Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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214 – Ao Padre LEONARD GAZEL, Pároco do Chambon-Feugerolles, Loire.


21 de setembro de 1838.

Pela resposta do Padre Champagnat ao pároco do Chambon-Feugerolles, vemos que o pedido dele chegou em época inoportuna. Nenhum aviso, durante o ano, chegou a l'Hermitage solicitando a fundação. De modo que, não foi feita visita ao local, não se tomou conhecimento das condições que seriam oferecidas, embora fosse tão perto de l'Hermitage.

A dificuldade maior está em que o pedido chegou às mãos do Padre Champagnat nos dias muito próximos das férias e do retiro espiritual dos Irmãos, tempo em que ele não podia absolutamente ausentar-se.

As negociações tiveram curso mais tarde. (cf. Carta no 245), mas a fundação no Chambon-Feugerolles só ocorreu em 1852.

Senhor Pároco,

Não poderei ir a Chambon na semana que vem, pois nossas férias começam no dia 26 do corrente, e a reunião dos Irmãos me traz uma multidão de questões que estarão a exigir minha presença em l'Hermitage. Ademais, como o senhor nada nos escreveu durante o correr do ano, não estávamos contando mais com sua escola, pensando que o senhor tivesse conseguido Irmãos de outra fonte. Apesar de que teríamos prazer em servi-lo, não nos será possível mandar-lhe Irmãos na próxima Festa de Todos os Santos.

Creia-me, senhor Pároco, é para mim realmente constrangedor não poder efetivamente dar-lhe provas desta minha vontade sincera de ser-lhe agradável. Estou disposto a fazer todos os esforços para corresponder a seus bons desejos logo que for possível.

Queira aceitar os sentimentos de respeito com que tenho a honra de ser, senhor Pároco, seu servo muito humilde e obediente,

Champagnat


215 - Ao Padre FERREOL DOUILLET, La Côte-Saint-André, Isère


outubro de 1838.

Depois de propor ao Padre Champagnat um contrato de arrendamento inteiramente favorável a seus próprios interesses, o Padre Douillet aventou outra proposta.

Tendo sido inteiramente rejeitada a primeira, porque feita em condições inaceitáveis, o Padre Douillet a substituiu por outra: A de passar todo o seu patrimônio, para os Maristas, na pessoa do Padre Champagnat.

Este, juntamente com os Padres de l'Hermitage e os Irmãos mais experientes, examinou todas as condições do legado a lhe ser feito. Desfavorável. Então expôs, na carta abaixo transcrita, os motivos pelos quais recusava.

Reverendo,

Não tomei sozinho a determinação que lhe dou a conhecer, referente ao nosso estabelecimento de La Côte. Depois de ter recomendado o assunto às orações de todos os Irmãos e celebrado a santa Missa na mesma intenção, consultei meus confrades e nossos Irmãos. Todos são de parecer que só continuamos na direção da escola de La Côte, nas condições em que foi fundada e que são aceitas todas as demais, em outros lugares.

Não fazemos nenhuma questão de nos tornar proprietários nos municípios onde mandamos trabalhar nossos irmãos. Seria um encargo que emperraria por demais a administração e nos atrairia muitos invejosos.

Os impostos, consertos e melhorias nos obrigariam a gastos consideráveis. Edifícios não nos faltam, oferecem-nos por toda parte e para os quais não temos que dispender nenhum vintém.

O senhor não pode nos fazer esta doação sem condições, pois que a recebeu de várias pessoas com a condição de a deixar toda para a cidade de La Côte, a serviço da educação dos meninos. Portanto, não faça testamento a meu favor; eu o rescindiria, a menos que o senhor se comprometesse a pagar todos os gastos.

Esteja certo, senhor Padre Douillet, que eu não quero forçá-lo a fazer da escola uma doação a nosso favor. Deixo a seu espírito de equidade nos dar aquilo que o senhor pensa que nos deve. Custa-me muito ter que dizer-lhe que não posso fazer de outro modo. Talvez o senhor possa combinar, alguma coisa, com o Pároco de La Côte, caso o senhor Bispo não queira assumir a responsabilidade do imóvel.

Queira receber a confirmação dos sentimentos plenos de estima, com que, meu caro confrade, tenho a honra de ser seu nui humilde servidor.

Champagnat

216 – Ao Padre GEORGES METTON, Pároco de Sury-le-Comtal, Loire.


31 de outubro de 1838.

O Irmã Avit, nos seus Anais, diz que o pároco de Sury queria que os Irmãos Maristas fossem subdiáconos, dirigentes de coro e até mesmo sacristães, o que era contrário às normas dos Irmãos.

O Padre Champagnat expõe as condições em que os Irmãos devem ser pagos, retoma as observações anteriormente feitas (cf. Cartas no 161 e 211) a respeito das melhorias a executar no prédio e as contribuições dos alunos. Não deixa nada para trás, se bem que no caso de Sury, já se tivessem passado três anos, ocasião em que fora feita a visita e dadas as instruções para a correta execução das obras das escola. Mas, como os trabalhos não foram devidamente acompanhados, instalações há que ainda deixam a desejar.

O Padre Champagnat não quer retirar os Irmãos. Quer apenas que tenham melhores condições para desempenhar suas funções.

Senhor Pároco,

Estou muito contrariado por lhe causarmos tantos aborrecimentos. É desejo sincero nosso, sem prejudicar nossa Sociedade, conceder-lhe tudo aquilo que puder proporcionar-lhe alguma vantagem.

As razões que nos levaram a inserir em nosso regulamento o artigo que proíbe a nossos Irmãos desempenharem qualquer função eclesiástica se reavivaram na deserção de dois de nossos Irmãos, que apesar dos compromissos assumidos, estar fazendo estudos para o sacerdócio. Não leve a mal que não autorizemos esta infração à nossa regra.

Desejamos saber o mais cedo possível:

1o) Se há esperança de conseguir as melhorias que apontamos e que julgamos necessárias para que nossos Irmãos possam continuar aplicando, em Sury, o método de ensino e de vigilância que nos é próprio. Quando poderão ser executadas essas melhorias?

2o) Vão ser pagos os atrasados do primeiro ano e os deste ano? E quando?

3o) Os meninos que não pertencem ao município serão obrigados a contribuir em benefício de sua escola ou em benefício dos Irmãos, como é de praxe em outros lugares?

4o) Estão precisando de mais um Irmão? Serão então quatro.

Concedemos a Sury o que concedemos a todos os nossos estabelecimentos, a saber: quando um Irmão a mais for necessário por causa de um internato ou externato, independente da administração municipal que conseguiu uma escola junto à nossa instituição, esse Irmão será fornecido pela Sociedade sem que o município tenha que contribuir para a manutenção do mesmo.

Se essas condições não convêm a V. Sª, nós lhe seríamos gratos se no-lo dissesse, senão estaríamos obrigados a recomeçar todo ano.

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Champagnat

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