Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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141 – Ao Padre FRANÇOIS MAZELIER, Superior dos Irmãos da Instrução Cristã, de Saint-Paul-Trois-Châteaux.


28 de setembro de 1837.

O Padre Mazelier acabara de transmitir a Chamgnat o teor de uma carta do Ministro Salvandy. Nela o Ministro pede um levantamento sobre as condições em que se acha a instrução naquela região; mostra interesse em conhecer o trabalho das escolas religiosas no campo da instrução. Quer apresentar esses dados ao Rei e às Câmaras.

Por esta razão, Mazelier sugere ao amigo que faça novo pedido para conseguir a aprovação definitiva dos Maristas, apresentando ao Ministro um quadro atual mais completo dos serviços que os Irmãos estão prestando à França.

Jesus, Maria, José.

Senhor e mui digno Superior,

As novas demonstrações de benevolência para com nossa Sociedade nos incitam aos mais vivos sentimentos de gratidão. Aproveitaremos de seus conselhos e da boa vontade do senhor Ministro para com as escolas cristãs. Sua Excia. o senhor bispo de Belley graciosamente continua a manifestar benevolência para conosco. As autoridades civis dos arredores consideram com bons olhos o trabalho de nosso Instituto e parecem bem dispostas a favorecer-nos. Contudo, não esquecemos que trabalharíamos em vão se o Senhor em pessoa não trabalhasse conosco.

Queira ter a bondade de unir suas orações às nossas na mesma intenção, a fim de que tudo seja feito segundo a santa vontade de Deus e para a sua maior glória.

Tendo o mesmo objetivo e trabalhando para o mesmo patrão, desejamos andar sempre unidos e agir no mesmo sentido. Já nos prestou e continua a nos prestar todos os dias grandes serviços. Jamais se apagarão de nossa lembrança suas benemerências e seu paternal carinho para com nossos Irmãos que tiveram a dita de passar algum tempo em sua companhia.

Para nós é triste não dispormos senão de palavreado estéril para retribuir a tantos favores.

De modo particular, permita expressar-lhe a nossa mais do que justa gratidão pelos cuidados que o senhor prodigalizou ao nosso querido Irmão Apollinaire. Que alegria experimentamos ao tomar conhecimento da convalescença dele! O Irmão acaba de anunciar-nos sua chegada em casa dos pais.

É com total confiança e a mais cordial afeição que lhe peço mais uma vez de nos tornar participantes de suas preces e de suas Missas conjuntamente com seus bons Irmãos.

Creia-me para sempre, digníssimo Padre Superior, seu mui respeitoso e totalmente dedicado servidor,

Champagnat, sup. d. M.

N D de l’Hermitage, 28 de setembro de 1837.


142 – Ao Padre JOSEPH MARIE DUMAS, Pároco de Saint-Martin-la-Sauveté, Loire.


12 de outubro de 1837.

O Padre Dumas escreveu a l'Hermitage dizendo que apresentaria para o noviciado um parente seu, Jean-Louis. Mais tarde este candidato foi apresentado ao Padre Champagnat por um tio de 26 anos, Barthélemy Grangier. Os dois se fizeram Irmãos Maristas.

Senhor Pároco,

Receberemos com prazer o jovem de que me fala, se de fato possuir, de acordo com o seu parecer, as qualidades de que o senhor faz menção. Ao mesmo tempo, agradeço-lhe o interesse que o senhor tem pela obra de Maria. Que esta Boa Mãe lhe retribua ao cêntuplo, já a partir desta vida.

Há uma quantiazinha que se exige rigorosamente do candidato, quando se apresenta em nossa casa., Serve para pagar uma série de pequenas coisas que lhe serão de primeira necessidade. São portanto, 50 francos que exigimos. Tenha a bondade de dar ciência disto ao jovem postulante.

Esteja seguro, senhor Pároco, do devotamento com que tenho a honra de ser seu mui humilde servo,

Champagnat


143 - A Dom ALEXANDRE RAYMOND DEVIE, Bispo de Belley, Ain.


18 de outubro de 1837.

O bispo de Belley pedia a abertura de um noviciado em Saint-Didier-sur-Chalaronne. (cf. Carta de 11 de outubro de 1837) Pedia também um ou dois Irmãos para Thoissey e mais três para Nantua.

Com a prática já adquirida para julgar das condições exigidas para fazer funcionar uma boa escola, o Padre Champagnat faz ao bispo alguns reparos quanto à construção que serviria para um noviciado preparatório.

Excia. Revma.,

Perpassa-me o sentimento da mais viva gratidão pelo apreço que V. Excia. tem por nossa Sociedade. Este sentimento me impulsionará sempre a tentar tudo para estar de acordo com os projetos de V. Excia., favorecendo deste modo seu zelo pastoral.

A construção de Saint Didier não deixa nada a desejar para que nela funcione a escola para a qual foi projetada; com alguns reparos, até poderia servir para o funcionamento de um noviciado preparatório. Mas o andar térreo e o primeiro andar já estão ocupados; o segundo é tão baixo que o Irmão Diretor, cuja estatura não é alta, nos disse que precisava abaixar-se ao passar debaixo dos tirantes. Acho que não é possível começar logo a obra do noviciado no prédio.

Quanto aos Irmãos que V. Excia. nos pede para Thoissey, penso que não é possível mandar menos de dois. É só o senhor Pároco me avisar que está tudo pronto e de acordo com nosso prospecto, terei pressa em fazer que partam para lá. Estribado no depoimento favorável que V. Excia. nos apresenta sobre o estabelecimento de Nantua, decidi-me a fazer tudo o que de mim depender para fundá-lo no ano próximo. Sempre terei nos estabelecimentos que fundar em sua diocese a dupla vantagem de colocá-los sob a vigilância imediata de meus confrades e de demonstrar a V. Excia. o devotamento sincero e o profundo respeito com que tenho a honra de ser, de V. Excia. o servo muito humilde,

Champagnat


144 – Ao Padre JEAN PIERRE CLAIR FANGET, Pároco de Serrières, Ardèche.


19 de outubro de 1837.

Por falta de Irmãos formados, o Padre Champagnat não pôde atender ao pedido do pároco de Serrières, no ano em curso. Também não prometeu para o ano seguinte. Se o Padre Fanget tivesse pressa em fundar uma escola dirigida por religiosos que se dirigisse a outra congregação.

Tinham surgido naqueles tempos, muitas instituições dedicadas ao ensino. Sabendo que o Padre Vernet não queria os Maristas na diocese de Viviers, dirigiu-se o Padre Fanget aos Irmãos da Instrução Cristã. A escola por eles fundada ficou mais tarde com os Irmãos Maristas, quando se deu a fusão das duas congregações, a de Viviers e a dos Maristas, a 15 de abril de 1844, após a morte do Padre Vernet.

Senhor Pároco,

Um estabelecimento de nossos Irmãos em sua paróquia seria, sem dúvida, de interesse para nossa Sociedade, porque serviria para centralizar os demais estabelecimentos que temos nas proximidades, mas não vejo a possibilidade de lhe fornecer Irmãos neste ano, nem sequer no próximo. Se o senhor não puder esperar por mais tempo, é melhor que providencie professores de outras proveniências.

Será sempre um prazer para nós tomar conhecimento do êxito de gente que trabalha para a educação cristã da juventude. A messe é tão grande que os operários não são suficientes.

Se, porém, o senhor persistir na idéia de ter Irmãos nossos, procuraremos ir em auxílio de seu zelo, do melhor jeito, e o mais cedo possível.

Eu sou com profundo respeito, senhor Pároco, seu muito humilde e dedicado servo,

Champagnat

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