Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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151 – Ao Padre JOSEPH DUC, Pároco de Valsonne, Rhône.


1º de novembro de 1837.

Delicadamente o Padre Champagnat dá a entender a seu correspondente que não poderá atender a seu pedido. Ele entendeu tão bem que nunca mais se falou em fundação marista em Valsonne.

Senhor Pároco,

É com gratidão que recebemos sua carta e nos declaramos realmente contrariados por não podermos ainda corresponder a seus desejos. O grande acúmulo de pedidos que nos chegam de toda parte nos anunciam que a messe é abundante, mas a escassez de candidatos torna para nós impossível o atendimento a todos.

Queira, portanto, receber a manifestação de nosso pesar. Aceite os sentimentos de elevada consideração com que tenho a honra de ser, Senhor Pároco, seu servo muito humilde e obediente,

Champagnat

152 – Ao Padre JEAN GAGUIN, Pároco de Saint-Gengoux-le-Royal, Saône-et-Loire.


1º de novembro de 1837.

Em 21 de maio, Dom Bénigne escreveu manifestando o desejo de ter outra escola de Irmãos, além daquela de Semur. (cf. Carta de no 112). Certamente são referências àquela carta as palavras do Padre Champagnat nesta resposta ao Padre Gaguin. Mas, por enquanto infelizmente não pode atender ao pedido. Mais adiante, na Carta de no 218, veremos a seqüência deste caso.

Senhor Pároco,

Recebemos a carta na qual o senhor bispo de Autun pedia dois Irmãos. Pelo que o senhor me escreve, o Bispo destinaria esses dois Irmãos para a sua paróquia. Exato? Porém, a obrigação que temos de cumprir nossa agenda de atendimentos nos coloca na triste contingência de responder a S. Excia. que nos é impossível, neste ano, corresponder a seus desejos.

Queira também o senhor receber a expressão de nosso pesar e aceitar os sentimentos de profundo respeito com que tenho a honra, Senhor Pároco, de ser seu servo humilde e obediente,

Champagnat, sup.

153 – Ao senhor JEAN FRANÇOIS PREYNAT, prefeito de Sorbiers, Loire.


6 de novembro de 1837.

Se o município oferecer aos Irmãos uma casa em boas condições, eles poderão voltar a Sorbiers. E voltaram mesmo. O Irmão Denis com mais um companheiro vão retomar o trabalho dos Irmãos, mas só no dia 9 de novembro de 1844. Por que só depois de 9 anos de espera?

Senhor Prefeito,

Os trabalhos e o carinho que tiveram nossos Irmãos em favor dos meninos de Sorbiers são mais do que suficientes para demonstrar aos habitantes do município a contrariedade que experimentaram quando se viram obrigados a deixar a escola. Mas, se o senhor deseja chamar de volta os Irmãos, conforme leio em sua carta, estamos dispostos a ir ao encontro de suas intenções a partir de quando o município tiver fornecido a mobília, uma casa para morar, enfim, tudo o que for necessário ao funcionamento de uma escola.

Quanto à casa dos Irmãos, estando ela à venda, já não será possível cedê-la de volta, aliás o senhor mesmo bem sabe que, se pudesse ter servido aos Irmãos, nunca teriam eles saído de Sorbiers.


154 – Ao senhor HIPPOLYTE JAYR, prefeito departamental do Loire.


novembro de 1837.

É para recomendar ao prefeito o caso de um Irmão que deve submeter-se ao conselho da junta militar que pode mandá-lo para a reforma. Trata-se do Irmão Théodore (Brossier Benoit). Mas, o caso dele ainda não foi resolvido desta vez, conforme se verá mais adiante, na Carta de n. 178.

Na impossibilidade em que me encontro neste momento de ir ter com V. Excia., para novamente solicitar sua benevolência em favor de dois de nossos alunos.

Um que o senhor mesmo viu e mandou para a reforma, em Rive de Gier e que faltou involuntariamente, no dia da chamada em Saint-Etienne. O nome dele, pelo que me consta, não foi riscado da lista, pois que ainda foi convocado como soldado. Além de não possuir a estatura requerida, ele está também com uma hérnia.

O segundo é um jovem pertencente à nossa comunidade. A favor dele não pudemos tomar nenhuma precaução para mantê-lo no ensino. É porque sofre dos nervos e ficou paralítico durante seis meses. Depois da revisão cresceu-lhe um quisto sebáceo nos olhos e ficou quase sem visão. Desejaríamos muito conservá-lo no ensino. Embora não esteja ainda completamente formado, poderá prestar grandes serviços.

Queira ter em grande consideração o caso deste jovem e recomendá-lo ao capitão.

Esteja certo, senhor Prefeito, de meu total devotamento, com que tenho a honra de me subscrever, com todo respeito, seu mui humilde servo,

Champagnat

155 - A um funcionário da Prefeitura Departamental, Montbrison, Loire.


novembro de 1837.

Temos aqui um rascunho de carta que não está assinado e que seria para um funcionário, suponhamos que conhecido do Padre Champagnat. Trata-se de pedir isenção do serviço militar para dois jovens: o primeiro, algum tanto desmemoriado, tendo falhado ao chamado para uma revisão em Saint-Etienne; o outro, um moço meio entrevado.

Que belo exemplo de caridade do Fundador, proporcionando ganha-pão a dois jovens, numa ocupação condizente com a deficiência de que eram portadores.

Senhor,


Desejaria fazer-lhe um pedido em favor de dois alunos jovens de nossa casa que se dirigem a Montbrison para tornar a passar pela revisão. Desculpe não poder acompanhá-los.

Um, por ter faltado involuntariamente no dia da revisão em Saint-Etienne, mas que foi reformado em Rive de Gier, dois ou três dias depois. O nome dele não foi riscado da lista: foi isento do serviço por falta de estatura e por estar com uma hérnia.

O segundo não pudemos liberar por causa de uma doença de nervos que o manteve acamado constantemente por mais de seis meses, sem que de modo algum tenha podido servir-se de seus membros. Hoje quase não enxerga de uma vista, devido a um inchaço na pupila. Sem prejudicar os direitos de pessoa alguma, eu desejaria muito que pudesse ser declarado isento do serviço militar.

Ele pode tornar-se muito útil para o ensino, embora ainda não esteja suficientemente formado; mas isto ele conseguirá se tiver junto dele para formá-lo uma pessoa competente.


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