Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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83 – Ao Padre JEAN-ANTOINE DUBOIS, Superior do Seminário das Missões Estrangeiras, Paris.


12 de janeiro de 1837.

Champagnat vai à procura de todos os amigos que podem ajudá-lo a conseguir informações sobre o processo que tramita indefinidamente nas gavetas do Ministério da Instrução ou nas de seus assessores.

Agora é lá com o senhor Delebecque que devem estar parados os papéis.

E Champagnat continua preocupado, pois o número de candidatos vai aumentando de dia para dia. Como fazer para isentá-los do serviço militar sem a autorização legal da congregação?

Jesus, Maria, José!

Senhor Padre e mui respeitável Superior,

Venho hoje agradecer-lhe pela grande bondade com que me acolheu quando estive em Paris, em companhia de Dom Pompallier.

Sua grande bondade me anima a fazer-lhe o pedido de mais um favor: Durante minha permanência em Paris, na sua casa tão aprazível, acompanhado de Dom Pompallier, fiz uma visita ao senhor Delbèque, chefe de seção do Ministério da Instrução Pública (4/9/1836). Entreguei a ele alguns documentos referentes à autorização dos meus Irmãos. O senhor Delbèque me prometeu ativar o processo da autorização que desejo, a fim de fazer sancionar os Estatutos dos Irmãos. Ditos Estatutos já foram aprovados pelo Real Conselho da Instrução Pública e transcritos no Manual Geral da Instrução Primária, sob o número 6, do mês de abril de 1834. Podem ser encontrados com os senhores Hachette e Didot.

Ser-lhe-ia possível, senhor Padre Superior, fazer uma visita ao senhor Delbèque, para perguntar-lhe em que pé está este assunto? Como está demorando para eu ter alguma notícia a respeito! Como é importante para nós conseguir o Decreto, sem o quê o serviço militar nos vai privar do trabalho de um bom número de Irmãos que não se acham suficientemente preparados para conseguir o Certificado (Brevet) de estudos. Queira, por favor, senhor Superior, tomar nota daquilo que lhe vai dizer o senhor Delbèque e me comunicar o que apurar.

Se faltar algum documento no processo, poderei mandá-lo.

Se julgar oportuno fornecer-me as condições de admissão a seu Seminário para os candidatos que se destinam às Missões Estrangeiras, gostaria de tê-las. Nas minhas andanças, pode ser que encontre vocações para essa obra magnífica.

Contamos atualmente com 171 Irmãos em nossa Sociedade, mais uns vinte noviços. Temos 34 estabelecimentos espalhados pelas dioceses de Lião, Belley, Grenoble, Viviers e Autun. Neste ano, abrimos seis novas escolas. O senhor Arcebispo de Albi solicita a abertura de um noviciado em sua diocese e o senhor bispo de Belley também quer um para a diocese dele. Desejamos ansiosamente legalizar tudo perante o governo antes que nossa obra se amplie mais.

84 – Ao Padre PIERRE-MAURICE FROGET, Pároco de Saint-Etienne, Loire.


18 de janeiro de 1837.

Padre Froget deve ter pedido ao Padre Champagnat notícias de um jovem de Saint-Maurice en Gourgeois. Champagnat dá bons informes sobre o menino que, segundo nos parece, diz o Irmão Paul Sester, deve ser um dos órfãos que o Padre Champagnat tinha acolhido em l'Hermitage. Não se encontra nos livros de matrícula dos noviços nenhuma moço com esse nome.

Reverendo e respeitável Pároco,

O jovem de Saint-Maurice en Gourgeois, que recebemos em nossa casa, e de quem o Sr. me fala em sua honrada carta, chama-se Claude Le Sage. Em todo o tempo que passou conosco, estivemos contentes com ele; só temos a dar bons informes, tanto sob o ponto de vista da religião, como da moralidade. Surpreendeu-nos sua saída de nossa casa e nós a atribuímos a algum mau conselho que o jovem tenha recebido.

A partir daquele tempo, não podemos dar-lhe nenhuma informação mais a respeito dele, pois não sabemos onde anda nem o que estará fazendo. Se eu encontrar pessoas que lhe possam ser úteis a esse respeito, terei muito prazer em lhas indicar, conforme seus desejos.

Champagnat

85 – Ao senhor ANTOINE THIOLLIÈRE, dono de uma fundição em Saint-Chamond.


18 de janeiro de 1837.

Thiollière foi grande benfeitor da Congregação. Um dia, certo de que o amigo o atenderia, escreveu a Champagnat para pedir-lhe que mandasse o Irmão Estanislau com quem desejava conversar.

O Irmão foi munido da DECLARAÇÃO abaixo transcrita. É, podemos afirmar, a primeira afiliação de um leigo ao Instituto Marista, uma união de todos os Irmãos através de orações e boas obras deles e do senhor Thiollière. Por esta iniciativa do Padre Champagnat, vemos como ele tinha em grande apreço o trabalho apostólico dos leigos. Aquele que ajuda o apóstolo terá a recompensa de apóstolo.

Prezado Senhor,

De acordo com o seu amável e caridoso convite, mando-lhe um Irmão que se faz portador da seguinte declaração:

Associamo-nos, de acordo com o seu desejo, ao senhor e à sua família, de um modo especial e particular, para formarmos uma comunhão do bem e das boas obras que se estão fazendo, e serão feitas daqui para frente!

Perdoe-me a liberdade que estou tomando e creia-me, com todo respeito, seu humilde emui obediente...

Seu humilde e mui obediente servidor,

Champagnat

86 – Ao Irmão LOUIS-MARIE, diretor de La Côte-Saint-André, Isère.


21 de janeiro de 1837.

O Irmão Louis-Marie desabafa com seu Superior: "La Marthe nous vexe toujours." A tal "irmã" Marta continua a nos importunar, e acrescenta: Mas, isto não é o maior obstáculo, se aquilo que sobra for imputado à conta do Padre Douillet." O coração do pobre diretor transbordou de amargura. Depois reconheceu que tinha exagerado até, mas é que a situação não estava nada tranqüila, apesar de todos os esforços de Champagnat para fazer com que os Irmãos vivessem mais independentes e sossegados. A resposta de Champagnat vai repassada de prudência e discrição. Os 2.400 francos a que alude no final da carta referem-se às economias dos Irmãos que o Padre Douillet guardava ciosamente, para eventuais consertos de que sua casa necessitasse.

Meu caríssimo Irmão Louis-Marie,

Compartilho de modo especial todos os contratempos que você suporta em La Côte. Não se perturbe pelo que nos possa acontecer. Procure cumprir suas obrigações do melhor modo que puder, para com o Padre Douillet, para com os alunos que lhe são confiados, sobretudo para com os Irmãos que vivem com você. Quando o despedirem, você virá para cá; encontraremos trabalho e comida para você, com a ajuda de Deus. Até lá, faça todo o bem que estiver ao seu alcance. Proceda com muita prudência; à medida que descobrir alguma novidade, trate de me informar.

Mande-nos os noviços que julga serem aptos para a nossa obra, nós os receberemos. Temos recebido bom número deles de um tempo para cá. S. Excia. o senhor Arcebispo de Albi pede que abramos um noviciado naquela diocese, e o bispo de Belley, outro.

Não vamos provocar nossa saída do Dauphiné, mas nos submeteremos resignadamente ao que for determinado, adorando os desígnios da divina Providência a nosso respeito. Não façamos nada por merecer a expulsão, e saibamos nos submeter, se isto acontecer.

Não viajarei para La Côte, a menos que você torne a escrever, reclamando a minha presença. Não vejo saída para este caso. Talvez lhe mande o Irmão Jean-Baptiste na qualidade de visitador.

Deixo à sua discrição aquilo que os acontecimentos o levarem a dizer ao Padre Douillet. Se você sair de La Côte, ganharemos dois mil e quatrocentos francos. Se ganhar dinheiro fosse nosso objetivo, mandaria que você saísse quanto antes.

Adeus, meu caro Irmão, deixo-o nos sagrados Corações de Jesus e de Maria.

P.S. Na primeira ocasião lhe mandaremos a Regra, que está muito bem impressa.

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