Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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145 – Ao senhor HIPPOLYTE JAYR, Prefeito do Departamento do Loire.


29 de outubro de 1837.

Vimos na carta de no 113, o pedido que o Padre Champagnat dirigiu ao Ministro da Instrução Pública, para conseguir reverter em benefício da casa de l'Hermitage a quantia de que fala o Art. 15 da Lei de 28 de junho de 1833, ou seja, o pecúlio formado pelo depósito de 1/20 do ordenado de cada professor diplomado.

O Ministro Salvandy deve ter transferido para os prefeitos do Loire e do Ródano a execução da medida, pela qual se pronunciou favoravelmente.

Nesta carta, o Padre Champagnat agradece ao prefeito departamental por ter autorizado os Irmãos de Valbenoite a receber a quantia que estava depositada na poupança, formada por 1/20 do seu ordenado mais os juros. Agora os Irmãos poderiam dispor desta quantia em favor da casa de l'Hermitage, que arcava com enormes despesas.

Senhor Prefeito,

V. Excia. teve a bondade de nos autorizar a retirada do depósito do um vinteavos.

Senhor Prefeito,

venho manifestar-lhe nossa mais do que justa gratidão pela gentileza que teve para conosco, autorizando-nos a receber de volta a quantia resultante da taxa cobrada sobre o pagamento de nossos Irmãos, no município de Valbenoite.

Recebemos esta quantia com o sentimento da mais sincera gratidão. A sua benevolência para com nossa Sociedade nos anima a lhe pedir o mesmo benefício em favor dos outros estabelecimentos que temos dentro de seu Departamento e cuja súmula anexamos.

Espero da equidade de V. Excia. o mesmo despacho favorável ao meu pedido e me subscrevo, com profundo respeito e total devotamento, Senhor Prefeito, seu servo muito humilde e obediente,

Champagnat


146 - A Dom ALEXANDRE RAYMOND DEVIE, Bispo de Belley, Ain.


30 de outubro de 1837.

O padre Champagnat dá seu parecer sobre o projeto de noviciado de Saint-Didier e sobre as escolas de Thoissey e de Verjon. Aproveita a ocasião para pedir ao Prelado seu parecer sobre a conveniência de retomar as tentativas para a obtenção da autorização legal do Instituto.

Excia. Revma.,

Parece-me que a estação (do outono) está por demais adiantada para que comecemos as reformas necessárias para o noviciado de St-Didier. Talvez fosse melhor esperar a volta da primavera; teríamos tempo de fazer nossos arranjos mais à vontade, a fim de que tudo seja bem feito segundo as suas intenções, para a maior glória de Deus e o bem da religião.

O particular interesse com que V. Excia. se digna honrar nossa Sociedade faz com que renovemos a cada ocasião nossos sentimentos de gratidão e o desejo de corresponder a seu zelo verdadeiramente apostólico, na medida em que formos capazes.

O senhor Pároco de Thoissey acaba de nos pedir que lhe mandemos dois Irmãos na Festa de Todos os Santos. Acudimos com presteza a seus desejos. Os Irmãos partirão logo, logo.

Sabemos através do Pároco de Verjon que o município ainda não está podendo arcar com os gastos do estabelecimento de nossos Irmãos, mas diz que o senhor Prefeito continua desejando com todas as veras ter um estabelecimento desta natureza e que, se mais tarde o município se achar bastante forte para suportar os gastos, não deixará de nos prevenir.

Algumas pessoas benévolas, gente de posição social, insistem para que intentemos novamente conseguir a aprovação de nossos Irmãos pelo Governo. Como sempre consideramos dever nosso fazer uma consulta à clarividência de V. Excia. em nossos empreendimentos, - medida com que só temos que nos congratular - permita-nos vir à sua presença para pedir um conselho a respeito dessa tentativa. Caso V. Excia. dê sua aprovação, rogamos o favor de nos fornecer uma carta de recomendação.

Sou com profundo respeito, Exmo. senhor Bispo, de sua grandeza o humilde e dedicado servidor,

Champagnat

147 – Ao Padre JANY-TACHE, Pároco de La Frette, Isère.


outubro de 1837.

O nosso já conhecido doente crônico, Irmão Apollinaire, foi descansar na família, em La Frette. Como vários outros Irmãos originários do lugar se filiaram à Congregação, o Padre Champagnat escreveu ao pároco agradecendo pelos bons serviços prestados aos Irmãos, particularmente ao Irmão Apollinaire.

Senhor Pároco,

Estou obrigando o senhor a esperar um pouco a resposta à carta que me fez a honra de me escrever na data de 7 de outubro, mas, como desejo aquiescer a seu pedido relativo ao Irmão Apollinaire, tive primeiro que fazer as colocações de nossos Irmãos, para satisfazer a todas as necessidades. Estou satisfeito em poder servi-lo em se tratando deste bom Irmão por quem o senhor se interessou particularmente. Como fazemos muita questão que cuide da saúde, somos muito gratos ao senhor pelas atenções que tem para com ele e pelos cuidados de que o cerca.

Teria sido para mim um imenso prazer se o tivéssemos em nossa casa por alguns momentos, a fim de poder manifestar-lhe de viva voz quanto fico sensibilizado pelo apreço que tem por nossa Sociedade. Assediado como venho sendo de pedidos incessantes de novos estabelecimentos e sentindo toda necessidade da educação religiosa, nunca aplaudirei suficientemente o zelo dos bons pastores que se prontificam a me ajudar para propagá-la.

Só temos que nos congratular pelos excelentes candidatos que nos chegam de sua paróquia modelar; são piedosos e todos, em geral, se capacitaram a nos prestar serviços.

Por isso, senhor Pároco, pode contar conosco sempre que pudermos, de qualquer maneira, dar a nossa contribuição ao seu zelo pela educação de seus queridos paroquianos, sobretudo de sua cativante mocidade. Embora nossos planos não estejam orientados de modo especial para esta ou aquela diocese, contudo, visto que pelo Breve de aprovação o Soberano Pontífice nos consignou as dioceses de Grenoble, Lião e Belley, se for preciso dar preferência a alguma, dirigir-nos-emos a essas, sobretudo para as paróquias que, a exemplo da sua, nos tem mandado os melhores aspirantes. Participo do seu desencanto referente ao pobre do Ferrendière. A saída dele muito nos surpreendeu e ainda me pergunto qual teria sido o motivo. Não conheço suficientemente as disposições de seus pais no sentido de usar medidas mais duras com ele; aliás, seria coisa completamente fora de nossos costumes e acho que não daria em nada. Acredito mais na força dos bons conselhos e das salutares correções que receberá da caridade do senhor. Se vier a corrigir-se, em consideração ao senhor e com o consentimento dos pais, usarei com ele da maior indulgência possível.

Dentro de poucos dias, devo fazer uma viagem ao Dauphiné. Se eu puder conseguir uma oportunidade de fazer uma visita a V. Revma., falaremos de tudo isso.

Esperando o prazer de nos encontrar, queira considerar-me animado de respeitoso devotamento pelo qual sou, senhor Pároco, seu servo mui humilde e obediente,

Champagnat

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