Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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2 – Ao Padre JEAN-CLAUDE COURVEILLE.


final de setembro de 1826.

O padre Champagnat se fizera sócio do Padre Jean-Claude Courveille para a compra das propriedades de La Valla e de l'Hermitage.

Courveille retirou-se de l'Hermitage pouco depois do restabelecimento do Padre Champagnat, em 1825. (cf. Vida do P. Champagnat, Edição do Bicent. Cap. XIV)

O Padre Champagnat viu-se na contingência de marcar um encontro com ele, para um acerto de contas. Na resposta o próprio Courveille marcou o encontro para 4 ou 5 de outubro de 1825. Não convinha que a entrevista se desse em l'Hermitage, pois o Padre Terraillon não admitia sob nenhum pretexto ver de novo Courveille na própria casa onde fora protagonista de fatos lamentáveis.

Mais condescendente, o Padre Champagnat avisa que o Padre Terraillon já não está em l'Hermitage; portanto, aceitará receber Courveille em l'Hermitage, se os Senhores Vigários Gerais não se opuserem. É o que dá a entender o rascunho que ficou incompleto.

Depois, pensando melhor, Champagnat se lembra que tem uma viagem programada para Grenoble e que ele mesmo poderá ir ao encontro do destinatário.

Meu caro Padre Courveille,

Desejaria muito que você viesse aqui ou marcasse um lugar onde pudéssemos conversar. Não estando o Padre Terraillon em l'Hermitage, caso também os Senhores Vigários gerais não tenham proibido (que você apareça em l’Hermitage), eu não.

Como devo fazer uma viagem a Grenoble, a fim de ter uma entrevista com o senhor Bispo.


3 – Ao Padre PHILIBERT GARDETTE, Superior do Seminário Maior de Lião.


maio de 1827.

Esta carta é um rascunho. Não sabemos se foi mandada, pois o Irmão Jean-Baptiste diz que o Padre Champagnat foi conversar com o Padre Gardette para lhe expor a situação em que se encontrava.

Após a saída de Courveille e Terraillon, o Padre Champagnat ficou sendo o único sacerdote, na casa de l'Hermitage. Como precisava ausentar-se freqüentemente para visitar as escolas, a fim de completar a formação dos Irmãos, a casa de L'Hermitage necessitava de um ou dois Padres residentes, que assegurassem o atendimento espiritual dos Irmãos.

Pouco depois, ficou destacado para este fim o Padre Séon.

Senhor Superior,

A grande confiança que tenho em V. Revma

É sempre junto à V. Revma. que venho buscar

Com muita confiança venho buscar junto à V. Revma. conselho e consolo em meus aborrecimentos. Estou completamente sozinho, como certamente já sabe. De qualquer modo que eu procure me virar, é-me impossível atender a tudo. Necessito absolutamente visitar nossos estabelecimentos, a fim de me certificar de que maneira anda cada casa; ter informações dos párocos se nossos Irmãos procedem corretamente, se não travam relações perigosas. Isto tudo me é impossível se não tenho alguém que colabore comigo.

Somos aproximadamente oitenta; temos em nossas escolas atualmente pelo menos dois mil alunos, parece-me que isto mereceria alguma consideração.

Se é importante, no que todos estão de acordo, que os jovens sejam bem formados em religião, importante também é que os seus formadores sejam não somente bem formados, mas que além disto não fiquem abandonados a si próprios, uma vez enviados.

Ninguém melhor do que eu sabe de minhas preocupações. Para enumerá-las, não sei nem por onde começar. Além do mais, o receio de o estar incomodando faz com que nem mesmo vou dizer-lhe que só as minhas dívidas me tomariam todo o tempo.

Termino pedindo-lhe de não me esquecer em suas orações, porque mais do que nunca verifico a verdade daquele dito do profeta: Nisi Dominus aedificaverit domum in vanum laboraverunt qui. (Se o Senhor não constrói a casa, em vão trabalharão seus construtores!)

Receba, prezado Superior, a afirmação da perfeita confiança com a qual tenho


4 - A um Vigário Geral de Lião.


maio de 1827.

Como na carta precedente, o Padre Champagnat não formula expressamente pedido algum de Padre para auxiliar no serviço religioso da casa de l’Hermitage, além de outras incumbências igualmente importantes.

Os noviços e os Irmãos encarregados dos diversos trabalhos de manutenção da casa não podiam fazer, por exemplo, a contabilidade.

Os dizeres da carta indicam claramente quais eram as intenções do Fundador.

Senhor Vigário Geral,

O triste problema do Padre Courveille e a saída do Padre Terraillon me colocam em situação melindrosa perante a opinião pública, visto que as pessoas falam sempre sem conhecimento de causa. Todos esses contratempos me causam desgosto, é verdade, mas não me surpreendem. Bem que eu estava pensando e mesmo dizendo que não tínhamos chegado ao fim das provações. Estou até persuadido que a Divina Providência nos reserva outras provações mais. Contanto, porém que Deus não me abandone, ouso dizer: Bendito seja seu santo Nome! Nada temo.

Estou sozinho; apesar do que, não desanimo, pois sei quanto Deus é poderoso e como suas veredas permanecem ocultas mesmo aos mais clarividentes. Muitas vezes Ele atinge o seu objetivo na hora que nos parece estar longe.

Mantenho sempre a firme convicção de que Deus quer esta obra, nesta época em que a incredulidade avança espantosamente; porém, talvez queira Ele servir-se de outras pessoas para estabelecê-la. Bendito seja o Seu santo Nome, quero mais do que nunca cumprir sua Santa Vontade, logo que eu souber qual é.

Venho com simplicidade expor-lhe minha situação e, segundo o que julgar útil à glória de Deus, queira V. Revma. tomar as devidas providências. Depois de pô-lo a par de tudo, aconteça o que acontecer, descansarei em Deus e em sua Mãe Santíssima, e bendirei os seus santos Nomes!

A minha estimativa é que, nas férias, seremos mais de oitenta, tendo em vista o grande número que já somos e o grande número de postulantes. Precisaria visitar nossos estabelecimentos pelo menos cada dois meses, para verificar se tudo anda bem, se algum de nossos Irmãos não está mantendo relações perigosas, a fim de remediar desde o princípio; inteirar-me também da limpeza, da observância do regulamento, do progresso dos alunos, sobretudo na piedade; saber, em suma, se os Irmãos não estão perdendo o espírito do seu estado.

Para não aborrecê-lo, não farei menção das contas a manter em dia, da correspondência a expedir, das dívidas a pagar ou remanejar, enfim de tudo o que diz respeito à parte espiritual e material da casa.

Temos atualmente dois mil alunos em nossas escolas. Só isto, parece-me, bastaria para merecer alguma consideração. Formar bem os jovens

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