Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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114 – Ao senhor LOUIS JOSEPH MICHOUD DE LA TOUR, prefeito de Brangues, Isère.


final de junho de 1837.

O prefeito daquela cidadezinha pediu ao Padre Champagnat que fizesse abatimento nos vencimentos que pagaria aos Irmãos, para os quais já tinha construído um edifício que serviria de escola.

Resposta: Mais barato do que fazemos, não dá. Irmãos? Só mais tarde, não temos ninguém para mandar de imediato.

O prefeito deve ter procurado outra saída, pois o pedido que fez não foi atendido.

Senhor Prefeito,

Não podemos deixar de admirar o empenho que o senhor tem pela educação cristã da juventude de seu município, e vibramos de alegria ao sabermos por sua estimada missiva que o senhor já tinha construído um edifício destinado a essa boa obra.

Seja-nos, contudo, permitido fazer-lhe uma observação: Uma escola para meninos tão próxima à das meninas traz alguns inconvenientes. Seria muito grato ao nosso coração, senhor Prefeito, podermos responder à confiança que em nós deposita e lhe mandarmos Irmãos. Duas coisas, porém, tornam impossível o atendimento a seu pedido:

1. o desconto que o senhor pede, nos apertos em que nos encontramos, é-nos impossível aceitá-lo;

2. o grande número de pedidos anteriores ao seu e que temos que atender primeiro.

Por estas razões, não podemos mandar-lhe Irmãos, a não ser dentro de alguns anos.

Queira aceitar os votos que fazemos pela prosperidade de seu estabelecimento, tão útil ao bem público, e os protestos mais sinceros de respeito e dedicação com que, Senhor Prefeito, tenho a honra de ser...

Champagnat

115 – Ao Padre PAUL ARMAND JOSEPH GUINES, Pároco de Terrasson.


fins de junho de 1837.

O pároco de Terrasson mandou um postulante para l'Hermitage e pediu ao Padre Champagnat Irmãos para uma escola. O moço que mandou deve ter sido um tal Jean Donadieu, único candidato originário daquela terra. Chegou em l'Hermitage aos 27 de junho de 1837 e se retirou da congregação em 1842.

Só mais tarde é que os Irmãos foram mandados para Terrasson, quando o pároco já era outro, o Padre Perget.

Senhor Pároco,

O jovem que o senhor nos anunciou por carta já chegou e, seguindo recomendação sua, admitimo-lo ao noviciado, mas tivemos que deixar de lado as condições estipuladas em nosso prospecto e que dizem respeito ao enxoval e à pensão. Isto nos causa muitos apertos, devido à construção de nossa capela que ocasionou gastos extraordinários. Para podermos equilibrar as despesas com a receita, estamos obrigados a nos mostrar um pouco rigorosos quanto à pensão: fora isso, estamos contentes com o jovem que aparenta boas qualidades e poderá tornar-se um bom Irmão.

O senhor pode ver no prospecto o que é preciso fornecer para o estabelecimento dos Irmãos. Somos de opinião que não será prudente mandar só dois Irmãos, para o início de um estabelecimento que se acha tão distante da casa central, pois que é importante começar bem.

Têm sido apresentados, aqui pertinho, estabelecimentos com fonte garantida de pagamento e para os quais as condições de nosso prospecto serão cumpridas integralmente. Mesmo assim, o seu pedido foi tomado em consideração. Estamos dispostos a voar em seu socorro, logo que as circunstâncias no-lo permitam.

Queira aceitar os sentimentos respeitosos com que tenho a honra de ser, senhor Pároco, seu servo dedicado.


116 – Ao Padre FRANÇOIS MAZELIER, Superior dos Irmãos da Instrução Cristã, Saint-Paul-Trois-Chateaux.


junho de 1837.

Mazelier deve ter escrito ao Padre Champagnat e feito observações sobre alguns candidatos.

"O Padre Superior " que vem no segundo parágrafo da carta é o próprio Champagnat. Isto se explica por ter sido a carta escrita pelo Irmão François, seu secretário.

O doente a que alude mais abaixo é provavelmente o Irmão Colomban (Jean Mourge), de Saint-Bonnet-le-Froid, Haute Loire. A expressão "nosso doente", referente ao mesmo, se deve a que o noviço poderá ficar com Mazelier, como escreveu o Irmão François no ano seguinte: "O noviço Mourge deve considerar-se feliz de pertencer à sua congregação, a menos que V. Sª, Padre Mazelier, ache mais conveniente que siga sua primeira vocação (a de Irmão Marista)." E a carta prossegue: "Se ele quiser voltar para l'Hermitage, nós o receberemos com prazer!"

Padre Superior,

Muito sensibilizado por todos os cuidados que o senhor tem para com nossos Irmãos, ficamos sabendo que há dentre eles alguns que não reconhecem as vantagens que sua dedicação nos proporciona; por sua conduta pouco regular, aumentam ainda mais as suas preocupações. Não deixaremos escapar ocasião alguma de renovar as recomendações que já lhes fizemos antes que fossem para aí.

O Padre Superior espera ir encontrá-lo pelos meados de julho. Há tempos que suspira pela ocasião de beneficiar-se de uma entrevista com V. Revma.; um de nossos vizinhos que deseja abrir um estabelecimento dirigido por nossos Irmãos em La Voulte (Ardèche) lhe facilitará o meio (condução).

O nosso doente está na casa dos pais, faz mais de um mês. Já estava um pouco melhor quando, a pedido dele, o enviamos para casa. Desde então, não tivemos mais notícias. Pensamos nós que a doença o isentará do serviço militar, entrementes ficamos muito gratos a V. Revma. pelas medidas que tomou a favor dele, nas circunstâncias que nos descreve.

Fizemos nova tentativa para conseguir a nossa autorização; quem sabe surta bom efeito. Seja tudo segundo a vontade de Deus e para a sua maior glória!

Seu mui dedicado servidor,

Champagnat

sup. Irs. M.

117 – Ao senhor JEAN-MARIE DE POMEY, prefeito de Amplepuis, Rhône.


julho de 1837.

O prefeito De Pomey pede Irmãos para uma escola importante. Ela teria 300 para 400 alunos, contingente muito alto para nossos Irmãozinhos. É mais própria uma tal escola para os Irmãos das Escolas Cristãs.

Reparar no plural majestático do final da carta. (cf. mais adiante nas Cartas de nos 133, 138 e 187, a seqüência das negociações com Amplepuis.)

Prezado Senhor,

Sua estimada carta me traz à lembrança as tratativas que o Padre Terraillon (Étienne), pároco de Amplepuis, tinha empreendido para ter um estabelecimento, não de dois Irmãos nem apenas de três, pois o município d'Amplepuis deve ter quatrocentos alunos, ou pelo menos trezentos freqüentando de maneira contínua a escola.

Dois Irmãos seriam portanto muito insuficientes, só poderiam cair em estafa. Penso que o novo pároco se dará conta, de imediato, da observação que lhe faço.

A nossa firme determinação é de não abrir nenhum estabelecimento que não tenha bases sólidas, pois é disto que depende o bom resultado da fundação.

Aguardemos a chegada do senhor Pároco; quem sabe, preferirá ele os Irmãos das Escolas Cristãs. Em todo caso, ficamos imensamente gratos ao senhor Prefeito De Pomey pelo interesse que tem por nós. Queira ele considerar-me seu mui humilde e respeitorso servidor,

Champagnat

sup. I. M.


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