Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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187 – Ao Padre MICHEL MARIE DUTOUR, Pároco de Amplepuis, Rhône.


11 de maio de 1838.

Esta carta é resposta a uma segunda que o Padre Dutour estava mandando ao Padre Champagnat. (Cf. Carta de no 138).

"Só poderei atender a seu pedido dentro de anos, responde-lhe Champagnat, e mesmo assim só se até lá o senhor não tiver conseguido Irmãos provindos de outra organização."

Dutour não esperou, queria fundar logo uma escola dirigida por religiosos. Recorreu aos Clérigos de Saint-Viateur, fundados pelo Padre Louis QUERBES, pároco de Vourles, no Ródano.

No mesmo ano, começou a funcionar a escola projetada.

Senhor pároco,

Recebi sua carta alguns dias depois de meu regresso de Paris. Sempre tivemos muito interesse pelo estabelecimento de Amplepuis; teríamos muito prazer em dar atendimento de imediato a seus desejos, indo ao encontro de seu zelo verdadeiramente pastoral em favor da educação de seus filhos, mas infelizmente nossa escassez de pessoas não deixa. O que eu posso prometer-lhe é que dentro de dois anos poderemos fornecer-lhe Irmãos, nesta mesma data, a menos que o senhor já não os tenha conseguido alhures.

Rogo aceitar minhas escusas e os protestos de meus sinceros sentimentos de dedicação, com que tenho a honra de ser, digníssimo Pároco, seu servo muito humilde e obediente.


188 – Ao Padre ABEL XAVIER MEGE, Arcipreste em Morestel, Isère.


11 de maio de 1838.

O Padre Mège, Arcipreste de Morestel, recebeu desta vez a mesma resposta negativa que foi dada ao Padre Dutour. Justifica o Padre Champagnat com dois motivos o fato de nem mencionar o prazo que achasse conveniente impor para que finalmente pudesse atender:

- as Missões da Polinésia reclamam novos obreiros;

- as escolas que já estão em funcionamento precisam de reforços e de pessoal de revezamento.

O Padre Abel não desanimou com esta recusa. Veremos que voltará com nova solicitação. (cf. Cartas no 254 e 337)

Notar que o copista usou o início da carta precedente, deixando até Amplepuis quando deveria escrever Morestel.

Senhor Pároco,

Recebi sua carta alguns dias depois de meu regresso de Paris. Sempre tivemos muito interesse pelo estabelecimento de Amplepuis, teríamos muito prazer em dar atendimento de imediato a seus desejos, indo ao encontro do seu zelo verdadeiramente pastoral em favor da educação de seus filhos, mas encontramo-nos na impossibilidade de lhe fornecer Irmãos neste ano. A nossa Missão da Polinésia está a exigir novos operários e nós vamos embarcá-los para lá, de imediato.

Vários de nossos estabelecimentos se ressentem da necessidade de reforços e, mais ainda, temos que abrir uma nova casa de Noviciado. Assim, pois, todos os nossos Irmãos disponíveis vão estar ocupados.

Assim, não poderíamos aumentar o número de nossos estabelecimentos sem correr o grave risco de deixá-los definhar.

Rogo aceitar minhas escusas e os protestos de total dedicação com que tenho a honra de ser, digníssimo Pároco, seu muito humilde e obediente servidor.


189 – Ao Padre JEAN-MARIE MATHIAS DEBELAY, Pároco de Nantua, Ain.


11 de maio de 1838.

No ano anterior, 1837, o bispo de Belley, Dom Alexandre Devie, pedira ao Padre Champagnat três Irmãos, para uma futura escola a ser implantada em Nantua.

Agora é o pároco desta cidade que se dirige ao Padre Champagnat, lembra a promessa anteriormente feita e conta uma série de vantagens - casa bonita, localização esplêndida, etc. - da projetada obra; nada, porém, de bem concreto sobre as condições de manutenção dos Irmãos. Champagnat quer as coisas bem definidas. O pároco vai novamente procurar a intervenção do bispo. (Cf. Carta no 239)

Senhor Pároco,

O empenho que manifesta o senhor bispo de Beley em conseguir um estabelecimento de nossos Irmãos é motivo sério para que nós não descartemos o seu pedido. Mas, para que o projetado estabelecimento prospere e os Irmãos possam competir vantajosamente com os professores particulares, faz-se mister que a escola seja gratuita e que o senhor tenha a aprovação do senhor prefeito do seu Departamento e também das autoridades locais.

Grande número de municípios nos adiantaram estas vantagens em apoio dos pedidos que nos dirigem, e o senhor está de acordo em que nossa Sociedade tenha todo interesse em dar prioridade aos estabelecimentos desta natureza.

Mais duas palavrinhas que o senhor mandasse nos ajudariam a tomar um conhecimento mais completo do estado de coisas e nos possibilitaria dar-lhe uma resposta mais precisa com relação à época em que poderemos mandar os irmãos.

Queira aceitar minhas respeitosas homenagens e a certeza de total dedicação com o qual tenho a honra de ser, senhor Pároco, seu servo muito humilde e obediente.

Champagnat, sup.

190 – Aos Administadores de Asilos de Saint-Etienne, Loire.


maio de 1838.

A carta é de maio de 1838, não sabemos de que dia. Desde algum tempo o Padre Champagnat tinha ficado a par do projeto dos Administradores de Asilos.

Quem eram eles? - Thiollière, Deshayes, Bertholet, Balley, esclarece o Irmão Avit, nos seus Anais, à p. 249.

E qual o projeto que acalentavam? - Pensavam em confiar o Instituto de Surdos-Mudos aos discípulos de Champagnat.

Magnífica idéia, pensou este, e prometeu ir visitar aquela benemérita instituição.

Mais tarde, ficamos sabendo que os Irmãos das Escolas Cristãs assumiram a obra em 1845.

Prezados Senhores,

Faz tempo que estamos imaginando os meios de prestarmos serviços aos meninos dos Asilos de Caridade.

Com estas disposições, apressamo-nos em acolher a oferta que nos estão fazendo de irmos em socorro desses meninos. Se não sofrerem transtornos os nossos regulamentos, poderemos contribuir para melhorar a condição de vida dos meninos dos quais vocês nos falam. Faremos isto com muito prazer.

Assim que tiver um momento disponível, irei a Saint-Etienne para acertar com os senhores as medidas que precisam ser tomadas.

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