Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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101 – Ao Padre ANTOINE MOLLIN, Pároco de La Côte-Saint-André, Isère.


17 de março de 1837.

Esta carta contém a mesma explicação anteriormente dada ao Vigário Geral Padre Berthier. Isto significa que a troca de pároco aconteceu durante o mês de fevereiro. É de se perguntar qual a razão por que Champagnat não foi pessoalmente despedir-se do novo pároco, antes que os Irmãos saíssem de La Côte. Em vez de mandar uma carta, depois de acontecido o caso, teria tratado o assunto pessoalmente. Seriam os muitos afazeres ou uma viagem urgente a outro estabelecimento o motivo deste modo de proceder? São conjecturas para tentar explicar um proceder estranho aos hábitos de cordial acatamento que tinha o Padre Champagnat para com todos os Padres.

Senhor Pároco,

O grande interesse que o senhor demonstra por sua escola de La-Côte-Saint-André e a acolhida que me ofereceu na breve visita que tive a honra de fazer a V. Revma. me impelem a dar-lhe a conhecer o que resolvemos com o Padre Douillet.

Combinamos esperar a visita do senhor bispo a La Côte, deixar por ora as coisas como estão, contanto que a “irmã” Marthe seja despedida. Espero que tudo acabe com satisfação total para o seu digno Prelado e para a glória de Deus, o que nós desejamos acima de tudo.

Queira receber a certeza de respeito...

102 – Ao Irmão EUTHYME, Ampuis.


19 de março de 1837.

Absorvido por inúmeras questões de ordem administrativa, o Padre Champagnat ainda encontrava tempo para dar orientação espiritual a seus Irmãozinhos. Suas cartas são de estilo conciso, em linguagem simples e precisa, sem procurar torneios rebuscados.

V.J.M.J.


Notre Dame de l'Hermitage, 19 de março de 1837.

Caríssimo Irmão Euthyme,

Fiquei muito satisfeito com sua cartinha. Coragem, meu caro Irmão, Jesus e Maria serão sua recompensa; nas tentações, chame-os em seu socorro. Nunca hão de permitir que você desfaleça. Procure fazer bem sua meditação, é um ponto importante na vida de um religioso. Posso afirmar-lhe que responderei por sua salvação se fizer bem sua meditação.

Veja também como é importante a sua aula com os pequeninos; depende de você formar na religião todos os meninos aos quais está ensinando; depende de você que o céu se abra ou se feche para eles. Tenha em mente, portanto, meu caro amigo, levá-los ao bem, rezar por eles e procurar incutir bem forte o amor de Deus em seus coraçõezinhos. Reze todos os dias, antes de começar a aula, três Ave Marias.

Adeus, deixo-o nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria,

Champagnat


103 – Ao Padre R. P. RIGAUD, S.J., Superior de La Louvesc, Ardèche.


21 de março de 1837.

O superior de uma comunidade jesuíta em La Louvesc pediu ao Padre Champagnat que mandasse Irmãos. Eles exerceriam um ministério muito proveitoso sobretudo durante o período de peregrinações ao santuário de São João Francisco Régis.

Resposta: "Muito prazer teríamos em mandar Irmãos para atuarem perto do santuário do grande missionário jesuíta", lugar que deixara tantas recordações na alma piedosa de Champagnat, jovem seminarista a braços com estudos sérios e difíceis. Mas, não poderia mandar os Irmãos logo.

Nem logo nem depois. Os Irmãos nunca foram para La Louvesc.

Senhor Superior,

Termos nossos Irmãos em La Louvesc nos interessa muito. Com que prazer veríamos os nossos junto ao túmulo de São Francisco Régis, trabalhando para a glória de Deus e a salvação das almas, sob a direção dos ótimos Padres Jesuítas! É muito triste não podermos atender o seu pedido. Desde já o seu estabelecimento entra na lista de pedidos e estamos decididos a fazer de tudo para atendermos o senhor o quanto antes.

Permita que recomendemos de modo particular a Sociedade de Maria às orações da Sociedade de Jesus.

Digne-se aceitar a homenagem de profundo respeito e total disponibilidade com os quais tenho a honra de ser, Senhor Superior, seu mui humilde e obediente servidor.

Champagnat

sup. Irs. M.

Notre Dame de l'Hermitage, 21 de março de 1837.


104 – Ao senhor MICHEL GINOT, comerciante em Paris, rua St. Denis, 115.


março de 1837.

Michel Ginot era originário de Soulage, lugarejo pertencente à paróquia de La Valla. Comerciante de fitas.

Tendo notícias de que Ginot tinha ido a La Valla para renovar sua provisão de fitas para a loja que possuía em Paris (115, rue Saint-Denis), escreve-lhe Champagnat solicitando que, se possível, se informe de como está o processo da autorização. A informação que o senhor Ginot deveria conseguir seria com o senhor Delbecque. (cf.Carta no 83).

Toma a liberdade de sugerir que o digno comerciante gaste, se julgar conveniente, algum dinheiro com presentes; promete reembolsá-lo sem demora.

Senhor,


Fiquei sabendo um pouco tarde da sua partida de Soulage. Conhecendo bem a gentileza do amigo, gostaria de pedir-lhe que se entrevistasse com o senhor De Jussieux, primeiro secretário da Prefeitura de Paris, que é muito seu conhecido, para pedir a ele que tenha a bondade de se informar junto ao senhor Delbèque, secretário geral do Ministério da Instrução Pública, em que pé está a questão do Decreto que pedimos em favor de nossa Instituição. Os documentos do processo foram confiados a ele por mim pessoalmente, no seu hotel de Paris, no dia 4 de setembro de 1836.

Desejo ansiosamente saber o resultado das negociações, antes do recesso dos deputados. Peça a ele que tenha a fineza de me dizer se por ventura há outras formalidades a cumprir, alguma nova gestão a fazer, enfim se falta ainda algum documento.

O senhor Prefeito Departamental do Loire disse-me recentemente que faria tudo quanto dependesse dele para me ajudar; que poria à minha disposição todos os documentos que dependessem de sua administração. O Comitê de nosso distrito formulou um novo pedido. Acha ele necessário enviá-lo?

Eu lhe ficaria muito grato se o senhor pudesse conseguir que todas essas pessoas se empenhassem na minha questão. Que favor o senhor nos prestaria! Quanto eu lhe seria grato! Se julgar bom entrar com algum brinde, eu lhe pediria de oferecê-lo em meu nome, por minha conta.


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