Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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133 – Ao senhor JEAN-MARIE DE POMEY, prefeito de Amplepuis, Rhône.


30 de agosto de 1837.

A primeira carta (a de no 117) comete um exagero estimando em 300 para 400 o número de alunos que a escola de Amplepuis poderia ter. Esta aqui reduz o cálculo para 200. Mas, o Padre Champagnat responde ao pedido do prefeito, dizendo que deseja primeiro ter o aval do novo pároco, Padre Dutour. Já estava nomeado, mas ainda não era conhecido o placet do governo.

Senhor Prefeito,

Não lhe posso adiantar nesta resposta senão o que já lhe escrevi precedentemente (cf. Carta no 117). O Padre Dutour julgou que não podia agir oficialmente, porque ignorava se sua nomeação seria aprovada pelo governo. Nem nós podemos agir, sem estarmos bem inteirados das intenções do futuro Pároco. Pode ser que pense diferente.

A aprovação do senhor Prefeito e do Conselho Municipal constitui para nós motivo bastante animador. Porém, para criar um estabelecimento sólido e que prossiga com passo firme, faz-se mister conseguir a anuência e o pedido do senhor Pároco, que exerce a principal influência sobre a escola.

Mesmo que as aulas não tivessem mais do que 200 alunos, não bastariam dois nem três Irmãos.

Prezado senhor, queira aceitar nossos protestos de elevada estima e consideração, bem merecidos por seu zelo e pelo trabalho que se dá para a glória de Deus e a salvação das almas. Fique certo dos sentimentos de afeto e gratidão, com os quais tenho a honra de ser, com todo o respeito, Senhor Prefeito, seu dedicado servidor,

Champagnat

134 – Ao Padre FRANÇOIS FLEURY MOINE, Pároco de Perreux, Loire.


2 de setembro de 1837.

Champagnat responde a uma carta de 28 de agosto na qual o Padre Fleury insiste com ele, importunando-o por assim dizer, pois promete rapidez e eficiência nos trabalhos de organização da escola que tenciona confiar aos Irmãos.

A resposta também saiu um tanto áspera, como se poderá verificar tanto no começo, como no fim: Sempre lhe disse. temos razões de sobra para insistir em dar um tempo, antes de ocupar o prédio. Portanto, nada de atropelos.

É o que lemos por entre as linhas. Assim mesmo, três Irmãos foram mandados para Amplepuis ainda naquele ano.

Senhor Pároco,

Sempre lhe disse que eu não conheço em Perreux casa alguma que possa servir como escola, a escola para a qual o senhor quer nossos Irmãos. Disse também que o mais certo seria pôr mãos à obra logo logo, para que a construção que o senhor resolveu fazer esteja pronta para o ano que vem, de acordo com nosso prospecto. Os Irmãos não podem habitar no prédio senão depois de um ano de terminado. Temos razões de sobra para não abrir mão deste proceder.

O meio que o senhor pretende tomar para obviar à estreiteza de espaço não deixa de ter seus inconvenientes. Não admitir os mais jovens ou despedi-los para dar lugar aos maiores, é abrir as portas aos queixumes e murmurações, e os pais, ciosos da educação de seus filhos, enxotados, vendo-se preteridos, terão maior razão para dirigir-se às escolas vizinhas.

Eis então o que convém fazer, senhor Pároco: Empregar na construção de um prédio próprio o dinheiro que gastaria no aluguel, ou na confecção do mobiliário destinado aos Irmãos, a fim de que só apareçam em Perreux quando tudo estiver pronto e em condições. Nesse caso, faremos tudo o que depender de nós para que sua escola funcione a contento seu e para alegria de todos os seus bons paroquianos. Proceder diferentemente seria expor-se a todos os pesares, aborrecimentos e atrapalhadas que acompanham e seguem a precipitação naquilo que a gente empreende

Acredite, senhor Pároco, no grande interesse que tenho por seu estabelecimento e queira aceitar os sentimentos de respeito com que tenho a honra de ser, Senhor Pároco, seu dedicado servidor.

Champagnat

135 – Circular por ocasião da morte do Irmão DOROTHÉE.


4 de setembro de 1837.

O Padre Champagnat lembra aos irmãos o que a Regra remetida no começo do ano, prescreve como sufrágios à memória dos falecidos. Dois Irmãos precederam o Irmão Dorothée neste mesmo ano: O Irmão Hilaire, falecido aos 19 de março e o noviço Irmão Rupert.

Já a partir de então estabeleceu-se o costume de cantar a SALVE RAINHA, ao terminar a encomendação do defunto. (Ver outras orações e missas prescritas na primeira Regra dos Irmãos, no cap. XI, para um noviço e para um Irmão professo; também para os associados e benfeitores falecidos.)

Meus caríssimos Irmãos,

O Senhor acaba de chamar a si o nosso querido Irmão Dorothée. Desde faz muito tempo uma dor no peito exercitava sua paciência e aumentava seus méritos, quando uma hemoptise das mais violentas o obrigou a ficar de cama.

Ele constatava, sem se inquietar, a dissolução de seu organismo e experimentava o desejo ardente de ir celebrar no céu com os Anjos e Santos a Assunção da Santíssima Virgem.

Passada a Festa, cessaram completamente os vômitos de sangue. Nosso querido Irmão aproveitou da trégua que lhe dava a doença, para se preparar para a hora derradeira. Que placidez! Que tranqüilidade! Que alegria deixou ele transparecer durante este intervalo, sobretudo no último dia de sua vida!

Foi num sábado, dia 2 de setembro. Já de manhã cedo recebeu os últimos sacramentos. Nunca pareceu tão feliz, ocupado como estava inteiramente com o bom Deus. Sua alma só esperava, por assim dizer, as últimas preces da Igreja, para levantar vôo. Pelas três horas da tarde, foram-lhe aplicadas as indulgências e durante a recomendação de sua alma, adormeceu tranqüilamente no Senhor.

Todos os que presenciaram esta morte lhe têm inveja. Todos querem à porfia ficar junto dele.

O enterro foi hoje, dia 4 de setembro, com todas as cerimônias prescritas para um Irmão professo. Estamos agora avisando a todos para rezarem por ele as preces marcadas no Cap. XI, art. 3, no 2 e 3 da Regra.

Sem dúvida é a primeira vez que vocês cumprem, prazerosos, este dever para com um Irmão que nos é tão caro e que podemos contar no número de nossos intercessores junto à Mãe de todos nós.

É deste modo, meus caríssimos Irmãos, que nós recolheremos o que tivermos semeado. Tal vida, tal morte! Tal morte, tal eternidade. Deus nos chamou a sermos santos. Portanto, eu conjuro vocês a progredirem cada vez mais em seu amor, a porfiarem em viver na sua paz, a se esmerar cada qual naquilo que for de seu dever, a fim de que tudo o que está em vocês, espírito, alma e corpo, tudo se conserve sem mancha para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo (Cf. 1Ts 4 e 5).

Aguardando o prazer da chegada de vocês, eu vos abraço mui afetuosamente nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria.

Champagnat


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