Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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95 – Ao Padre FRANÇOIS MAZELIER, Superior dos Irmãos da Instrução Cristã, Saint-Paul-Trois-Châteaux, Drôme.


23 de fevereiro de 1837.

Há duas cartas parecidas a Mazelier. Antes que a primeira fosse posta no correio, o Padre Champagnat recebeu do seu amigo a boa notícia que poderia encaminhar para Saint-Paul-Trois-Châteaux os Irmãos que precisasse mandar, fossem quais fossem e quantos tivesse naquelas condições críticas. Por isso, na última, o Padre Champagnat se mostra mais familiar e falador.

14A


Padre Superior,

Recebemos sua carta e imediatamente demos ordem ao Irmão Cyprien que fosse entregar-lhe o dinheiro necessário para saldar a conta que o senhor nos mandou.

Agradecemos-lhe a bondade e boa vontade que tem demonstrado para com nossa Sociedade. Que Deus lhe retribua ao cêntuplo tudo o que faz a nosso favor, e que nossa Boa Mãe, a Virgem Maria, veja quantos serviços o senhor nos prestou!

Temos de novo, neste ano, alguns membros que nos preocupam por causa da convocação para o serviço militar. Nossas negociações em Paris ainda não terminaram. Esperamos que cheguem a bom termo e que, enfim obtenhamos o Decreto.

O senhor bispo de Belley recomendou aos Padres De La Croix e Dépéry que não se esquecessem de nós em Paris. Várias personalidades nos prometeram proteção e se deram muito trabalho por causa de nós. Mas, enquanto persistir a situação atual, voltaremos nossos olhares para a sua instituição caridosa, para nos safar do embaraço ocasionado por uma exigência que, todo ano, soa a nossos ouvidos com novos alarmas.

Continue, Padre Superior, com esta bondade em nos prestar tão importante serviço. Ficaremos a dever-lhe mil obrigados.

Dos Irmãos que gozam da vantagem de ficar na sua instituição, se algum puder, de qualquer forma que seja, ser-lhe útil no exercício da sua profissão, é de nosso gosto que o sejam. De bom coração igualmente acederemos a que fiquem na sua Instituição, se assim o desejarem, para, em companhia de seus bons Irmãos, trabalharem para a glória de Deus.

Queira, Padre superior, dar-nos a honra de uma resposta, fruto de sua caridade conosco, e aceitar a homenagem de profundo respeito e total didicação com os quais,senhor Superior, tenho a honra de ser...


15B


V.J.M.J.

Notre Dame de l'Hermitage, 23 de fevereiro de 1837.

Padre Superior,

Eu estava com a idéia de lhe fazer uma visita e efetuar o pagamento, quando recebi suas duas cartas. Ao Brun eu paguei. Quanto aos quatrocentos e quarenta e cinco francos não os dei, tinha perdido o endereço do Padre Burdet. Mas, como esta quantia lhe está fazendo falta em Saint-Paul-Trois-Châteaux, o Irmão Cyprien que está indo de volta para continuar seus estudos de preparação ao certificado (brevet), levar-lhe-á esta quantia.

Com a saúde restabelecida, terminou os arranjos de família, assim não necessitará deixar Saint-Paul antes de conseguir o documento que pretende.

O Irmão Justin continua abatido e o Irmão Apolinaire está à sua disposição; vou mandá-lo no decorrer do verão. Ainda nos restam neste ano uns seis Irmãos ou noviços sujeitos ao serviço militar. Pensamos recorrer uma vez mais ao senhor. Maria, nossa Boa Mãe, não deixará sem recompensa o serviço que o senhor presta a seus filhos. Nossa questão em Paris acaba de receber um impulso valioso, através da intervenção do senhor bispo de Belley; é o que ele mesmo acaba de me notificar. O digno Prelado, muito achegado ao senhor, defende com ardor nossos interesses.

Vamos recomendar outra vez insistentemente à Santíssima Virgem a causa que temos em Paris. Tenha a bondade de se unir, o senhor junto com seus Irmãos, a nossas orações nesta intenção.

Dos Irmãos que gozam da vantagem de ficar em sua Instituição se algum puder lhe ser útil no desempenho de alguma função, não discordaríamos.

Estamos para mandar-lhe um sapateiro, é ótimo rapaz, poderá ser-lhe útil. O senhor até nos envergonha, Padre Superior, dizendo que não quereria nos pedir nada. O benefício que nos presta é por demais relevante, para que aceitemos outros em acréscimo. Cabe a nós testemunhar-lhe nosso apreço e não apenas com palavras.

O Padre Colin, nosso Superior Geral, está com muita vontade de conhecer o Senhor Foi o bispo de Belley que lhe falou do senhor. Na próxima entrevista que eu tiver com ele, vou propor-lhe que façamos ao senhor uma visita os dois juntos.

Nossos Padres Missionários e nossos Irmãos que partiram para a Polinésia tiveram a sorte de escapar de uma furiosa tempestade que afundou todos os navios mercantes que tinham saído 12 horas após. Que bênção da Providência!

Com profundo agradecimento, tenho a honra de me ser, Padre Superior, seu mui respeitoso servidor,

Champagnat

96 - Ao Padre JEAN-PIERRE COMBE, Pároco de Ganges.


26 de fevereiro de 1837.

Apenas tinha mandado os prospectos que lhe pedira o Padre Combe, (Cf. Carta de no 87), já o Padre se fazia presente com o pedido de dois Irmãos para Ganges. É longe. mandar só dois Irmãos?...

Combe não desiste. Poucos meses depois manda um emissário, o paroquiano Bruguière, com novo pedido.

Bruguière não pôde ir até l'Hermitage e colocou a carta no correio de Lião.

A resposta que vai abaixo foi assinada pelo Irmão Francisco. Os Irmãos não foram logo para Ganges, só bem mais tarde em 1852.

Julgamos impossível dar-lhe Irmãos, de imediato. E também não seria prudente enviar somente dois para um estabelecimento tão afastado. Não seria fácil, num caso desses, proporcionar corretivo a certos abusos nem acudir às necessidades que podem sobrevir, tais como doença, incompatibilidade etc. Nós procuramos evitar esses inconvenientes, conquistando espaços pouco a pouco, gradualmente. O senhor precisaria ter aí pelo menos três Irmãos, a fim de que um pudesse substituir o outro, em caso de necessidade e para que o socorro não se fizesse esperar.

Quanto a providenciar orçamento para a mobília, bastará que seja fornecida assim que pudermos mandar-lhe Irmãos. Ser-lhe-ão dadas então todas as informações necessárias, a menos que o senhor já as tenha obtido de outra fonte.

Não há objeção quanto à exigência de que os alunos sejam admitidos em aula, só mediante a apresentação de um cartão assinado. O edifício que se destina à escola, segundo o que o senhor descreve, me parece convir; não será demorado fazer os reparos. Mais tarde lhe diremos como pensamos que deve ser repartido.

Aceite a expressão de respeitosos sentimentos com os quais...

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