Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



Baixar 1.34 Mb.
Página49/108
Encontro18.07.2016
Tamanho1.34 Mb.
1   ...   45   46   47   48   49   50   51   52   ...   108

136 – Ao Padre JEAN FRANÇOIS RÉGIS PEALA, Pároco de Tence, Haute-Loire.


24 de setembro de 1837.

Situada nas montanhas do Velay, a escola de Tence interessava muito ao Padre Champagnat. É uma região de cristãos fervorosos de cujas famílias poderiam surgir vocações religiosas. Mas, vários obstáculos impediram a realização imediata dos seus sonhos.

Infelizmente os Maristas só apareceram em Tence em 1938, 100 (cem!) anos depois deste pedido do Padre Peala. (Cf. Cartas de no 121, 283 e 335)

Senhor Pároco,

Quase tínhamos perdido de vista o estabelecimento de Tence, porque desde muito tempo, ninguém nos falou mais nada, de sorte que já não podíamos pensar nele.

Sua carta acaba de despertar nossa atenção para este caso, e como o senhor nos oferece um estabelecimento com fontes de pagamento garantidas, colocá-lo-emos entre os primeiros que iremos abrir, contanto que a escassez de candidatos não nos obrigue a um prazo que faça o senhor mudar de planos.

Nossos Irmãos entram agora em férias, vão começar o retiro. Com isso, julgue o senhor mesmo, senhor Pároco, se me é permitido ausentar-me durante este tempo...

É só depois da Festa de Todos os Santos que eu poderei dar-me o luxo de ir visitá-lo. E é isso mesmo que vou fazer, de acordo com a resposta com que o senhor se dignar honrar-me, resolvido como estou a não descuidar nada, a fim de corresponder ao zelo e à generosidade que o animam em favor da glória de Deus e da educação dos meninos.

Sou, com respeito, senhor Pároco, seu mui dedicado servidor,

Champagnat


137 – Ao Padre JEAN FRANÇOIS BERNARDIN FUSTIER, Pároco de Saint-Felicien, Ardèche.


24 de setembro de 1837.

Sendo final de ano letivo na França, Champagnat responde ao Padre Fustier que a época não é favorável a que se faça uma nova fundação. Promete fazer-lhe uma visita para se inteirar pessoalmente das condições da futura escola. Roga que seja concedido um prazo, dizendo que se não puder ir pessoalmente mandará um Irmão.

Senhor Pároco,

Por ora, é-me impossível atender o seu honroso pedido. Os Irmãos estão chegando para as férias e logo entrarão em retiro, de sorte que não me sobrará nenhum momento antes da Festa de Todos os Santos, época da entrada das aulas.

Por mais numerosas que sejam minhas ocupações e as viagens que ainda tenho que fazer, talvez eu possa ir visitá-lo ou mandar algum Irmão para que acerte com V. Revma. o que é preciso fazer para que se possa concretizar seu projeto.

Estou deveras empenhado em proceder de acordo com V. Revma. e de contribuir com tudo o que puder para o bem de sua paróquia, tendo em vista a maior glória de Deus, mas não vejo como mandar Irmãos ainda este ano.

Queira, senhor Pároco, continuar a honrar-nos com sua benevolência e com o auxílio de suas preces, a fim de que nossa Sociedade possa cumprir os desígnios que Deus tem sobre ela, e que em breve o seu santo projeto se torne realidade.

Com profundo respeito, venerando Pároco, seu dedicado servo,

Champagnat

sup. dos Irmãos

138 – Ao Padre MICHEL MARIE DUTOUR, Pároco de Amplepuis, Drôme.


25 de setembro de 1837.

Conforme ficou dito atrás, nas Cartas de no 117 e 134, o Padre Champagnat sabendo das intenções do novo pároco, se mostra interessado em fundar uma escola em Amplepuis. Seria para o ano seguinte, pois o pedido chegou nos dias próximos ao retiro e às férias em l'Hermitage, período em que obrigatoriamente o Padre Champagnat queria estar todo o tempo com os Irmãos. Não poderia ir visitar o local, como costumava fazer antes de mandar os Irmãos.

Digníssimo senhor Pároco,

Agora que conhecemos oficialmente sua intenção e a da importante paróquia sabiamente confiada a seus cuidados, procederemos de acordo com o que sabemos. Desejo muito travar conhecimento com V. Revma. e com o simpático senhor De Pomey. Não posso ausentar-me agora nem por um momento, enquanto os Irmãos estão chegando e no curto espaço de tempo em que estiverem aqui na casa mãe. Mas, assim que voltarem para seus estabelecimentos, terei pressa em chegar até aí, e colocar-me às suas ordens.

Nosso maior desejo é proporcionar uma instituição sólida e religiosa aos municípios que nos honrarem com um pedido de Irmãos. Mas, neste ano é-nos absolutamente impossível fornecer-lhe Irmãos. Aliás, a esta altura do ano, não haveria tempo de fazer os reparos necessários à instalação de um estabelecimento mantido pelos Irmãos, num vasto município como este que lhe foi confiado.

Queira receber o testemunho de respeitosa consideração com que tenho a honra de me ser, digníssimo senhor Pároco, seu servo atento,

Champagnat


139 – Ao Padre PAUL MARIE ROVONON, Pároco de Caluire, Rhône.


25 de setembro de 1837.

Não é a primeira vez que o pároco de Caluire pede Irmãos. E como da primeira, desta vez ainda não pôde ser atendido. Por ora, só a promessa para quando seja possível. Por razões que ignoramos, diz o Irmão Paul Sester, Caluire não teve uma escola dirigida pelos Irmãos, apesar de distar de Lião apenas três quilômetros.

Senhor Pároco,

É mesmo certo que não mais contávamos com o pedido que o senhor tivera a gentileza de fazer-nos. Estamos longe de poder atender a todos os pedidos que nos são dirigidos, vindos de toda a França. Não me atrevo a fixar condição nenhuma para seu estabelecimento, digo-lhe simplesmente que teria muito prazer em confiar nossos Irmãos a seus cuidados. Sei que estariam em boas mãos; o senhor pároco de Neuville me segredou duas palavras a esse respeito.

Agradeço-lhe muito a confiança que deposita em nós, não esquecerei seu pedido. Será atendido tão logo seja possível.

Queira aceitar a certeza do devotamento, senhor Pároco; tenho a honra de ser seu mui devotado servidor,

Champagnat


140 - Ao senhor JEAN AIMÉ JOVIN DESHAYES, prefeito de Saint-Jean-de-Bonnefonfs, Loire.


26 de setembro de 1837.

Nomeado prefeito de Saint-Jean-de-Bonnefonds, pertinho de Saint-Chamond, o senhor Deshayes concebe a idéia de dotar seu município de uma escola de Irmãos. Champagnat se mostra favorável à idéia, embora não possa atender de imediato. Alimenta a esperança de conseguir o apoio deste prefeito para a causa da autorização legal do Instituto.

A escola de Saint-Jean-de-Bonnefonds foi fundada em 1844, depois que Deshayes fora nomeado prefeito de Saint-Etienne, em 1840. Infelizmente, o prefeito que apoiou o projeto da autorização (cf. Cartas de no 174, 227 e 228), não pôde ver a realização de seus sonhos, pois a morte o colheu poucos meses antes da abertura da escola.

Prezado Senhor,

Foi com particular interesse que recebi sua honrosa missiva. Achamo-nos em número por demais reduzido para podermos fornecer-lhe Irmãos neste ano, mas tomamos nota de seu pedido; procuraremos, no menor espaço de tempo possível, corresponder ao seu empenho pela educação cristã da juventude. Espero para depois da Festa de Todos os Santos poder reservar um tempo para lhe fazer uma visita proveitosa. O retiro dos Irmãos que vêm para as férias me impede de fazer esta visita antes daquela data.

Tenho a honra de ser, com respeitosa consideração, seu mui dedicado servidor,

Champagnat

1   ...   45   46   47   48   49   50   51   52   ...   108


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal