Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



Baixar 1.34 Mb.
Página72/108
Encontro18.07.2016
Tamanho1.34 Mb.
1   ...   68   69   70   71   72   73   74   75   ...   108

203 – Ao Padre GASPARD GRASSET, superior do Seminário Maior de Montpellier, Hérault.


Vimos na carta de número 199 que o Padre Grasset escrevera ao Padre Champagnat, quando ele se achava em Paris. O Irmão François respondeu e pediu ao Padre Grasset que esperasse a volta de Champagnat.

Certamente a presente resposta se refere a um segundo pedido de fundação de um noviciado. onde? Em Montpellier mesmo? Mas, os Irmãos das Escolas Cristãs já se fixaram lá faz muito tempo. Não sabemos por que razão se faria apelo aos Maristas. O que sabemos, diz o Irmão Paul Sester, é que este projeto não foi adiante.

Senhor Padre,

Um noviciado de nossa Sociedade em Montpellier é obra que me agradaria, mas como vejo que não temos, por agora, os meios de erigi-lo, creio que o senhor faria bem de se dirigir à Congregação que se oferece em tão boa hora para ir em auxílio de suas santas aspirações. O senhor será prontamente atendido e o bem se fará mais cedo.

Por nossa parte, vamos bendizer a Deus junto com V. Revma. Tudo o que nós queremos é que o bem se faça seja por quem for. Mas, se nesta ocasião, nós não podemos tornar efetivo o desejo sincero que temos de servi-lo, pode estar ciente que aproveitaremos diligentemente da primeira oportunidade que V. Revma. nos proporcionar.

Tenho a honra de ser com respeito, senhor Padre, seu muito humilde e obediente servidor.

204 – Ao Irmão VICTOR, em Viriville, Isère.


12 de agosto de 1838.

O Irmão Victor solicita ao Padre Champagnat licença para ir passar oito dias de férias na família, antes do retiro.

Quanto à idéia de que fala Champagnat de estabelecer um noviciado ou um juvenato que fosse, em Viriville, nenhuma outra menção se fez daí por diante.

Os Irmãos estiveram durante muito tempo mal alojados naquela escola; pior ainda, faltou até o pagamento que tinham combinado (cf. Carta no 39) e o Padre Champagnat se viu obrigado a fazer ameaças.

V.J.M.J.


Notre Dame de l'Hermitage, 12 de agosto de 1838.

Meu caríssimo Irmão Victor,

Dou-lhe permissão de ir a Saint Just, caso você não possa deixar esta viagem para mais tarde. Você poderia partir uma semana antes das férias, a fim de poder vir para o retiro juntamente com os demais Irmãos. Como você sabe, o retiro começa logo que chegarem.

Agradeço ao pároco por tudo quanto faz por você. Quanto a nós, não esqueceremos o estabelecimento de Viriville. Estamos até pensando em estabelecer aí nosso noviciado preparatório. Estamos muito satisfeitos com os noviços que recebemos de Viriville. Para esta fundação nós nos entenderemos com o senhor bispo de Grenoble e com o senhor pároco. Transmita-lhes mil saudações de minha parte.

Nossas negociações em Paris ainda não terminaram, mas nutro esperanças bem fundadas.

Adeus, meu caro amigo, eu amo todos vocês, bem o sabem, nos Sagrados Corações...

Champagnat

205 – Ao Irmão THÉODORET, em Ampuis, Rhône.


12 de agosto de 1838.

O sobrinho do Padre Champagnat de que se faz menção logo na primeira linha desta carta é o Irmão Théodoret (Jean-Baptiste Guilherme Champagnat), que está exercendo seu apostolado em Ampuis.

É um dos filhos de Jean Barthélemy e de Marie Clermondon. Já noticiamos a respeito do outro, François Régis, falecido em l'Hermitage, aos 58 anos (cf. Carta no 197), tendo prestado mais de trinta anos de apostolado às escolas católicas de Dozieu, Ambierle, Terrenoire, Lay e Tarentaise.

Quanto ao Irmão Théodoret, não pôde prosseguir seu projeto de vida marista, talvez por razões de saúde, e também para cuidar da mãe quando ficou viúva, como vimos na carta de no 180. Teve a graça de uma santa morte em 1849, com apenas 29 anos.

V.J.M.J.


Notre Dame de l'Hermitage, 12 de agosto de 1838.

Meu querido sobrinho,

Dou autorização ao Irmão Policarpe de comprar para você aquilo que for necessário. Seu irmão menor está na Grange-Payre, muito satisfeito. Jean Pierre está melhor. Vão igualmente bem seus demais parentes.

Você está contente em sua vocação, por isso bendigo a Deus. Cumpra exatamente seus deveres para com Deus e para com o próximo e andará sempre contente. Por minha parte, só terei que dar graças a Deus e manifestar a você minha satisfação.

Adeus, meu caro amigo, não duvide de minha afeição para com você. Saudações afetuosas ao seu Diretor, pessoa que também amo muito.

Todo seu, nos Sagrados Corações,

Champagnat

206 – Ao Padre CLAUDE MERLIN, Pároco de Saint-Geoire, Isère.


10-13 de agosto de 1838.

Em 1836 o Padre Merlin tinha pedido Irmãos para a sua paróquia, mas não marcara nitidamente as condições em que se dispunha a equipar a escola. O Padre Champagnat queria que tudo fosse muito bem especificado. O projeto foi adiado.

Depois de dois anos de intervalo, foi preciso ainda que o Padre Champagnat fizesse ao bom padre uma série de ponderações relativas à fundação de uma boa escola.

Ainda desta vez, Saint-Geoire não foi atendida, apesar de estar em primeiro lugar entre as quatro escolas inscritas, situadas na diocese de Grenoble. (cf. Carta no 207)

Em 1842, já no governo do Irmão François, volta o persistente pároco, dizendo: "Pela terceira vez."

Graças à liberalidade do Barão de Franclieu, quatro Irmãos puderam habitar uma casa construída para eles. Escola gratuita, que iniciou sob a orientação dos Irmãos em novembro de 1843. Só bem mais tarde, em 1873, é que foi autorizada a receber alunos internos.

As lutas pela laicização do ensino na França fizeram com que os Irmãos abandonassem a escola de Saint-Geoire em 1883.

Senhor Pároco,

Tínhamos quase perdido de vista o pedido que o senhor nos fizera, há mais de dois anos, quando sua carta veio relembrá-lo. Antes de marcar a época em que poderemos mandar-lhe Irmãos, gostaria de saber em que condições o senhor quer que funcione o estabelecimento.

O senhor disporia de reservas para pagar o vencimento dos Irmãos ou pensa consegui-las através das mensalidades dos alunos?

Quando as escolas são gratuitas, sempre funcionam melhor e a formação é feita com mais facilidade. Portanto, para nosso interesse preferimos as escolas que nos oferecem estas vantagens. Por ora, temos ofertas dessas escolas em maior quantidade do que as que podemos manter; contudo, como estamos muito empenhados em favorecer a diocese de Grenoble, estamos dispostos a fazer todos os esforços para atender a seu pedido o mais cedo possível, se os recursos de que dispõe nos derem bastante segurança para podermos ir fazer o bem na sua região. É este o nosso único desejo.

Segundo um arranjo que temos que acertar com o seu digno Bispo, é possível que o senhor seja servido sem demora, contanto que tudo esteja pronto. Em todo caso, senhor Pároco, pode acreditar que faremos tudo o que nos for possível para ir ao encontro de seus anseios e auxiliar o seu zelo pela instrução dos meninos em sua paróquia.

Aguardando as informações que lhe estamos pedindo, tenho a honra de ser, senhor Pároco...

1   ...   68   69   70   71   72   73   74   75   ...   108


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal