Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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110 – Ao Padre ANTOINE CASIMIR MAUNIER, Pároco de Callas, Var.


maio de 1837.

É a segunda carta ao Padre Maunier. (Veja a primeira no no 91).Champagnat se decide por Callas e põe na lista o pedido do Padre, a fim de mandar Irmãos quando as circunstâncias o permitirem. Na verdade, o seu propósito não foi realizado. Por que razões? Por ter sido trocado o pároco em março de 1841 e por ter o Irmão François, depois disto, mudado de opinião?.

Senhor Pároco, (Callas)

Já lhe escrevi que estamos obrigados a adiar para mais tarde a fundação de uma escola de Irmãos em sua paróquia. Mesmo assim, o senhor vem insistindo para que os Irmãos sejam mandados, resignando-se a esperar a época em que nos seja possível decidir este envio.

Por isso, estou inscrevendo a sua paróquia em nossos registros de pedidos, para que seja contemplada quando chegar a vez dela.

Aguardando sua agradável e cordial visita, queira aceitar os respeitosos sentimentos com que tenho a honra de ser...

111 – Ao Padre FRANÇOIS LÉON VINCHENEUX, Pároco de Tréport, Seine Maritime.


maio de 1837.

Na Carta no 98 já se tratou da questão. Mas a fundação não se efetuou. Só bem mais tarde, em 1892, sob o governo do Irmão Théophane é que os Irmãos fundaram uma escola em Tréport. Tiveram que abandoná-la cinco anos após, em consequência das leis sectárias de Émile Combes.

Senhor Pároco (de Tréport)

Vejo pela sua última carta que o senhor continua insistindo no seu projeto de conseguir Irmãos.

Sendo assim, inscrevo seu pedido na lista dos estabelecimentos a fundar, a fim de que, por sua vez, o senhor possa ser contemplado. Terei o cuidado também, se assim o desejar, de avisá-lo com dezoito meses de antecedência, para que tenha o tempo suficiente de preparar tudo o que for necessário.

Receba agora a certeza dos sentimentos de respeito e dedicação com os quais que tenho a honra de ser...

112 - A Dom BÉNIGNE TROUSSET D'HÉRICOURT, bispo de Autun, Saône-et-Loire.


final de maio de 1837.

Esta carta é resposta a Dom Bénigne que escreveu a 21 de maio, pedindo que o Irmão Diretor permanecesse à frente da escola de Semur.

Trata-se do Irmão de La Croix que estava ameaçado de ser chamado "sous les drapeaux", isto é: para o serviço militar. (cf. Carta n.º 92).

O estabelecimento de Semur, que é o primeiro que tivemos a sorte de abrir na diocese de V. Excia., é muito caro ao nosso coração. Por nada no mundo consentiríamos em tomar alguma medida que pudesse prejudicá-lo. Outrossim o empenho que V. Excia. demonstra ter para que prospere é sinal de tanta honra para nossa Sociedade, que faremos todo o possível para corresponder-lhe.

As circunstâncias adversas em que se encontrou o Irmão Diretor, urgido a responder ao chamado para o serviço militar, incerto do que lhe pode acontecer, pois que não tem um prazo marcado para sua residência no Departamento de Isère, nos deixaram inquieto quanto ao destino dele. Ficamos com receio de ter que substituí-lo e mesmo de deixá-lo sair.

Sugeri a ele que escrevesse ao General para informá-lo sobre a profissão que abraçou em nossa Sociedade e pedir licença para ficar em nossa casa com a promessa de apresentar-se ao primeiro chamado que lhe fosse feito, e comparecer se for intimado.

Contrariamente à minha expectativa, este favor lhe foi concedido. Temos em mãos o documento que o autoriza a fixar residência no Departamento do Loire, onde está nossa casa principal e cremos que pode continuar suas funções em Semur, sendo que é tido como residente em nossa casa, enquanto permanecer membro de nossa Instituição. Quando for chamado, teremos tempo de mandá-lo vir aqui.

Estou muito contente de que assim possa servir aos interesses de V. Excia. e fazer prosperar a escola que dirige. Só peço uma coisa: que sejam cumpridas as condições estipuladas em nosso prospecto.

É de bom coração que faremos tudo quanto estiver ao nosso alcance para corresponder ao zelo de V. Excia. e à benevolência com que honra nossa Sociedade. Todas as dioceses do mundo entram em nossos planos. Consideraremos dever nosso acorrer pressurosos em auxílio de nossos bispos respectivos, sempre que nos honrarem com seu convite.

Queira aceitar os sentimentos de profundo respeito e elevada consideração, com os quais tenho a honra de ser, de V. Excia., mui humilde o obedeiente servidor,

Champagnat

sup. I. M.


113 – Ao senhor Conde ANTOINE NICOLAS DE SALVANDY, Ministro da Instrução Pública.


junho de 1837.

A Lei Guizot, de 28 de junho de 1833 criou um fundo de previdência para professores do ensino primário. É formado por 1/20 do vencimento anual. Deve ser depositado na Caixa Econômica e render juros que se vão capitalizando de 6 em 6 meses. Quando o professor se aposentar receberá a quantia depositada no nome dele. Notar que mensalidade aqui era o que o município pagava a cada professor além do mínimo de 200 francos. Como resposta o ministro deve ter dado ordens aos prefeitos departamentais. (cf. Carta no 145)

Senhor Ministro,

O Superior da Associação dos Irmãozinhos de Maria, estabelecida em Notre Dame de l'Hermitage, cantão de Saint Chamond, Loire, tem a honra de expor a V. Excia. o seguinte:

- sendo a finalidade da Associação proporcionar aos municípios rurais o meio de ministrar, a baixo custo, os benefícios da instrução aos filhos de seus habitantes, reduziu ao mínimo o custo de cada Irmão professor, na maioria dos seus estabelecimentos, as duas subvenções autorizadas em lei, sob as denominações de salário e mensalidades ficando reunidas num único total, o desconto de 1/20 que a lei prescreve sobre o salário dos professores para a caixa econômica e o fundo de previdência, diminui demais o salário anual dos Irmãos;

- assim ele se veria forçado a aumentar a importância exigida para o pagamento dos Irmãos, caso não fosse devolvida todo ano a quota descontada, cuja destinação é proporcionar recursos aos professores para os casos de doença ou para a velhice;

- isso não pode acontecer com relação aos Irmãos, pois naqueles casos eles têm a certeza de obter os socorros necessários dentro da Congregação;

- por outro lado raramente há irmãos que saem do Instituto e não pretendem nele ter rendimentos pessoais;

- esse desconto não resulta em benefício algum para eles; prejudica, isto sim, o Instituto deles, que tem como fonte de renda unicamente as contribuições dos estabelecimentos e a generosidade de pessoas caritativas.

O prefeito departamental do Loire e as autoridades locais têm demonstrado especial benevolência a nossa pessoa, o que me leva a esperar o mesmo beneplácito da parte de V. Excia.

(O Superior) afaga a esperança de que V. Excia. será propício a que no final de cada ano retire o correspondente a um vinteavo para aplicá-lo em benefício da associação. A gratidão dele só pode ser comparada à relevância do favor que está solicitando da bondade de V. Excia.

Com o mais profundo respeito, subscreve-se.

De V. Excia. servo muito humilde...

Champagnat

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