Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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97 – Ao Padre CLAUDE MARIE PAGE, Pároco de Digoin, Saône-et-Loire.


1º de março de 1837.

Em fevereiro o pároco de Digoin escreveu que o Conselho Municipal decidira chamar os Irmãos para dirigir uma escola. O edifício da mesma seria da competência da administração civil do Município. Por isso, ele solicitou ao Padre Champagnat que mandasse instruções de como queria as instalações.

Só em 1841 é que os Irmãos puderam dirigir-se para Digoin.

Senhor Pároco de Digoin,

Juntamente com V. Revma. nós nos alegramos pela decisão do Conselho Municipal e pelos sacrifícios que está disposto a fazer em prol da educação da juventude de sua cidade. Que tudo sirva para a maior glória de Deus e o fortalecimento de nossa santa religião.

Quanto à construção, nossa idéia seria de situar no andar térreo as salas de aula, o refeitório, a cozinha e a sala de visitas. Haveria seis janelas, com vidraças, de cada lado do edifício, e o mesmo tanto no primeiro andar, o que daria um total de 24. Para cada sala de aula seriam suficientes as dimensões: 20 pés por 24 ou 22 por 22. O refeitório deve ser bastante amplo para que nele possam tomar as refeições os Irmãos e os meninos que, para a tranqüilidade dos pais, lanchem e durmam na casa. Doze pés para a sala de visita e mais ou menos outro tanto para a cozinha seriam suficientes. Uma parede de tijolo simples entre as aulas será melhor do que um corredor. Deste modo, a comunicação será mais fácil e os Irmãos poderão agir mais conjuntamente, o que contribui sobremodo para a harmonia e a boa ordem nas salas de aula.

No andar de cima haveria um dormitório amplo para os meninos, outro para os Irmãos, assim como uma sala de trabalho da comunidade, pois não devem ter quarto individual.

Aguardando sua amável visita, peço-lhe que aceite meus sentimentos de respeito com os quais tenho a honra de ser...


98 – Ao Padre FRANÇOIS LÉON VINCHENEUX, Pároco de Tréport, Seine Maritime


10 de março de 1837.

A carta que o Padre Champagnat escreveu foi para deslindar um mal-entendido. Pelas palavras da resposta, chegamos a adivinhar qual teria sido o engano: Na primeira carta o pároco de Tréport pedia informações a respeito das condições exigidas para uma fundação; logo na segunda pedia quando os Irmãos iriam. Ainda aqui, o padre Champagnat faz notar que, em se tratando de regiões distantes, não é prudente que se mande só dois Irmãos. (Tréport fica perto de Dieppe, na Mancha).

O teor da carta denuncia certa rispidez que parece sugerir que não foi Champagnat que a escreveu. Pode ter sido um secretário dele.

Senhor Pároco,

Como resposta à sua primeira carta enviamos o prospecto e achávamos que tínhamos respondido a todas as suas perguntas. O senhor está vendo que não é questão de diocese nem de distâncias. O pagamento dos Irmãos e por quem são pagos os gastos de viagem dos mesmos. é isto mesmo que o senhor quer saber? No final de sua carta, o senhor nos faz notar que não é o envio de dois que está pedindo, mas que precisa de informações prévias para dar ciência às autoridades. Elas é que julgam o caso e submetem a questão ao Conselho Municipal. Este, sim, deverá fazer o pedido.

Na segunda carta o senhor nos pergunta em que época poderia contar com a ida dos Irmãos, embora ainda não tivesse feito o pedido. Rogamos-lhe que não nos trate de inconseqüentes em nosso proceder. Temos enviado vários prospectos; nunca, porém, foram recebidos como promessa de enviarmos Irmãos. E como teria havido promessa, se nem sequer houve pedido?

Quando o senhor manifestou o desejo de ter Irmãos e que não fossem mais do que dois, respondemos que não podíamos mandá-los de imediato; também dissemos que não seria prudente mandar somente dois, para um estabelecimento tão distante. Não nos pareceu oportuno fazer-lhe antes essas observações; é que temos de atender uma lista de pedidos anteriores ao seu.

Se o senhor estiver de acordo, podemos acrescentar o seu. Não perdemos a esperança de os Irmãos chegarem aí, mas só dentro de alguns anos.

As pessoas importantes que vocês souberam interessar no projeto são por demais influentes para que deixem Tréport sem os recursos necessários para pagar três Irmãos, e mesmo para montar uma escola inteiramente gratuita.

Aceite a certeza do respeitoso devotamento com o qual...


99 – Ao Padre ANDRÉ BERTHIER, Vigário Geral de Grenoble, Isère.


11 de março de 1837.

O Padre Champagnat informa sobre a decisão que tomou junto com o Padre Douillet, na tentativa de solucionar as dificuldades causadas por este último aos Irmãos de La Côte-Saint-André.

Senhor Vigário Geral,

Fiz uma viagem a La Côte-Saint-André. Cheguei de lá ontem de tarde, sem ter feito praticamente acordo nenhum com o Padre Douillet. Acertamos de esperar a visita do senhor Bispo ao Seminário Menor de La Côte. Eu lá estarei e então conversaremos não somente a respeito dos assuntos que nos interessam, como também chegaremos definitivamente a um acordo que seja satisfatório para o digno Prelado que o senhor representa tão bem.

Anteontem já havia reservado dois lugares na carruagem que iria para Grenoble, mas depois eu me lembrei que tínhamos adiado nosso entendimento, o que tornaria minha viagem completamente inútil.

O Padre Douillet me pareceu estar com medo de que o frio lhe fizesse mal, devido à fraqueza em que se achava; quanto a mim, eu estava com muita pressa de voltar para a casa mãe, onde minha presença estava sendo necessária naquele momento. Por isso, não tive o prazer e a honra de lhe apresentar meus respeitos e testemunho de sencero respeito com o qual tenho a honra de ser seu mui humilde...

100 – Ao Padre TOUZET, Aigueperse, Puy de Dôme.


14 de março de 1837.

Já são duas vezes que o Padre Touzet pede Irmãos para a sua paróquia. Primeiro, foi-lhe dito que esperasse. Agora, visto que volta a insistir, o Padre Champagnat solicita informações: A escola será inteiramente gratuita ou só em parte? De quanto será o vencimento dos Irmãos? Mas, se for uma fundação, qual é a condição em que são contratados os Irmãos?

Senhor Padre,

Na conversa que tive a honra de ter com o senhor quando da visita, que teve a gentileza de me fazer, observei-lhe que estávamos em grandes apertos e que, por causa disto, não tínhamos condições de lhe dar Irmãos tão cedo.

O senhor me respondeu que não podia esperar por mais tempo e que, devido à urgência, iria bater em outra porta. A partir daí, não pensamos mais em seu estabelecimento. Não tendo recebido depois nenhuma solicitação mais de sua parte, não ficamos sabendo se conseguiu prover-se em outra fonte.

Agora, pois que o senhor persiste na vontade de ter Irmãos, queira, por favor, dizer-nos em que condições pensa montar o seu estabelecimento: inteiramente gratuito? ou somente em parte? Enfim, que garantias pode oferecer, porque os estabelecimentos com fonte de pagamento garantida passam a prioritários. Se este for o caso, de acordo com sua resposta, poderei dizer-lhe qual é seu lugar na lista de espera.

Tenho a honra de ser, Senhor Padre, seu dedicado servidor.

Notre Dame de l'Hermitage, 14 de março de 1837.

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