Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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105 – Ao senhor FRANÇOIS XAVIER QUANTIN, prefeito de Genas, Isère.


11 de abril de 1837.

Em Genas foram os Irmãos alojados em casa cedida pela viúva Dona Ranvier. Enquanto lá moravam, a Prefeitura devia construir um prédio apropriado para servir de escola e de moradia para os Irmãos.

Como a Prefeitura demorava em executar a obra, Dona Ranvier ameaçou desalojar os Irmãos; em conseqüência, o Padre e Champagnat deu ordem à comunidade de voltar para l'Hermitage.

Em 4 de abril, o prefeito escreveu apelando por um mês a mais de permanência. Dá como razões:

1o) os alunos freqüentavam assiduamente a escola;

2o) a população ficaria sentida com a saída dos Irmãos;

3o) a bondosa viúva teria ela também paciência para conceder um prazo de mais um mês.

A carta abaixo transcrita é resposta ao pedido do prefeito.

Senhor Prefeito,

Lemos com muito interesse sua honrosa missiva e foi com muita satisfação que constatamos através da mesma seu interesse pelo bom andamento de seu estabelecimento, onde trabalham nossos Irmãos, em Genas. Longe de entravar o progresso da escola, o que nós queremos de todo coração é contribuir para que aumente.

Se acha que a saída de nossos Irmãos, nesta altura dos acontecimentos, vai causar algum mal-estar, eu deixarei que fiquem lá, enquanto puderem ocupar a casa de Dona Ranvier. Mas então, que ela tenha a paciência de esperar.

Eu lhes dei ordem de virem à casa mãe, a fim de evitar as repetidas mudanças da mobília de um lugar para outro, o que pode danificá-la. Não havendo mais razão para isso, estou perfeitamente de acordo que continuem suas funções até quando o senhor determinar.

Gostaria de solicitar ao senhor Prefeito, a bondade de transmitir aos nossos Irmãos as nossas intenções e nossa vontade a respeito, para que eles estejam de acordo comigo e também com o senhor e assim trabalhem cada vez mais eficazmente para a glória de Deus e para a educação cristã da juventude de seu município.

Aceite a certeza de sentimentos de consideração com os quais tenho a honra de ser, senhor Prefeito, a seu dedicado servidor,

Champagnat

sup. Irs. M.

106 – Ao Padre FRANÇOIS MAZELIER, Superior dos Irmãos da Instrução Cristã, Saint-Paul-Trois-Châteaux.


24 de abril de 1837.

Como esta carta não traz nenhum carimbo do correio, ela deve de ter sido levada em mãos pelos Irmãos que se dirigiram a Saint-Paul.

De fato, no caderno de gastos do Padre Champagnat, lemos:

Fornecido ao Irmão Andronic, que parte para Saint-Paul: 1 fr.

Ao Irmão Colomban, também de saída para Saint-Paul: 1 fr.

Ao Irmão Víctor: 400 francos.

Mais uma vez, o Padre Champagnat externa ao amigo sua profunda gratidão por tantos favores e pede o auxílio de suas orações. A carta leva a assinatura de Champagnat mas a letra não é dele.

N. D. de l’Hermitage, 24 de abril de 1837.

Jesus, Maria, José!

Senhor Padre e Respeitável Superior,

Vimos uma vez mais recomendar à sua boa vontade os Irmãos nossos que a convocação para o serviço militar obriga a ficarem com o senhor para se livrarem dela.

É com sentido prazer e satisfação que os confiamos à sua bondade, com a esperança de que sob a sua judiciosa orientação progredirão cada vez mais na prática das virtudes cristãs e religiosas

O serviço que o senhor nos presta jamais se apagará de nossa lembrança. A Sociedade de Maria, ao receber de sua caridosa Instituição assistência tão assinalada, ficará a lhe dever uma gratidão para todo sempre. Maria, mãe de todos nós, não deixará sem recompensa a ternura e solicitude que o senhor demonstra para com seus filhos.

O senhor bispo de Belley acaba de dar-nos mais uma prova de sua benevolência e generosidade, encarregando-se de apresentar em Paris nossos documentos.

Temos muita esperança neste mês de Maria. Se não for atrevimento de nossa parte, pedimos-lhe que una suas orações às nossas para que tudo transcorra segundo a vontade de Deus.

Aceite os respeitosos sentimentos com que, senhor Padre e venerando Superior, tenho a honra de ser o servo mui dedicado

Champagnat

P.S. O Irmão Cyprien poderia vir de volta, precisaríamos tanto dele aqui.


107 – Ao senhor LOUIS BREUIL, Montarcher, Loire.


12 de maio de 1837.

O filho do senhor Louis Brenil tomou o hábito marista aos 28 de maio de 1835. Da contribuição que todo noviço devia pagar ao entrar no noviciado, ele só pagou 100 francos, ficando a dever 300 francos, mais outros gastos que tinha feito.

Como se retirou após curta permanência, o pai ou o jovem deveria saldar o resto da dívida prevista pelos estatutos. Mas o pai, baseado no parecer do pároco, acha que não precisa pagar o resto.

Não é de se admirar, meu caro Breuil, que os padres aos quais você recorreu para falar do pagamento do noviciado de seu filho, tenham decidido a seu favor. Claro, você só falou do seu lado. Não se pode julgar corretamente uma causa sem ouvir os dois lados, daí a máxima: não condenar ninguém sem antes ouvi-lo.

Portanto, seja o que for o que lhe tenham dito, nem por isso deixa de ser verdade que você nos deve e que temos direito de sermos ressarcidos pelos gastos feitos por seu filho em nossa casa. Ele veio para tornar-se religioso e nós o recebemos como noviço, não como pensionista. Foi baseado nisto que entramos em acordo.

Quanto à convocação para o serviço militar, teríamos feito para ele o que fazemos para os outros, ainda não deixamos ir embora nenhum de nossos Irmãos. A que é que se deve atribuir então a aspereza dos termos em que você escreve? Temos conceito alto demais de sua probidade para pensar que você não vai levar em conta nossas justas ponderações. Ficaríamos aborrecidos se com isso o estivéssemos ofendendo, queremos estar sempre de bem com todo mundo.

Aceite nossas afetuosas saudações.

p/ M. Champagnat, nosso superior

Irmão François

Notre Dame de l'Hermitage, 12 de maio de 1837.

P.S. Ficamos tristes ao saber que um hábito religioso foi usado para fins profanos. Todos os que se retiram de nossa casa fazem questão de devolver intato o santo hábito.

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