Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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118 – Ao Irmão DENIS, Diretor de Saint-Didier-sur-Rochefort.


5 de julho de 1837.

Confiando nas orações do venerando superior, o Irmão Denis pede ao Padre Champagnat que reze pela cura do pároco Padre Pierre Roche. O Padre Champagnat passou o recado aos Irmãos da comunidade, convidando-os a fazerem uma novena. Porém a vontade de Deus se manifestou chamando à recompensa o bom pároco de Saint-Didier. Escrevendo ao Irmão Denis, Champagnat pede informações sobre a casa que serve de escola e também manda recomendações aos demais Irmãos da comunidade.

V.J.M.J.


Notre Dame de l'Hermitage, 5 de julho

Caríssimo Irmão Denis,

Você tem toda razão, meu caro amigo, de dizer que tudo quanto lhe diz respeito me interessa particularmente. Gosto muito de ter notícias suas.

Vamos fazer uma novena para pedir a cura do Padre Roche, seu digno pároco. Faço votos que Deus o deixe em vida ainda por algum tempo para que termine sua obra. Transmita a ele que nós estamos muito interessados em que Deus o conserve.

Gostaria muito de saber as dimensões das salas de aula: se estão conformes às normas, grandes, bem arejadas, etc.. Penso que o senhor pároco olhou por tudo isso.

Não o esquecemos nem tampouco esquecemos os demais Irmãos que labutam com você. A um e outro mil lembranças. Tenho-lhes muito amor e agradeço-lhes tudo o que fazem por amor ao Mestre de todos nós.

Adeus, meu caro Irmão Denis,

Champagnat


119 – Ao senhor CHARLES RIVET, prefeito departamental do Rhône.


julho de 1837.

O Padre Champagnat, sempre em apuros financeiros, aproveitava de todas as fontes de onde pudesse conseguir mais dinheiro para equilibrar as contas. Nesta carta, ele recorre àquele fundo de previdência de que fala a Lei de 28 de junho de 1833.

No presente caso, 1/20 de 400 francos durante dois anos seriam somente 40 francos, quer dizer: É mais uma quantiazinha de que se pode lançar mão, pequeno acréscimo aos minguados recursos da casa.

Não sabemos que despacho deu o senhor Prefeito a este pedido.

Senhor Prefeito,

O senhor Etienne Dumas, que lecionou durante seis anos em Saint-Symphorien-le-Château, como professor municipal e membro da Associação dos Irmãozinhos de Maria, já não exerce suas funções, de uns anos para cá. Venho pois solicitar de sua benevolência que se digne autorizar-me a retirar a quantia resultante do desconto de 1/20, cobrado sobre o pagamento dele, de acordo com a Lei de 28 de junho de 1833.Espero confiadamente da equidade de V. Excia. o despacho favorável de meu pedido.

Sou com profundo respeito...

Champagnat

120 – Ao Padre JEAN-PIERRE BADIOU, Pároco de Saint-Romain-Lachalm, Haute Loire.


15 de julho de 1837.

Esta carta deve ter sido escrita pelo Irmão François que servia de secretário do Padre Champagnat.

Abre a possibilidade de enviar Irmãos, mas não de imediato. São muitos os pedidos e os operários do Senhor são poucos.

Senhor Pároco,

Recebemos a carta na qual o senhor nos pede um Irmão para sua paróquia. Apreciamos as razões que o zelo pela educação cristã de seus meninos dita a seu coração, mas por ora não podemos prometer-lhe Irmãos, visto o número por demais grande de pedidos a satisfazer. Ademais, um Irmão só não poderia fazer grande coisa. Se for preciso enfrentar concorrência, importa, antes de mais nada, implantar uma escola boa. Mais tarde, o que também o senhor espera, as dificuldades poderão diminuir. Estamos bem dispostos a ir ao encontro do seu projeto, desde que nos seja possível.

Aceite a expressão dos sentimentos de respeito e atenção com que tenho a honra de ser, senhor Pároco, seu mui humilde servdior,

p/ M. Champagnat, superior.

Ir. François


121 - Ao Padre CLAUDE DUMAS, Pároco de Usson-en-Forez, Loire.


15 de Julho de 1837.

Escrevendo ao Padre Champagnat, o Padre Dumas anuncia que recebeu doação de 14 mil francos. Tinha intenção de colocar esta quantia a juros em favor de uma escola dirigida por Irmãos.

Por várias razões, diz que preferia os Maristas: Três Irmãos, pelo menos dois bem formados, e decantou outras tantas vantagens. Uma particularmente deve ter encantado o Padre Champagnat, a saber: Que de lá poderiam surgir vocações para educadores religiosos.

Na resposta, o Padre Champagnat elogia os bons propósitos do pároco, promete mandar Irmãos quando tudo estiver pronto para o funcionamento da escola, mas foi preciso esperar dois anos para que esses planos se concretizassem.

Senhor Pároco,

Estou bem persuadido de que um estabelecimento de nossos Irmãos, aí nas suas montanhas, sobretudo um estabelecimento do porte daquele que o senhor nos faz a honra de oferecer, só poderia ter muitas vantagens, sob vários pontos de vista. Nós o consideramos como muito importante e com possibilidade de crescer muito. Seria preciso então comprar uma casa condizente com estas perspectivas. Gostaria de ter, antes de qualquer adiantamento, uma conversa com o senhor, se for possível. Importa implantar esta escola com uma boa organização, para isto é preciso que o local seja amplo e bem apropriado. Eu poderia fornecer-lhe uma planta e mandar-lhe nosso prospecto, se o desejar.

Tendo assim de antemão disposto e organizado tudo, quando as coisas estiverem prontas, faremos o possível para mandar-lhe os Irmãos que está pedindo e ir ao encontro de seus objetivos da melhor maneira que pudermos.

Receba por ora o testemunho sincero de minha mais que justa gratidão pela confiança de que o senhor dá provas tão lisonjeiras, e aceite os sentimentos respeitosos, com as quais eu sou, cordialmente, Senhor Pároco, seu humilde e mui dedicado servidor,

Champagnat


122 – Ao Padre FRANÇOIS MAZELIER, Superior dos Irmãos da Instrução Cristã, Saint-Paul-Trois-Châteaux, Drôme.


26 de julho de 1837.

O Padre Champagnat escreveu para o amigo Padre Mazelier, despachando a carta de La Voulte, onde uma indisposição o impediu de prosseguir até Saint-Paul, como tinha planejado.

Continua tratando da isenção do serviço militar, através dos bons ofícios de Mazelier.

V.J.M.J.


La Voulte, 26 de julho de 1837.

Padre Superior,

Saí de casa domingo (dia 23 de julho) com a intenção de ir até aí para agradecer-lhe de viva voz, pelo imenso benefício que o senhor vem prestando à Sociedade de Maria. Que nossa Boa Mãe abençoe todos os seus empreendimentos, abençoe sua pessoa e a conserve por longos anos à frente da boa obra que dirige.

Uma indisposição que espero não seja muito grave, acaba de me impedir de prosseguir e me obriga a regressar. Seja Deus bendito mil e mil vezes! O Soberano Mestre tem boas razões para agir assim. Não lhe peço senão uma coisa: que eu possa cantar eternamente suas misericórdias!

Eis o resultado do sorteio para vários de nossos candidatos que estão aí com o senhor:

Irmão Víctor, no 21; Irmão Andronic, no 98; Mourgue, no 35;

Irmão Martin, não foi chamado; Irmão Basile, desconheço seu número, só sei que saiu com número muito alto.

Prezado senhor Padre Superior, tenha a bondade de tomar as providências necessárias para que, ao ser feita a revisão, os documentos sejam apresentados em ordem. Não acho absolutamente que consiga o brevet de professor. Se ele quiser e também se puder ser-lhe útil de algum modo, ocupando-se em algum serviço manual, terei prazer que se fixe na sua companhia. Os pais dele podem ainda contribuir com alguma quantia. (Cf. carta de no 116)

Mande-me a nota do que lhe podemos estar devendo. É mais do que justo que não o obriguemos a esperar o pagamento.

Queira receber a certeza da minha dedicação e reconhecimento, com que tenho a honra, Padre Superior, de ser seu humilde e mui obediente servidor,

Champagnat,

sup. dos Irs. de Maria


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