Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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220 – Ao Padre PIERRE MARIE LAFAY, Pároco de Firminy, Loire.


outubro de 1838.

Naquele tempo, as coisas não andavam muito melhor do que hoje não. O dinheiro era escasso para vários setores da atividade humana, como por exemplo, para a educação. Vários estabelecimentos atrasaram seu compromisso de pagar o salário aos Irmãos. Firminy foi um deles.

O Padre Champagnat ameaça de não mandar os Irmãos de volta para iniciar novo ano letivo, em novembro próximo.

O Padre Lafay se vê em apuros e, por duas vezes, suplica o Padre Champagnat que tenha paciência por mais um pouco de tempo. O prazo foi concedido e os quatro Irmãos continuaram seu apostolado em Firminy.

Senhor Padre,

Vários de nossos estabelecimentos estão em atraso, seja quanto ao mobiliário, seja quanto ao pagamento anual. Por isso, vemo-nos na necessidade de atrasar o regresso dos Irmãos que se destinam a trabalhar nessas escolas, até o preenchimento das condições constantes de nossos prospectos.

Estou contrariado por ver incluído nesta categoria o estabelecimento de Firminy, mas o senhor mesmo está sabendo que o mobiliário foi fornecido só pela metade e que a remuneração, deste ano letivo, não foi paga integralmente.

Nossas exigências são tão pequenas que eu não poderia reduzi-las, por mais que quisesse cooperar com o senhor para a boa instrução dos meninos da paróquia. Em vista disto, espero de sua parte notícias explicativas, ou pelo menos uma promessa firme de que os atrasados serão pagos seguramente, se o senhor não puder realizá-lo já, antes da volta dos Irmãos a sua escola.

Se eu puder desenvencilhar-me de minhas múltiplas ocupações, tratarei de ir pessoalmente acertar tudo com o senhor, mas as dificuldades das colocações dos Irmãos me impedem de ausentar-me nem que seja por momentos.

Queira aceitar os protestos de total devotamento, com que tenho a honra de ser...

221 - Ao senhor GERMAIN JOSEPH DELEBECQUE, deputado de Béthune, Secretário Geral do Ministério da Instrução Pública, Paris.


outubro de 1838.

Sob a influência do senhor Delebecque, o Ministério da Instrução Pública pediu ao Padre Champagnat a abertura de uma escola em Saint-Pol (Pas-de-Calais). Foi sem dúvida um ato inconseqüente, pelo menos por parte do senhor Ministro Salvandy e dos que não queriam conceder a autorização dos Irmãos. Mas, o deputado Delebecque era favorável à concessão.

É a ele que o Padre Champagnat se dirige para agradecer por ter usado seu crédito junto às autoridades superiores, no sentido de concluir definitivamente o processo da autorização legal que já vinha se arrastando por tempo demasiado longo.

Prezado Senhor,

De acordo com a sua carta de 18 de maio de 1838, tenho o prazer de mandar para Saint-Pol, os Irmãos que o senhor me fez a honra de solicitar. Partiram felizes por se destinarem a ir trabalhar à sombra de sua influência poderosa e para lá se dirigiram alegremente, apesar de se estabelecerem a uma distância considerável da casa principal. Pelo zelo e dedicação com que trabalharem, poderão dar-lhe uma prova do desejo sincero que anima toda a Sociedade de cooperar com todas as forças para agir em sintonia com o amor que tem o senhor pela França como um todo.

Espero que o Irmão Diretor, ao passar por Paris, terá a ocasião de lhe prestar a homenagem de seu acatamento, juntamente com a expressão dos votos e disponibilidade de toda a nossa Sociedade.

Por intermédio do Irmão Diretor, a nossa Sociedade renova suas humildes súplicas pela obtenção do Decreto Real que se destina a regularizar sua existência e a colocá-la em condições de fazer um bem maior.

Sua bondade, unida a seu crédito todo-poderoso, nos garante que podemos esperar, para muito breve, um resultado auspicioso.

Pode acreditar, prezado senhor, nada poderá igualar o agradecimento de todos os filhos de Maria por um tão assinalado benefício. Considerar-se-ão todos para sempre obrigados, perante Deus e perante os homens, a engrandecer o seu nome por toda a parte e implorar sobre sua pessoa, através de orações e votos, toda sorte de prosperidade.

Na espera de um benefício tão insigne, tenho a honra de ser, com os sentimentos do mais profundo respeito, Senhor Deputado, seu servo muito humilde e obediente,

Champagnat

222 - Ao Padre FRANÇOIS ROBITAILLE, Pároco Decano de Saint-Pol-sur-Ternoise, Pas-de-Calais.


outubro de 1838.

O Padre Champagnat manda ao Padre Francisco a conta dos gastos de fundação e também a das viagens, por se tratar de longa distância. Para trajetos curtos, não costumava mandar cobrar, tanto mais que eram vencidos muitas vezes a pé

Por ocasião de mais esta correspondência, Champagnat lembra ao pároco de interceder, também ele, pela suspirada autorização, tendo em mente o pensamento seguinte: Agora que o próprio pessoal do Ministério está pedindo a fundação dessa escola, em lugar tão importante (Saint-Pol contava perto de quatro mil habitantes), não teria lógica protelar por mais tempo a concessão da autorização legal.

Esta carta deve ter sido levada pessoalmente pelo Irmão João Batista, primeiro Diretor de Saint-Pol.

Reverendo Decano,

Penso que minha carta do dia 28 ou 29 de setembro cruzou no caminho com a de V. Revma., escrita no dia 4 de outubro, e que estou recebendo agora. Então, para remediar, no caso em que se tenha extraviado, mando-lhe novamente o que nela escrevi.

Nossos Irmãos chegarão em Saint-Pol por volta da Festa de Todos os Santos. Eles vão ficar bem distantes da casa mãe, mas cheios de confiança no Senhor que os chama para aí, certos da proteção de V. Revma. e dos seus conselhos, irão alegres. O senhor será para eles sustentáculo e pai.

Fiquei encantado com as disposições amigas dos habitantes. Assim como o senhor, eu também espero que Deus abençoará este estabelecimento e que tudo irá de bem para melhor.

Na minha última carta, de acordo com suas intenções, eu lhe pedia em que época e quem vai pagar a letra de câmbio para cobrir os gastos da viagem e da fundação, que costumam ser pagos de antemão. Vai aqui outra vez a conta especificada:

1o) Viagem a Saint-Pol, final de julho 55

2o) Gastos de fundação. 1.200

3o) Viagem dos Irmãos. 293

Total l.548

Senhor Decano, o interesse que o senhor Delebecque demonstra pelo estabelecimento dos Irmãos em Saint-Pol, me permite esperar que ele continue a nos favorecer na obtenção da autorização que estou solicitando. Quando o senhor tiver ocasião de entrevistá-lo, tenha a bondade de lembrar a ele mais uma vez a nossa expectativa. Será para mim um motivo a mais para ser, com respeito e devotamento, senhor Decano, seu servo muito humilde e obediente,

Champagnat


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