Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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87 – Ao Padre JEAN-PIERRE COMBE, Pároco de Ganges.


23 de janeiro de 1837.

O pároco de Ganges, a 40 km de Montpellier, pediu ao Padre Champagnat que lhe mandasse os prospectos de sua obra educacional. Já o pároco que o antecedera, Padre Michel Rieusset, falecido com fama de santo em 1831, queria possibilitar a instrução religiosa aos meninos e meninas de sua paróquia.

O Padre Combe vinha portanto tentar cumprir uma das metas mais importantes da paróquia de Ganges (Departamento de Héraut).

Reverendo e mui respeitável Pároco,

Em resposta à sua honrosa missiva, estamos mandando nosso prospecto. Se o senhor achar que essas condições lhe convêm, estaremos por nossa parte bem dispostos a auxiliá-lo no seu zelo pela glória de Deus e a educação da juventude de sua cidade.

Sensibilizados pela confiança que o senhor deposita em nós, rogo-lhe aceitar os sentimentos de respeito com que tenho a honra de ser seu dedicado sevido,

p/ M. Champagnat, nosso superior

Ir. François


88 – Ao senhor JOSEPH-MICHEL ROBICHON, Rive-de-Gier.


Janeiro de 1837.

O senhor Robichon, dono de uma fábrica de vidro, era grande benfeitor do Padre Champagnat.

Senhor,


A caridade que o senhor pratica para conosco, mandando-nos de presente uma caixa de copos, conforme a informação que nos deu o Padre Terraillon, seu digno pároco, bem merece que lhe agradeçamos tanto por escrito, como de viva voz.

Rogamos ao Senhor que se digne derramar as maiores bênçãos sobre sua família e seu comércio.

Ainda não chegou até nós a dita caixa; queira pois indicar-nos qual foi o modo de expedição e a que endereço o senhor a mandou.

Tenho a honra ser, com respeito, seu dedicado servidor

Champagnat,

Sup. dos Irs. M.


89 – Circular aos Irmãos


janeiro de 1837.

A Circular acompanhava o envio da Regra, recentemente impressa. No primeiro volume das Circulares dos Superiores Gerais, esta traz a data de 21 de janeiro que é a data em que foi redigida. Terá sido policopiada e mandada só depois de alguns dias. O sistema de policópia, na época, era a litografia, impressão sobre pedra, técnica que o Irmão Marie Jubin foi aprender em Paris. A citação latina é do Lv 18,5: “Quem os cumprir, neles terá a vida.”

Meus caríssimos Irmãos,

Recebam, nos nomes dulcíssimos de Jesus e Maria, a Regra que estão desejando faz tanto tempo. Não pretendo obrigá-los a cumpri-la, artigo por artigo, sob pena de pecado. Contudo, vou dizer-lhes que só desfrutarão de paz e satisfação na sua condição de religiosos na medida em que vocês observarem com exatidão toda a Regra. A fidelidade ao regulamento grangear-lhes-á a perseverança e lhes garantirá a coroa eterna.

Quae faciens homo vivet in eis.

Deixo-os nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria

Champagnat

90 - A Dom ALEXANDRE RAYMOND DEVIE, bispo de Belley, Ain.


Meados de fevereiro de 1837.

Por esta carta, o Padre Champagnat agradece ao prelado seu empenho em promover a causa da autorização legal dos Irmãos.

Os Padres De La Croix e Dépery são Vigários Gerais da diocese de Belley. Eles tiveram grande dificuldade em localizar os papéis do processo. Um dos funcionários do Ministério teria dito a eles que, em se tratando de uma Congregação nova, era preciso conseguir primeiro uma Lei das duas Câmaras, notícia que o Padre Champagnat estranhou muito. Nunca ouvira falar disto.

Dom Alexandre Devie, muito amigo dos Maristas, anuncia que deseja fazer à obra de Champagnat a doação da escola de Saint-Didier, avaliada em 40 mil francos aproximadamente.

Excia. Revma.,

Recebemos sua honrosa missiva com a letra de câmbio. Vimos agradecer-lhe pela carta com que V. Excia. teve a gentileza de nos honrar. Sua benevolência e generosa liberalidade para com a Sociedade de Maria, de que V. Excia. nos dá provas tão patentes, jamais se apagarão de nossa lembrança.

Somos muito gratos a tudo quanto o Padre De La Croix e o Padre Dépery fizeram por nós em Paris.

Continuamos imaginando que nossos documentos estão nas mãos do senhor Delbèque, secretário geral do Ministério da Instrução Pública. Nunca nos disseram que fosse preciso conseguir uma nova lei para a nossa autorização. Na época em que foi destronado Carlos X, tudo estava pronto e os trâmites cumpridos, só faltando que o Rei assinasse o Decreto, mas os acontecimentos foram empecilho.

Entre os papéis que mandamos, nenhum há que fale de doação feita a nossa casa, nem nos foi falado disso. Não ficamos sabendo nada de realmente positivo a respeito do nosso caso, desde que voltei de Paris. Após toda essa demora, nada sabemos do resultado.Lemos com o maior interesse o que V. Excia. teve a bondade de nos escrever sobre esse processo.

Excia, queira aceitar o preito de nossa total dedicação e a firme disposição em que nos encontramos de nada omitir, a fim de corresponder ao zelo realmente apostólico de V. Excia pela glória de Deus e o bem da religião. Dar-nos-emos por muito felizes se V. Excia. se dignar continuar nos assistindo.

Queira aceitar, Excia, o agradecimento dos humildes e obedientes servidores.


91 – Ao Padre ANTOINE CASIMIR MAUNIER, Pároco de Callas, Var.


10 de fevereiro de 1837.

Na falta de candidatos para atender a tantos pedidos de fundação, Champagnat avisa que não poderá conceder ao Padre Casimir os Irmãos que está pedindo. Só mais tarde, e se ele tiver pressa que se dirija a outra Congregação.

Como se deduz dos dizeres da carta, não é a primeira vez que Champagnat lhe escreve.

É de se admirar como se espalhou rapidamente a fama desses Irmãozinhos preparados pelo humilde coadjutor de La Valla. O pedido a que se refere a carta vem do extremo sul da França, do Departamento do Var, onde se acha o porto de Toulon, no Mediterrâneo.

Senhor Pároco,

Satisfazem-nos plenamente as informações que o senhor nos mandou. Não nos esquecemos de seu pedido. Por várias vezes estivemos tratando do quando e do como mandar-lhe Irmãos. Sua última carta vem mais uma vez despertar nossa atenção sobre este assunto importante. Apressamo-nos em lhe fazer chegar uma resposta que há muito tempo lhe estamos devendo.

Depois de tudo ponderado, julgamos que não nos será possível dentro de três ou quatro anos mandar Irmãos para sua paróquia: a falta de gente preparada e o distanciamento desses lugares nos estão pedindo este prazo. Mas, se o senhor achar que mesmo assim é vantagem esperar todo este tempo, faremos o possível para satisfazer suas expectativas.

Se o senhor julgar que será melhor procurar outras fontes, de modo a ficar servido mais depressa, não deixaremos de nos alegrar, ao constatarmos que Deus é glorificado e que o Reino de Jesus Cristo se implanta nos corações, seja qual for o meio empregado para tanto. O campo de Deus é tão vasto e a messe tão abundante que experimentamos renovada satisfação, ao sabermos que prosperam as instituições consagradas à formação de bons operários para a messe do Pai de Família.

Receba nossos sentimentos de profundo respeito.


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