Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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156 – Ao senhor HENRY LEVET, Secretário da Prefeitura Departamental do Loire.


novembro de 1837.

Para não importunar o prefeito, vale-se o Padre Champagnat dos préstimos de um funcionário que, na opinião do Irmão Paul Sester, seria o senhor Henry Levet. Recomenda a esse funcionário dois outros jovens acompanhados por um Irmão para que o funcionário amigo lhes indique o proceder que devem seguir.

A delicadeza com que o senhor me recebeu e que aliás é bem conhecida, me animou a encaminhar a seus cuidados meus dois jovens para que recebam suas orientações.

O bom Irmão que os acompanha e que vai apresentar minha carta, lhe dirá quantos pedidos estamos recebendo de todos os recantos do Reino, quanto os candidatos são gente preciosa para nós, sobretudo os que são de conduta irrepreensível.

Receio muito estar importunando o senhor prefeito; sei quanto são preciosos os momentos daquele magistrado.

Digne-se receber a confirmação da elevada consideração, com que tenho a honra de ser, Senhor Secretário, seu respeito servidor,

Champagnat


157 - A Dom JEAN PAUL GASTON DE PINS, Administrador Apostólico de Lião.


22 de novembro de 1837.

Champagnat pede a intervenção de S. Excia. para conseguir a isenção do serviço militar do Irmão Théodore. Adverte que já pediu que fosse dispensado, como fala a Carta de no 154.

Dom Gastão leu a carta e no cabeçalho da mesma, como era de seu costume, anotou: "Escrevi ao General de Divisão, aos 23 de novembro de 1837." Nem assim conseguiu o Padre Champagnat a isenção do Irmão. Deverá recorrer diretamente ao Ministro, como será noticiado mais adiante, na Carta de no 174.

Jesus, Maria, José.

Excia. Revma.,

Sinto-me por assim dizer coberto de confusão em vista da boa acolhida que V. Excia. se dignou fazer-me em Saint-Chamond, como também da bondade mais que paternal que V. Excia. demonstra para com o Irmão que a convocação ameaça de nos levar embora. Não duvido de que a recomendação de V. Excia. tenha perante o General o mais auspicioso dos resultados.

Este Irmão se chama Benoit Brossier, filho de Jean e de Marie Crépet, nascido em Estivareilles, cantão de Saint-Bonnet-le-Château, Loire, no dia 5 de novembro de 1815. Foi convocado em 1835, sob o no 67, no Regimento 49.

Enquanto estávamos tomando as medidas para fazer isentar os demais do serviço militar, ele estava de cama havia uns seis meses, completamente tolhido dos membros, em consequência de um reumatismo que apanhou em Chavanay, dando aula numa construção feita recentemente. Nas mudanças de tempo, ele se vê obrigado a se fechar no quarto e até a ficar acamado.

O Irmão acima citado tem um Atestado expedido pelo prefeito do Município onde contraiu a doença e assinado pelo médico que cuidou dele.

Continuo com o mais profundo respeito e devotamento mais sincero, de V. Excia. o servo muito humilde e obediente,

Champagnat,

sup. d. Irs. M.

N. D. de l’Hermitage, 22 de novembro de 1837.

158 – Ao Irmão SYLVESTRE, La Côte-Saint-André.


25 de novembro de 1837.

O Padre Champagnat se mostrou muito paciente para com o Irmão Sylvestre. Agora que este já se encontra em serviço em La Côte, tendo por Diretor o Irmão Louis Marie, o bom Padre lhe dirige a seguinte carta. Dá notícias sobre as Missões, anima o Irmãozinho e transmite saudações a todos os Irmãos da comunidade.

Notre Dame de l'Hermitage, 25 de novembro de 1837.

Meu caríssimo Irmão Sylvestre,

Meu caro amigo, desejo ardentemente que Jesus e Maria abençoem suas boas disposições. Sua franqueza não deixará de ser abençoada, e você arrebatará o prêmio da vitória. Coragem! Mas lhe recomendo que se mostre sempre disposto a dar a conhecer suas disposições a seus superiores e diretores.

Recebemos uma carta dos Missionários que estão de caminho para a Oceânia. Dentro de breves dias, lhe mandarei uma cópia. O Padre Bret morreu em Valparaíso, em plena travessia. Os demais estão de boa saúde, muito contentes na vocação. Estão ansiosos por arribarem ao lugar do destino. O zelo pela salvação daqueles habitantes das Ilhas do Pacífico é o que eles mais têm a peito.

Rezemos, meus caros Irmãos, rezemos pela salvação deles e pela salvação dos que nos são confiados. A alma dos franceses vale o preço do Sangue de um Deus tanto quanto a dos idólatras.

Diga ao caríssimo Irmão Louis Marie que a situação dele não ficará sem bênção.

Não nos esquecemos nem de uns nem de outros. Estamos fazendo os preparativos para Paris. Recomendem muito nossa questão a Deus para acontecer só o que Deus quer e nada de errado: a santa vontade dele, é tudo. Em vão imaginaríamos outra coisa, em vão nos agitaríamos, é só a vontade de Deus.

Adeus, caro amigo, deixo-os todos nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria.

Tenho a honra de ser, de vocês, pai dedicado em Jesus e Maria,

Champagnat

sup. d. I. M.


159 – Ao senhor ANTOINE NICOLAS NARCISE ACHILLE DE SALVANDY, Ministro da Iinstrução Pública.


27 de novembro de 1837.

Animado pela esperança de conseguir a autorização através do novo Ministro, o Padre Champagnat retoma os termos do pedido feito ao Rei Louis Philippe (cf. Carta de no 34) e faz passar a carta pela via hierárquica, mandando-a ao prefeito do Departamento do Loire. Este por sua vez a fez chegar às mãos do Ministro da Instrução Pública, juntamente com um anexo: os Estatutos da Sociedade.

Senhor Ministro,

Nascido no cantão de Saint Genest Malifeaux (Loire), tive dificuldades enormes para aprender a ler e a escrever. Por isso, senti a urgente necessidade de fundar uma Sociedade que pudesse com poucos gastos proporcionar às zonas rurais o ensino que os Irmãos das Escolas Cristãs ministram nas cidades.

Elevado à dignidade sacerdotal em 1816, fui enviado como coadjutor numa paróquia rural. Constatei pessoalmente a importância de dar início, sem mais detença, ao projeto que vinha acalentando desde havia muito tempo. Comecei então a preparar alguns professores, aos quais dei o nome de Irmãozinhos de Maria, convencidíssimo de que, só por causa deste nome, se congregaria muita gente. O êxito obtido em poucos anos ultrapassou minhas expectativas.

Em 1824, com a proteção do senhor Bispo Administrador Apostólico da diocese de Lião, auxiliado por este Prelado e pelos homens de bem da região, construi, perto da cidade de Saint Chamond, uma casa bastante espaçosa para nela instalar a escola modelo da nova Sociedade.

Já são 130 membros que trabalham em número considerável de municípios, ao mesmo tempo que oitenta outros estão em preparação para trilhar os passos dos primeiros.

Aos 28 de fevereiro de 1834, depois de redigir nossos estatutos, encaminhamo-los ao Rei, juntamente com o pedido para serem aprovados. O Real Conselho da Instrução Pública, após leitura e exame dos mesmos, os modificou para a seguinte redação.

16ESTATUTOS DA SOCIEDADE


Art. 1. Os Irmãozinhos de Maria terão como finalidade ministrar a instrução primária: além da instrução moral e religiosa, ensinarão a leitura, a escrita, os elementos da gramática francesa, o cálculo e o sistema legal de pesos e medidas, os elementos da geometria, o desenho linear, o canto e os elementos de História e Geografia. Seguirão para o ensino a nova pronúncia e o método simultâneo mútuo.

Art. 2. Serão mandados Irmãos aos municípios que os solicitarem e que garantirem a cada Irmão uma remuneração anual de 400 francos. Embora não devam geralmente ir menos de dois, poder-se-á erigir uma casa central de onde se dirigirão, um a um, para os municípios próximos.

Art. 3. As escolas serão gratuitas, mas as prefeituras poderão cobrar uma taxa mensal dos pais remediados para cobrir uma parte dos gastos do estabelecimento.

Art. 4. Cada estabelecimento será dirigido por um diretor local que ficará no cargo o tempo que o Superior julgar conveniente. Não poderá, entretanto, ser afastado antes da posse de seu sucessor.

Art. 5. Todos os estabelecimentos dependentes da Associação estarão sujeitos à inspeção de pessoas designadas para a fiscalização pela Instrução Pública.

Vimos, pois, Senhor Ministro, rogar a V. Excia. se digne mandar sancionar estes estatutos por um Decreto Real que dará aos Irmãos Maristas o meio de exercerem a sua importante e difícil função, de maneira legal e muito mais proveitosa.

As autoridades civis e religiosas que conhecem nossa obra e todas as pessoas de influência e devotadas ao bem público nos animaram a fazer esta nova tentativa.

Persuadidos de que V. Excia. gostaria de ter um apanhado sobre nossa sociedade, transcrevemos em anexo a seguinte estatística...



Nota. Ver no livro LETTRES I, p. 308 e seguintes a longa estatística, organizada provavelmente pelo Irmão François. Fornece um apanhado do desenvolvimento da obra de Champagnat, apenas vinte anos após a fundação.
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