Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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174 – Ao Irmão FRANÇOIS, em L'Hermitage.


24 de fevereiro de 1838.

O Padre Champagnat não se cansa de colocar os Irmãos de l’Hermitage a par do andamento do processo da autorização.

Logo de início fala do compromisso decenal. O cidadão para ser isentado do serviço militar precisava prometer exercer o cargo de educador das crianças durante dez anos e ter o brevet de professor.

O Irmão Théodore é Benôit BROSSIER, de que falam as Cartas no 154 a 157. Tinha então 23 anos e procurava isentar-se, devido a problemas de saúde. Na família, para onde o Padre Champagnat o mandara respirar os ares da terra, morreu um ano depois, em 1839.

Mais visitas:

a) Ao senhor DELBECQUE, Conselheiro de Estado;

b) Ao senhor JOVIN DESHAYES que fora nomeado prefeito de Saint-Jean-de-Bonnefonds, localidade perto de Saint-Etienne;

c) Ao senhor ARDAILLON, figura difícil de se localizar.

O Padre Chanut que fora a Paris em companhia do Padre Champagnat aborreceu-se de tanto perambular pelas ruas da Capital e já quer voltar para o sossego de l'Hermitage. Foi ele que redigiu, até o dia 5 de março, o diário daquela estadia em Paris. (cf. este diário, à p. 335-354 do I Vol. das Cartas, da autoria do Irmão Paul Sester.)

V.J.M.J.


Paris, 24 de fevereiro de 1838, Rue Du Bac, 120.

Meu caríssimo Irmão,

Acabo de receber sua carta datada do dia 19.

Sem o compromisso, o Reitor da Universidade não quis passar o visto, alegando que já era tarde demais; também não aceitou visar os que eu lhe apresentei. Mas, de minha parte, espero apresentá-los logo que a questão principal tiver sido resolvida. Não sei que resultado vão ter nossas diligências nem como remediar à situação de outro modo. Em todo caso, mande-me o compromisso decenal do Irmão Martin e recomende tudo a Deus com muita insistência.

No que diz respeito ao caso do Irmão Théodore, estando a par da resposta do senhor Ministro, eu já tinha feito alguma tentativa, mas sem nenhum resultado. Disseram-me que seria mais difícil conseguir a isenção dele do que termos a autorização, e que ele poderia pessoalmente tentar conseguir passar à reforma na sua corporação. Que leve todos os documentos e uma carta de recomendação, caso possa consegui-la do capitão de Montbrison ou do General de Saint-Etienne.

Aprovo perfeitamente todas as viagens do bom Irmão Cassien. Que Deus lhe conceda a coragem e a saúde de que necessita para levar a cabo tão boa obra.

O caseiro só tem que ir embora; eu poderei alugar parte do pasto e da terra, se o preço que está pedindo for razoável, mas sua saída deve dar-se sem condições.

Na carta anterior, solicitei sua opinião sobre o preço dos livros dos Irmãos, (das Escolas Cristãs) se é ou não aceitável; queria saber a sua opinião a esse respeito, mas você não me respondeu. Acha necessário eu pedir um certo número de exemplares do “Conduite” deles?Não deve mandar vir outros trabalhadores para talhar o rochedo.

Quanto ao grande problema (conseguir a autorização) quantas tentativas, quantas correrias, quantas visitas, você nem imagina!. Há dois dias que estamos indo de carruagem de cá para lá, a fim de conseguir uma audiência com o Ministro, sem conseguir. Uma vez, é porque não encontramos o senhor Ardaillon, foi ao ministério das finanças. onde o Ministro mandou-o chamar de urgência. Outra vez, é o Ministro que não está. Ó meu Deus, quanto chove-não-molha! Como as coisas não rendem, melhor como levam dinheiro, pois, como pode bem imaginar, é preciso pagar as conduções, até mesmo por minutos.

Em companhia do senhor Ardaillon, acabamos de conversar com o senhor Delbecque. Disse-nos que todos os nossos documentos tinham chegado finalmente e que sexta-feira, (2 de março), passariam a ser examinados pelo Conselho Universitário. Estamos procurando, neste momento, quem compõe o tal Conselho, pois ainda não tínhamos ouvido falar dele. O senhor Jovin Deshayes que se multiplica para nos ajudar, prometeu informar-se e nos trazer notícias a respeito do mesmo. O senhor Delbecque nos disse também que nossa questão estaria resolvida dentro de três semanas. Respondemos: dentro de um mês, já está bom. Quem sabe, ainda vai ter um final feliz? Portanto, tenho um mês de permanência em Paris. O Padre Chanut se prepara para voltar dentro em breve.

Recomende meu falecido irmão às orações da comunidade. Estou sozinho de dez que éramos. Acho que minha vez não esta longe. Que Deus me conceda a graça de me preparar bem, é só o que estou pedindo.

Após todo esse esforço, encontro-me disposto, como nunca estive. Quase não tomo as eaux chaudes. Tenho muito bom apetite.

O Irmão Marie Jubin está fazendo maravilhas. Consegue o máximo. Talvez eu compre uma litografia. Já comprei um belíssimo cibório, faz parte daquilo que tínhamos prometido à Santíssima Virgem. Bem que estará obrigada a nos proteger, a conseguir-nos o que desejamos com toda razão.

Faz algum tempo, chove quase todos os dias aqui. Paris está muito tranqüila. Quanto às questões de política, estou por fora como se estivesse a cem léguas daqui. Estive uma vez na Câmara dos Deputados, e não tenho vontade de voltar.

Padre Chanut me diz de transmitir a todos mil saudações.

Talvez você pense que temos muito dinheiro; está minguando de dia para dia, e não ganhamos nada, como bem pode imaginar. Quando as reservas se tiverem esgotado, pedirei aos senhores Ginot de me emprestarem alguma coisa, que haveremos de restituir.

Deixo todos nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria. Tenho a honra de ser seu dedicado servidor

Champagnat

Minhas saudações amigas muito particulares ao Padre Matricon, ao Padre Besson a cujos santos sacrifícios me recomendo, eu e meu pranteado irmão.

Não preciso lhe dizer quanto me são queridos, todos os Irmãos que citei na carta precedente, apesar de você não me fizer menção de nenhum deles.

Nós dois aqui estamos pagando as missas de Notre Dame de l’Hermitage. Ponha a par os Irmãos Stanislas e Jean Marie.

O Senhor Ardaillon deve chegar aí na terra dele, não deixe de fazer-lhe uma visita e agradecer-lhe tudo o que está fazendo por nós.

Só podemos mesmo é anotar o pedido de St. Ranber. Você não me responde a quase nenhuma das minha perguntas, imagino que não tinha nada de animador a me dizer sobre os meus diversos artigos.

Se o senhor Ginot vier (a Paris) peça-lhe de minha parte que me traga um breviário pars verna, aquele que acabei, com um exemplar de Règle.

Saudações respeitosas ao senhor Pároco de Notre Dame.

Estou esquecendo alguma coisa que eu ainda queria dizer.


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