Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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223 - Ao senhor BARJET, proprietário em Cornas, Ardèche.


outubro de 1838.

Em termos diplomáticos responde perentoriamente que não pode atender à fundação senão daqui a alguns anos.

Prezado Senhor,

É digno de muito elogio o zelo que o anima a fundar uma escola cristã. Tenho a vontade sincera de colaborar com o senhor para a boa instrução dos meninos da paróquia. Fico-lhe gratíssimo pela confiança com que honra a nossa Sociedade mas, em vista dos numerosos pedidos anteriores ao seu, é-me impossível, por alguns anos, atender a seu grato pedido.

Queira aceitar a certeza da consideração com que tenho a honra de ser, senhor,...


224 - Ao Padre CÉSAR CHARBONNIER, Pároco de Grignan, Drôme.


1º de novembro de 1838.

Nesta carta, Champagnat, ao contrário da Carta no 223, toma nota do pedido, colocando na lista dos anteriores e dá a entender que futuramente a Congregação poderá estar em condições de atender ao pedido.

O correr do tempo não permitiu realizar o projeto de escola. O pedido do Padre César Charbonnier, que faleceu cinco meses após, poderia ter tido continuidade se o sucessor se tivesse interessado.

Senhor Pároco,

Sinto muito não poder enviar-lhe os Irmãos que o senhor me pede para a instrução dos meninos de sua paróquia; além de sua escola não apresentar todas as garantias e todas as condições requeridas, em nosso prospecto, estou impossibilitado de satisfazer a seu pedido, por ora. Tenho que atender a um grande número de pedidos nos quais nos oferecem casas completamente preparadas, escolas completamente gratuitas e que não apresentam dificuldades.

Não obstante tudo isso, senhor Pároco, o seu pedido será levado em consideração e inscrito na lista na ordem de chegada.

O senhor disporá de tempo para remover os obstáculos que se opõem ao êxito de sua obra. Enquanto isto, nós também poderemos achar-nos em melhor situação, de modo a podermos responder a seus anseios e darmos provas de respeitoso devotamento com que temos a honra de ser...

C.

225 - Ao Padre JOSEPH MARIE VENET, Pároco de Mornant, Rhône.


5 de novembro de 1838.

As cartas do Padre Champagnat, conforme estamos vendo, são geralmente respostas a pedidos ou informações sobre o andamento dos acontecimentos. Mas, quando as circunstâncias exigem sua intervenção e que, por motivo de força maior, não pode comparecer pessoalmente, resta-lhe ditar normas por escrito. É o que faz no presente momento.

Depois de dirigir-se ao pároco, Champagnat faz ao prefeito a mesma reclamação, que diz respeito à falta de pagamento integral dos Irmãos. (Cf. Carta no 230)

Senhor Pároco,

Aproveito dos primeiros momentos livres que tenho, depois do reinício das aulas, para lhe escrever a respeito de uns poucos empecilhos que nossos Irmãos encontram na escola de Mornant.

Espero que seu zelo pela boa instrução dos seus meninos, acrescido dos meios que sua inteligência saberá encontrar, fará que logo desapareçam.

1o) Nossos Irmãos sofrem muito da parte de vários jovens que não freqüentam nenhuma escola e por isso não têm medo de ser repreendidos e se misturam com os alunos dos Irmãos nas cerimônias. Proibi expressamente aos Irmãos todos de, durante a semana, se encarregarem da vigilância dos meninos que não freqüentam suas aulas. Acho tal vigilância inútil para os meninos que não reconhecem a autoridade, e perigosa para os Irmãos que, com isso, só levam injúrias, e até maus tratos.

Espero que o senhor partilhe do meu parecer e se disponha a tranqüilizá-los quanto a este senão.

2o) No ano passado, o Irmão Laurent se encarregou de comprar, às próprias custas, as recompensas dos meninos, na esperança de lhe ser reembolsada a quantia, mas isso ainda não aconteceu. É pouca coisa, digamos, mas o pagamento pouco dos Irmãos não lhes dá margem a abrir mão desse pouco.

3o) Os Irmãos que no ano passado todo trabalharam no estabelecimento de Mornant só receberam 900 francos. Faltam portanto 300. Com 1.200 francos que nosso prospecto exige, eles apenas conseguem sobreviver. Então, julgue por si próprio, senhor Pároco, a que estado ficam reduzidos com esse atraso! Como ninguém está obrigado ao impossível, eu me verei forçado a remover os Irmãos para outro lugar, se este atraso de pagamento do ano transcurso não for coberto e se não se pagar o salário completo deste ano.

Acredite, senhor Pároco, no meu desejo sincero de continuar a obra da instrução cristã dos meninos em sua exemplar paróquia. Mas, é preciso que ela nos seja possível. É o que espero pelo esforço de seu zelo e pela cooperação de seus bons habitantes.

Digne-se ...

Champagnat

226 - Ao Padre ANTOINE CLAVEL, Pároco de Jallieu, Isère.


8 de novembro de 1838.

A carta de resposta ao pedido do pároco de Jallieu diz que foi tomada nota do pedido, mas a demora para o atendimento do mesmo promete ser longa.

O Padre Clavel não voltou a insistir.

Senhor Pároco,

Foi uma honra para mim receber seu pedido. O município de Jallieu vai para a lista das escolas a fundar. O lugar na lista vai exigir que o senhor espere alguns anos. Estou muito animado a cooperar, na medida do possível, com o seu zelo e com os desejos de seus bons paroquianos para dar educação cristã a seus filhos.

Aguardando o prazer de sua visita, rogo-lhe aceitar meu preito de respeitosa dedicação, com a qual tenho a honra de ser...

Champagnat

227 - Ao senhor JEAN AIMÉ JOVIN DESHAYES, Saint-Etienne, Loire.


Início de novembro de 1838.

O Ministro Salvandy encontrou mais um pretexto para dificultar a autorização dos Irmãos. Escreveu aos prefeitos dos Departamentos do Loire e do Rhône, solicitando-lhes que opinassem sobre a seguinte questão:

Os Irmãos que o Pe. Champagnat vem formando não irão prejudicar o recrutamento de professores que vem sendo feito pelas escolas normais do governo?

O Conselho Geral do Loire, onde as escolas dirigidas pelos Irmãos são mais numerosas, deu unanimemente parecer favorável aos Irmãos, isto é: Não vão prejudicar. O Conselho do Rhône informou o contrário: Vão prejudicar sim. A 5 de setembro, Dom Gastão De Pins protestou contra esta decisão injusta que diz respeito à atuação dos Irmãos em sua diocese (só duas escolas, que funcionavam bem).

Champagnat recorre ao prestígio do senhor Deshayes.

Prezado Senhor,

Ao encaminhar-lhe os diversos papéis que eu lhe havia prometido, relativos às nossas questões em Paris, só posso testemunhar-lhe profundo reconhecimento pelo empenho que o senhor demonstra pelo desfecho favorável. Considero-me, portanto, estritamente obrigado a não deixar passar nenhuma ocasião de lhe provar quanto tenho de apreço por seu importante e assinalado serviço.

O senhor Delbecque está de posse de toda a papelada de meu processo, os pareceres dos bispos, dos prefeitos, etc. Quanto ao parecer do Conselho do Departamento do Loire, o senhor Baude me disse no dia 24 de agosto, na sala do próprio senhor Prefeito, que ele mesmo iria redigi-lo, e que aquilo agora era coisa pessoal dele.

Relativamente à clausula pela qual o Decreto só nos deixaria campo de ação nos municípios de mil habitantes e menos, e nos tolheria o acesso aos de maior população, o senhor percebe que não nos pode convir. Muitas de nossas escolas estariam liquidadas com a vigência dessa condição: vários municípios em que atuam os Irmãos têm mais de quatro mil habitantes. O próprio Ministério da Instrução Pública, através de uma carta do senhor Delbecque, em data de 18 de maio de 1838, nos convoca a dirigir a escola de Saint-Pol (Pas-de-Calais), e a cidade tem mais de quatro mil habitantes.

Prezado Senhor, conto muito com sua poderosa influência. Na sua bondade, o senhor me assegura que empenhará todo seu préstimo a nosso favor; por isso, com os mais vivos sentimentos de gratidão do maior devotamento, tenho a honra de ser...


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