Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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235 - Ao Barão AMBROISE MARIE MODESTE RENDU, Presidente do Conselho de Administração da Escola dos Surdos-mudos, Paris.


dezembro de 1838.

Na carta ao Irmão François, escrita de Paris aos 20 de junho de 1838 (cf. Carta no 196), o Padre Champagnat escreve: "Estive há pouco na Instituição dos Surdos-Mudos. Pedi a inscrição de dois Irmãos naquela escola. Se me for concedida, o curso será inteiramente gratuito."

Com vistas a esta formação especial dos Irmãos para trabalharem com surdos-mudos, o Padre Champagnat se dirige ao Presidente da Administração da Escola e lhe pede que apóie o pedido de admissão de dois Irmãos nos cursos para a educação de surdos-mudos. Dá como razão do pedido a solicitação que lhe está fazendo a cidade de Saint-Etienne de mandar Irmãos para este gênero de apostolado.

Senhor Barão,

No momento em que estava esperando uma carta anunciando-me que tinha sido aceito meu pedido de admissão de dois Irmãos na escola dos surdos-mudos, recebi uma do senhor Diretor da mesma escola. Ele me pedia, da parte do Ministro, que o informasse se continuo com a intenção de mandar alguém se formar.

Solicitado pela cidade de Saint-Etienne que deseja ardentemente ver iniciada, dentro dela uma instituição tão proveitosa, decidi-me, senhor Barão, a vir solicitar de V. Excia. o favor muito especial de referendar meu pedido, tal como o senhor teve anteriormente a gentileza de me prometer.

O senhor conhece, melhor do que eu, todo o valor desta instituição de que lhe cabe grande mérito. A cidade de Saint-Etienne lhe ficará sumamente agradecida e, quanto a mim, não mais esquecerei sua benemerência para comigo e minha obra, que continuo a lhe recomendar.

Sou com todo o respeito...


CAPÍTULO VI: 1839


Crise no ministério, arrefecimento da produção industrial, greves e distúrbios, tais são os aspectos marcantes da França neste ano de 1839. O povo reclama do governo uma atitude mais firme e nos debates parlamentares, a oposição tenta por todos os meios enfraquecer o poder do Rei.

Alheio às maquinações políticas, Champagnat continua a formar gente para o Instituto, a fim de poder atender aos numerosos pedidos de fundação que lhe chegam de toda parte. Setenta e um novos postulantes revestem o hábito marista durante este ano; 20 noviços professam. As escolas, de 46 que eram, passam a ser 52.

L’Hermitage já não pode abrigar tanta gente. No final do ano, precisamente na Festa da Imaculada Conceição, aos 8 de dezembro, inaugura-se o noviciado de Vauban, no castelo que Dom Bénigne, bispo de Autun, cedeu ao Instituto.

Sentindo suas forças diminuirem dia a dia, o Padre Champagnat, confiando na proteção de Nossa Senhora - aquela que tudo fez entre nós - presidiu à escolha do Irmão François, como Diretor Geral dos Irmãos, continuando a Sociedade de Maria sob o governo do Padre Jean-Claude Colin.

Muito satisfeito com a escolha, continuou seu trabalho de orientação, através das 32 cartas que, até o final deste ano, ele ainda pôde escrever do próprio punho.

Nos meios eclesiásticos, temos a salientar:

- falece, aos 13 de maio, o Cardeal Joseph Fesch, em Roma, para onde se retirara após a queda de Napoleão, de quem era tio;

- Dom Gastão De Pins, Administrador Apostólico da Arquidiocese acéfala, não foi aceito pelo governo como Arcebispo Primaz das Gálias. Também nada pleiteou, pois já sentia aos 73 anos o peso dos anos. Depois de uns poucos meses de retiro na “Grande Chartreuse”, recolheu-se definitivamente na Vila da Paz, na colina de Fourvière, onde findou seus dias a 30 de novembro de 1850, aos 85 anos;

- foi indicado pelo Rei, aos 13 de junho, o Cardeal Isoard, para o sólio arquiepiscopal de Lião, mas Deus o chamou a si, antes mesmo de tomar posse;

- finalmente em 5 de dezembro o bispo de Puy, Dom Louis De Bonald, foi nomeado para substituir o Cardeal Fesch.

236 - A Dom BÉNIGNE TROUSSET D'HÉRICOUT, bispo de Autun, Saône-et-Loire.


7 de janeiro de 1839.

Poucas fundações foram feitas no ano de 1838. Para o novo ano, a perspectiva é mais animadora, tendo em vista o grande número de jovens que entraram no noviciado. (cf. Carta no 200)

Uma das fundações será o noviciado de Vauban, no castelo que o senhor bispo Dom Bénigne pôs a serviço da Congregação. Mas, como o próprio Padre Champagnat diz, ao falar dos jovens que se apresentam, " a maior parte deles têm pouca formação."

Para uma formação mais completa dos candidatos, o padre Champagnat solicita ao Bispo um prazo de um ano. A fundação se deu a 8 de dezembro; foi a última que o Padre realizou e se chamou "Noviciado de Nossa Senhora da Conceição!"

Excia. Revma.,

Fico muito grato pela confiança com que V. Excia. se digna honrar nossa Sociedade. Desejo corresponder a ela do melhor modo possível, mandando-lhe membros capacitados para cooperar no zelo apostólico de V. Excia. em favor do bem de sua interessante diocese.

Atendendo à importância do estabelecimento que V. Excia. me propõe fundar, rogo-lhe conceder-me um prazozinho, que estarei obrigado a empatar na execução de seus piedosos projetos, para lhe mandar gente de acordo.

Os estabelecimentos que poderemos abrir no ano próximo já estão prometidos e decididos, de acordo com o número de nossos Irmãos em disponibilidade, mas o seu pedido, que tanto nos honra, sempre estará colocado em primeiro lugar entre os que temos que satisfazer na Festa de Todos os Santos de 1840.

Durante este intervalo de tempo, conversarei com o Superior dos Padres Maristas, para que naquela época ele destaque um Padre para a direção espiritual do seu estabelecimento. Vou aproveitar da primeira ocasião que tiver para ter uma entrevista com V. Excia. para acertarmos os meios de garantir o êxito desta medida.

Digne-se aceitar...

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