Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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207 - A Dom PHILIBERT BRUILLARD, bispo de Grenoble, Isère.


13 de agosto de 1838.

O bispo de Grenoble escreveu ao Padre Champagnat e lhe fez um pedido de Irmãos para Saint-Lattier ou para outra localidade, Crolles. São duas paróquias bem mais populosas que Saint Geoire.

Em resposta ao senhor bispo, o Padre Champagnat faz notar que a cidadezinha de Saint- Geoire está esperando há mais tempo e que, sendo menor e mais carente, " a população oferece campo para fazermos um bem maior, contudo.”

E assim, Saint-Lattier passou à frente, fundada que foi em outubro de 1840 (cf. Carta no 256).

Excia. Revma.,

Faz apenas alguns dias, o Ministério da Instrução Pública nos pediu três Irmãos para a cidade de Saint-Pol (Pas-de-Calais). Fomos obrigados a atender. Além disso, em atenção ao honroso pedido de V. Excia., examinamos detidamente se não seria possível prometer-lhe Irmãos por ocasião da Festa de Todos os Santos deste ano.

Relendo a carta do senhor pároco de Saint-Jean-de-Lattier, vimos que ele só pede para Todos os Santos de 1839. Ele nos diz o seguinte: "Para a próxima Festa de Todos os Santos, creio que será impossível termos os Irmãos, porque o senhor tem muitos pedidos. Por outra, o interior de nossa casa não estaria completamente pronto nesta época, mas gostaríamos de ter garantia, desde já, para o dia primeiro de outubro de 1839."

Seguindo a recomendação de V. Excia., inscrevemos logo Crolles em nossa agenda.

O pároco de Saint-Geoire acaba de escrever-nos pedindo em favor da paróquia dele cuja população nos oferece campo para fazermos um bem maior. Contudo, submetemos este pedido à sua apreciação, senhor Bispo. Se for de seu agrado, tomaremos todas as providências para colocá-lo em execução, logo que as condições forem cumpridas pelo senhor pároco.

Nosso estabelecimento de La Côte continua sofrendo dificuldades. Receio que tenhamos que romper com o excelente Padre Douillet, a quem muito estimo e que me é muito caro. Em todo caso, os Irmãos que temos em La Côte estarão sempre à disposição de V. Excia.

Digne-se aceitar os sentimentos plenos de estima e de respeito, com que tenho a honra de ser, de Vossa Excelência, servo muito humilde e obediente,

Champagnat

208 - A Dom BÉNIGNE TROUSSET D'HÉRICOURT, bispo de Autum, Saône-et-Loire.


20 de agosto de 1838.

Dom Bénigne já tinha conseguido, em 1836, uma escola para Semur, dentro de sua diocese. (cf. Carta no 112). Quando pediu mais uma escola para outra localidade, o Padre Champagnat respondeu que estava à disposição da autoridade eclesiástica, sempre que pudesse atender com Irmãos bem formados. Foi naquela ocasião que pronunciou a famosa frase: TODAS AS DIOCESES DO MUNDO ENTRAM EM NOSSOS PLANOS.

Em setembro deste ano de 1838, Dom Bénigne volta outra vez suas vistas para l'Hermitage e noticia ao Padre Champagnat: "Comprei das mãos do Marechal Vauban o castelo. O senhor pode instalar aí um noviciado de Irmãos. Deixo-o inteiramente a seu dispor."

Parece que a carta abaixo transcrita é resposta a esta última. Dizemos "parece", porque as datas não coincidem. Também não há referência ao famoso castelo de Vauban que está sendo oferecido. Pode também ter havido engano de datas por parte dos secretários; sabemos também das reticências do Padre Champagnat ao convite de instalar os Irmãozinhos de Maria num castelo.

Excia. Revma.,

Sinto muito realmente não poder corresponder ao zelo de V. Excia. pela instrução dos diocesanos pelo atendimento do honroso pedido que nos faz.

Deixamos de atender, nos arredores de nossa casa, ao pedido de várias escolas com fonte de pagamento garantida, o que para nós garante um bom desempenho. A mesma falta de gente nos obriga ainda a adiar a ereção de um noviciado no Sul da França, para cujo funcionamento só forneceríamos o pessoal. Esse noviciado não formaria senão um todo com o que dirigimos na Diocese de Lião. Se pudéssemos gostaríamos muito de contribuir para a boa obra que V. Excia. pensa implantar em sua diocese.

Digne-se V. Excia. aceitar de bom agrado os meus votos de feliz êxito na gestão dessa obra, votos esses que formulo com toda a sinceridade de minha alma.

Digne-se receber meus protestos do profundo respeito, com que tenho a honra de ser, de Vossa Excelência, servo muito humilde e obediente,

Champagnat

209 – Ao Senhor VICTOR DUGAS, Saint-Chamond, Loire.


21 de agosto de 1838.

O Padre Champagnat acaba de receber do deputado Lachèze a notícia de que o processo pode ainda sofrer outro atraso.

Para prevenir mais este contratempo, pede ao amigo Dugas que escreva ao mano. Qual deles, não sabemos, pois são dois. Também ficamos a nos perguntar quais os termos da intervenção que o mano deverá usar junto ao Ministro para que este faça correr normalmente o processo. Como eram muito amigos Champagnat e Victor, só eles é que sabiam destes pormenores, dos quais não nos deixaram informações.

Montbrison, 21 de agosto de 1838.

Prezado Senhor,

Cheguei ontem em Montbrison e me encontrei com o senhor Lachèze, que me disse que nossos papéis foram mandados de volta ao Conselho Geral respectivo do Loire e do Rhône e que esperava o parecer deles.

O senhor deputado Durosier, encarregado de lavrar este parecer, para o conselho geral, me disse que só podia deixar o trabalho pronto para amanhã e que então eu teria que esperar para saber do resultado.

Aguardando este documento, peço ao senhor de me fazer o favor de escrever a seu irmão, do mesmo modo como teve a gentileza de escrever ao senhor Lachèze. Como poderei um dia testemunhar-lhe meu agradecimento por sua gentileza?.

Que Jesus e Maria atendam aos meus desejos e nada faltará para que o senhor seja feliz nesta vida e na outra.

Queira receber meus protestos de total dedicação com que, Senhor, tenho a honra de ser, com respeito, seu humilde servidor,

Champagnat
P.S. Meu profundo respeito a toda sua singular família.

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