução religiosa dos jovens estava muito deficiente.

De acordo com seu bispo, Dom François Gualy, teve a idéia de fundar um noviciado para a formação de religiosos catequistas e, animado com este propósito, escreveu ao Padre Champagnat.

Infelizmente o Departamento do Tarn não foi contemplado nem com uma escola, menos ainda com um noviciado para a formação de Irmãos. Só bem mais tarde é que dois candidatos originários do Tarn se fizeram maristas. (Pode-se ver o Vol. I das Circulares p. 141 e 142, onde estão estampados os prospectos que foram remetidos ao Padre Chossat)

Senhor Padre,

Seria um prazer para nós podermos abrir um estabelecimento na diocese de Albi, quero dizer um noviciado, se as condições exaradas no prospecto convierem a S. Excia. o Senhor Arcebispo. Creio que o prospecto responderá a todas as suas indagações. Faço votos que tenha boa acolhida da parte do senhor Arcebispo.

Permita-me, senhor Padre Superior, que ao mesmo tempo que formulo em seu favor os meus votos de Feliz Ano Novo, lhe diga quanto me surpreendeu uma proposta vinda de tão longe!

Por se ter lembrado de nós, queira receber meus agradecimentos e creia-me seu humilde e mui dedicado servidor,

Champagnat


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