Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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127 – Ao Padre JEAN CHOLLETON, Vigário Geral de Lião.


5 de agosto de 1837.

Cholleton responde ao pedido de renovação dos poderes do Padre Champagnat e autoriza a tomada de hábito dos noviços.

Os Padres Maristas residentes em l'Hermitage tinham conseguido a faculdade de confessar, em 22 de outubro de 1830. De ano para ano, esses poderes eram prorrogados pela autoridade eclesiástica de Lião, de quem dependiam. O Padre Champagnat diz na carta que no dia anterior, 4 de agosto, seus poderes tinham expirado. Mas, com a aprovação pontifícia em 1836, Roma concedeu poderes especiais à Sociedade de Maria. Por isso é que Cholleton responde ao pedido do Padre Champagnat: "Fiat ut petitur usque ad revocationem", como costumava fazer cada ano. “Seja feito assim como pede até a revogação desses poderes.” Em vista das faculdades especiais recebidas de Roma, à expressão "usque ad revocationem", Cholleton acrescenta: “até a revogação dos mesmos poderes, que aliás não foram revogados no dia 4, se o senhor era Marista neste dia.”

Revmo. Vigário Geral,

Esta manhã, enquanto estava confessando, veio-me à lembrança que meus poderes estavam por expirar. Logo saí do confessionário e fui ver minha folha. Meus poderes terminaram ontem, dia 4 de agosto. Rogo-lhe o favor de prorrogá-los, se julgar bom, usque ad revocationem (até a revogação dos mesmos), seria uma preocupação a menos. Já vai para vinte e um anos que peço prorrogação de meus poderes; mas, faça como lhe parecer melhor.

Estou projetando mais uma Tomada de Hábito, no dia 15 de agosto, dia da Assunção, se o senhor me der a licença.

Por aqui as coisas vão indo, como o senhor sabe. Sempre à míngua de operários. Somos acossados de tantos pedidos que mal damos conta de responder.

Vamos fazer uma novena para pedir operários, para que o campo do Soberano Senhor não fique sem ser cultivado. Por favor, tenha a bondade de unir suas fervorosas preces às nossas, e creia na sinceridade do devotamento com o qual, Senhor Vigário Geral, tenho a honra de ser, com profundo respeito, seu muito humilde e obediente servidor.

Champagnat

128 – Ao Padre FRANÇOIS MAZELIER, Superior dos Irmãos da Instrução Cristã, Saint-Paul-Trois-Châteaux, Drôme.


6 de agosto de 1837.

O Padre Champagnat apresenta ao Padre Mazelier a situação dos Irmãos que estão sob seus cuidados, no que diz respeito ao serviço militar. O Irmão Colomban (Jean Mourgue. Cf. Carta no 116) era de família bastante pobre. As famílias abastadas que tivessem um filho sorteado para o serviço militar podiam conseguir isentá-lo, mediante pagamento a outro jovem que fizesse o serviço no lugar dele. Um jovem que fosse sorteado com um número muito alto podia escapar do serviço ou prontificar-se em lugar de um companheiro que o pagasse. Como o tempo de serviço militar na França daquela época era de sete anos, famílias abastadas podiam pagar uma boa soma para um filho de família pobre que não tivesse sido chamado a servir.

A quantia de 400 francos a que Champagnat alude no final da carta se destina a pagar a pensão dos Irmãos que estavam em Saint -Paul, mandados de l'Hermitage para lá.

Notre Dame de l’Hermitage, 6 de agosto de 1837.

Jesus, Maria, José

Padre Superior,

O Irmão Colomban está voltando a ficar com o senhor para continuar a se instruir e para ficar às suas ordens, firmemente decidido a fazer o que o senhor desejar dele. É muita sorte para ele encontrar no seu aconchego um meio de escapar ao serviço militar, porque não teria recursos pecuniários para isso.

Achamos que o Irmão Martin não está preparado para se apresentar aos exames do Certificado. Rogamos o favor de mandá-lo para cá logo, se julgar boa esta medida. Se o Irmão Apollinaire continuar sujeito aos achaques, talvez fosse vantajoso para ele submeter-se ao exame médico e conseguir um atestado que teria o visto do senhor Prefeito, e depois vir para l'Hermitage espairecer. Assim acabaria de se restabelecer.

Os demais Irmãos, de acordo com o que o senhor achar melhor, aguardariam aí a época de submeter-se aos exames. Entretanto, tendo em vista a saúde delicada do Irmão Víctor, estamos com certo receio; deixamos à sua prudência decidir se deve esperar ou não.

Recebemos sua nota de aviso, relativa ao envio dos 400 francos que lhe devemos. Procuraremos honrar nossos compromissos, para lhe testemunhar em toda ocasião os sentimentos de respeito e gratidão com que temos a honra de ser, Senhor Superior, seus dedicados servidores.

Champagnat

sup. d. Irs. M.


129 – Ao Padre FRANÇOIS FLEURY MOINE, Pároco de Perreux, Loire.


9 de agosto de 1837.

Na carta que o Vigário Geral escreveu a Champagnat a 7 de maio (Cf. carta no 124), se lê que havia doze anos o Padre Fleury andava sonhando criar uma escola de educação religiosa para os meninos de sua paróquia. Mas, o coadjutor do Padre Fleury, mais prático e realista, fez notar que não bastava ter recebido um bom reforço de Mademoiselle De Bretaille. Seria preciso dar tempo ao tempo: mandar vir logo Irmãos para começar as aulas dentro de três meses era arriscado. As obras não teriam terminado.

A presente carta do Padre Champagnat leva ao pároco as ponderações do Padre Pinchon, no sentido de adiar a fundação para mais tarde, lá pela Páscoa do ano seguinte.

Senhor Pároco,

Faz já alguns dias que recebemos uma carta do Padre Pinchon, seu Coadjutor, na qual me põe a par das gestões que o senhor está fazendo para a criação de um estabelecimento de nossos Irmãos em sua paróquia.

Não podemos permanecer insensíveis ao empenho seu e das pessoas de prestígio que se interessam por esta obra benemerente. Apesar disto, não cremos que seja possível mandar-lhe Irmãos por ocasião da Festa de Todos os Santos.

Um pouco mais tarde, por ocasião da Páscoa, se estiver tudo pronto, poderemos mandá-los. Pode ser que esta pequena demora não seja inútil, mas sim aproveitada para colocar a casa em plenas condições, o que é medida muito importante, sobretudo em se tratando de um estabelecimento que vai começar, pois a primeira impressão que produzir dificilmente se apagará no decorrer do tempo.

O senhor gastaria muito seja para a moradia seja para as reformas de uma casa que não comportaria senão a metade dos meninos e seria um purgatório para os professores e para os alunos.

Não sei de nenhuma casa em Perreux que já esteja atualmente em condições de funcionar.

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