Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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92 – Ao senhor CLAUDE TERRION, prefeito de Semur-en-Brionnais, Saône-et-Loire.


12 de fevereiro de 1837.

Esta carta é para dar a conhecer ao prefeito a situação do Irmão De La Croix, no que diz respeito ao serviço militar.

Muito solicitado por prefeitos e párocos, pedindo a abertura de novas escolas, o Padre Champagnat se vê quase obrigado a mandar Irmãos insuficientemente preparados. É o caso do Irmão De La Croix que foi mandado para Semur. Ele tinha revestido o hábito fazia apenas nove meses. Estava com seus 25 anos, é verdade, mas o seu serviço militar não estava ainda regularizado: a formação religiosa dele também deixava bastante a desejar. Não tardou a sair da congregação.

Senhor Prefeito,

Nosso caríssimo Irmão De La Croix, diretor da escola de Semur, me solicitou por escrito um Atestado de Bons Antecedentes, a fim de completar as formalidades requeridas para ele obter a autorização de funcionar como professor municipal.

Antes de lhe mandar o atestado, julgamos oportuno comunicar ao senhor nossas ponderações e temores a respeito do requerente.

Nossa intenção, ao mandar esse Irmão para Semur não era que ele tirasse logo a autorização. A este respeito tínhamos muito bem combinado com o senhor Padre Béraud, coadjutor da paróquia. Estamos com receio que o trabalho que o senhor se dá e mais todos os trâmites necessários para proporcionar-lhe essa autorização, resultem em nada ou antes em prejuízo, pois o Irmão De La Croix, munido apenas de uma licença de curta duração, corre o risco de ser chamado para o serviço militar. O receio está bem fundado, pois o comandante, segundo nos informaram, já andou perguntando aos pais onde é que ele se achava. Limitou-se a isso, sei de fonte segura, mas parece-me que seria bom esperar algum tempo antes de lhe dar a autorização.

Aconteça o que acontecer, senhor Prefeito, esteja certo de que não pouparemos esforços para que sua escola prospere, tendo nós que acudir com pessoal docente em proporção ao desenvolvimento da mesma. Neste ano, fomos por demais pressionados; não estava em nossos planos fazer funcionar o seu estabelecimento, mas o seu Padre Coadjutor não nos deu sossego. Entrou em entendimentos com várias personalidades importantes de sua cidade, insistiu tanto quando aí estive, estando o senhor ausente, que me vi obrigado a prometer Irmãos, sem mais. No ano próximo, penso que estaremos mais folgados.

Queira aceitar os protestos de elevada consideração com que tenho a honra de ser...

93 - A Dom PHILIBERT DE BRUILLARD, bispo de Grenoble, Isère.


15 de fevereiro de 1837.

O padre Champagnat anuncia ao bispo a retirada dos Irmãos da escola de La Côte. Motivo: O Padre Douillet que morava no seminário passava a residir na casa da escola que ele mesmo cedera para ser a residência dos Irmãos. Consigo levou para lá a ” irmã” Marthe Cuzin para ficar a serviço dele.

No final da carta, o Padre Champagnat aproveita a ocasião para informar ao Prelado que os Irmãos prosseguem animados nos demais estabelecimentos da diocese. São eles: O de Saint-Symphorien-D'Ozon, de Viriville, de Vienne e de Genas. Pouco depois os Irmãos se retiraram de Vienne (Viena da França), por causa da concorrência dos Irmãos das Escolas Cristãs.

Excia. Revma.,

Na visita rápida que tive a honra de fazer V. Excia., consegui falar muito pouco daquilo que tinha a dizer sobre os estabelecimentos que temos em sua diocese. De La Côte, então, nada pude relatar-lhe.

Não podemos deixar aquele estabelecimento na situação em que se encontra desde que o Padre Douillet veio morar junto com nossos Irmãos. Ele não pode dispensar os serviços de uma moça que, pelo fato de ele morar com os Irmãos, está em contato com estes também; tornou-se até a ecônoma da casa.

Se não quisermos passar por cima de nossa Regra, estaremos obrigados a tirar nossos Irmãos de La Côte. Acabo de prevenir o Padre Douillet a respeito desta medida.

Excia., eu não quis abrir este estabelecimento sem V. Excia. estar a par, pensei também que para fechá-lo era bom prevenir V. Excia.

Quanto aos demais estabelecimentos que temos em sua diocese, se V. Excia. houver por bem continuar a dispensar-nos sua benevolência, estamos dispostos, por nossa parte, a continuar sustentando-os, como também a abrir outros assim que as circunstâncias no-lo permitirem.

Todas as dioceses do mundo entram em nossos planos. Quando os respectivos senhores bispos quiserem chamar-nos, acorreremos pressurosos em seu auxílio, sempre nos consideraremos como seus súditos muito humildes e obedientes.


94 – Ao Padre ANTOINE BERTHIER, Pároco de La-Côte-Saint-André, Isère.


15 de fevereiro de 1837.

O Padre Berthier tornou-se Vigário Geral da diocese, e talvez já não fosse mais o pároco quando foi escrita esta carta. Em todo caso, como tinha tomado parte ativa na instalação dos Irmãos em La Côte, o Padre Champagnat por deferência o faz sabedor da saída dos Irmãos. (cf. Carta no 99).

Senho Padre e digníssimo Pastor,

Lembrando-me de quanto o senhor participou na fundação de nosso estabelecimento de la Côte-Saint-André, julgo conveniente pô-lo a par de uma decisão que o Padre Douillet nos obrigou a tomar.

O senhor sabe, sem dúvida, que o Padre Douillet, desde que saiu do seminário ocupou a casa junto com os nossos Irmãos. Precisando ele de uma empregada, constituiu-a administradora da casa, o que é frontalmente contra nossa regra e costume.

Não quis o Padre Douillet atender às justas ponderações que o Irmão Diretor, e eu pessoalmente lhe fizemos. E mais: tenho em mãos uma carta do Padre Douillet, na qual nos dá a conhecer suas intenções a nosso respeito e ao mesmo tempo, me prova que ele está pegando nossos candidatos.

Não podemos deixar por mais tempo nossos Irmãos naquela situação. Como não vejo outro meio de remediar ao caso, tomei a resolução de retirá-los. Acabo de anunciar esta medida ao Senhor bispo de Grenoble e ao próprio Padre Douillet.

Pretendo ir a La Côte no início da semana próxima.

Esteja certo da profunda estima e elevado apreço com que, Sr. Padre e digno Pastor, tenho a honra de ser o humilde e respeitoso servidor...


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