Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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160 – Ao senhor ALEXANDRE DELON, vice-prefeito departamental do Loire.


29 de novembro de 1837.

O Padre Champagnat emprega todos os meios de que dispõe para ver se, finalmente, consegue a suspirada autorização legal.

Por que se dirigiu agora ao vice-prefeito do Departamento? O Art. 18 da Lei de 28 de junho de 1833 dizia: “Em cada distrito (arrondissement) de vice-prefeitura será constituído um comitê encarregado de fiscalizar e promover a instrução primária." O vice-prefeito presidia comitês do distrito.

Senhor vice-prefeito,

A bondade com que o senhor me acolheu nas duas vezes em que tive a honra de solicitar-lhe audiência, me anima particularmente a rogar-lhe que consiga do Comitê do Distrito a formulação de um pedido, que será encaminhado ao Ministro. Finalidade: Conseguir dele que faça sancionar a aprovação que o Real Conselho da Instrução Pública houve por bem conceder, modificando os estatutos que nós lhe apresentamos em data de 8 de fevereiro de 1834. Muitas pessoas influentes nos animaram a fazer novas tentativas e nos prometem apoiar com todo prestígio que têm.

Queremos trabalhar em perfeita harmonia com o Governo. Por favor, senhor vice-prefeito, queira auxiliar-nos. Ser-lhe-emos eternamente gratos.


161 – Ao Padre GEORGES METTON, Pároco de Sury-le-Comtal, Loire.


Novembro de 1837.

Já fazia três anos que a escola de Sury-le-Comtal funcionava. Há motivo para se perguntar por que só agora o Padre Champagnat reclama que as salas de aula não estão de acordo com as exigências de nossos prospectos. Talvez, porque os trabalhos de instalação tenham sido mal conduzidos. Confiando no pároco, Champagnat não vistoriou pessoalmente a obra, como era de seu costume, antes de mandar os Irmãos começar as aulas. É preciso dizer, a bem da verdade, que esta não é a primeira vez que a reclamação está sendo feita, nem será a última. (cf. Cartas de no 211 e 267)

Senhor Padre,

Por maior que seja nosso desejo de lhe agradar, não podemos continuar por mais tempo a manter a escola de Sury, se as salas de aula não se adequarem ao nosso método. É exigência do bem dos meninos que nos são confiados, e dela não abriremos mão.

Tal é o parecer de meus confrades e dos Irmãos antigos que também consultei. É também esta a Regra dos modelares Irmãos das Escolas Cristãs: Eles nos deveriam servir de modelo invariável em tudo. Eis o que está escrito no “Conduite”, p. 187, no capítulo sobre a estrutura das salas de aula: “As salas de aula devem ser sempre contíguas: a porta de comunicação deve ser envidraçada. Devem ser previstas aberturas nas paredes ou biombos de separação, a fim de que os professores possam ver-se um ao outro com facilidade, do próprio lugar onde ficam."


162 – Ao senhor HIPPOLYTE PAUL JAYR, prefeito departamental do Loire.


9 de dezembro de 1837.

O Padre Champagnat manda o quadro estatístico da obra marista que está em franco desenvolvimento no Departamento do Loire e vizinhos. Ano após ano as escolas foram sendo fundadas a pedido dos párocos e prefeitos das cidades interessadas em ativar a instrução primária.

Na morte do Padre Champagnat, o Instituto contava 48 escolas, mais a casa de l'Hermitage e vários lugares de Missão na Oceânia.

Senhor Prefeito,

O sabido empenho que o sr. demonstra por tudo o que diz respeito ao bem da sociedade, o incentivo e o apoio que dá a todos os que desejam contribuir para isto, a bondade que lhe granjeou a simpatia de todos e que o torna tão querido no Departamento de que é a glória e felicidade, a benevolência com que nos honrou a nós que desejamos tanto lhe ser agradáveis, só podem inspirar-nos a confiança de que o senhor se dignará acolher favoravelmente o quadro estatístico de uma Sociedade que tem a ousadia de se ufanar de sua proteção e lhe suplica queira aceitá-lo como penhor de lealdade e expressão de agradecimento.

Respeitosamente, de V. Excia. o servo muito humilde e obediente,

Champagnat

163 – Ao Padre FRANÇOIS FLEURY MOINE, Pároco de Perreux, Loire.


12 de dezembro de 1837.

O Padre Champagnat recomenda ao pároco que não sobrecarregue os Irmãos de trabalhos. Já fazia meses que se tratava da instalação dos Irmãos em Perreux. Finalmente, o Padre Fleury escreveu com data de 5 de dezembro: "Padre Superior, seus três Irmãozinhos, Justin, Prosper e Agappe aqui chegaram no dia 14 de novembro. A abertura das aulas foi no dia 21, com Missa, muito entusiasmo e total aprovação dos meus paroquianos. São 150 alunos, só duas aulas."

Continuando, o pároco cheio de ardor apostólico pede ao Padre Champagnat que mande um Irmão possuidor de Diploma (Brevet) para assim poder receber da prefeitura os subsídios que são da alçada do poder público.

Por fim, coloca a escola sob a proteção de Nossa Senhora. O zeloso pároco morreu em março do ano seguinte e três meses após, o nosso Irmão Justino também falecia santamente, com apenas 18 anos! Cf. Biogr. p. 338)

Senhor Pároco,

Recebi com agrado o noticiariozinho que me mandou sobre a instalação de nossos Irmãos na sua paróquia. De todo coração desejo que correspondam plenamente ao seu zelo e ao de seus paroquianos pela educação da juventude que lhes é confiada.

Tenho pena de vê-los carregados de um tão grande número de alunos, em compartimentos tão exíguos. A saúde deles está em jogo; não poderão agüentar por muito tempo neste ambiente. Peço-lhe, por favor, não os acabrunhe deste modo.

Tínhamos combinado que neste ano não receberíamos senão um número reduzido de alunos, porque o espaço não é suficientemente amplo. Portanto, impõe-se fazer uma escolha.Espero que na primeira visita que eu tiver a oportunidade de lhe fazer, encontrarei as modificações em boa ordem, conforme nossos ajustes e que eu não tenha que me arrepender de ter passado por cima de nossos costumes e de lhe ter mandado Irmãos neste ano, apesar dos motivos que tínhamos para diferir o envio dos mesmos.

Quanto à proposta que o senhor me faz de encarregar o terceiro Irmão de uma classe, é coisa que nunca permitiremos. Para abrir uma terceira classe, faz-se mister dispor de mais um Irmão. A exigência é a mesma para as aulas de adultos que funcionam à tarde. Fiquei muito surpreendido, direi até zangado, por ter o Irmão Diretor resolvido abrir mais esta sala de aula, sem nos consultar, sobretudo sabendo quanto lhe custou para se restabelecer da doença que contraiu num estabelecimento onde matriculara um número excessivo de alunos.

Escrevo a ele duas palavras para mandá-lo suspender o funcionamento dessa classe por este ano. Peço-lhe que não faça admoestações ao Irmão por esse motivo. No ano próximo, talvez seja possível a gente se entender a respeito.

Fornecemos a planta da nova construção aos nossos Irmãos que estavam indo para Semur recomendando-lhes que a deixassem na casa do Padre Dubeau, pároco de Roanne. Provavelmente a deixaram extraviar-se mas poderemos mandar-lhe outra imediatamente, caso a primeira esteja perdida.

Já o tinha prevenido que não poderia contar, de imediato, com um Irmão diplomado. Não posso dar-lhe nenhuma informação precisa a respeito dos procedimentos a seguir para que consiga a remuneração de professor, pois lhe falta o requisito principal: Ter um Irmão diplomado.

Queira aceitar os sentimentos de respeito com que tenho a honra de ser, venerável Pároco, seu servo muito humilde e obediente,

Champagnat

N. D. de l'Hermitage, 12 de dezembro de 1837.


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