Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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237 - Ao Padre BENOÎT RÉGIS HECTOR, Coadjutor de Saint-Lattier, Isère.


9 de janeiro de 1839.

Dom Philibert De Bruillard, bispo de Grenoble, apoiava com todo seu prestígio uma fundação de escola marista em Saint-Lattier. (Cf. Carta no 207)

Com este apoio e com o parecer favorável das autoridades municipais, o pároco insiste para que lhe sejam mandados os Irmãos para o próximo ano letivo, que começa em novembro.

A resposta que lhe foi dada - e que abaixo transcrevemos - não satisfez o zelo do pároco que, como veremos adiante, voltará a insistir. (Cf. Carta de no 256). Mas, terá que esperar ainda até o final de 1840.

Senhor Padre,

Em resposta a sua última carta, só podemos repetir o que já tivemos a honra de lhe dizer na carta datada de julho de 1838.

O seu pedido foi tomado em consideração e assentado em nosso registro de pedidos, sob o número 10. Quando chegar a sua vez, apressar-nos-emos em satisfazer seu desejo, mas no presente momento, é-nos impossível precisar a data.

As condições atuais de nossa casa, apesar do número de candidatos que se apresentam, não nos autorizam a multiplicar as promessas de novas fundações.

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238 - Circular aos Irmãos


13 de janeiro de 1839.

A partir de 1836, o Fundador tomou o costume de mandar aos Irmãos uma Circular, no princípio de cada ano civil.

Depois de litografada, a Circular era encaminhada às escolas e, como se vê no P.S. desta, uma mensagem era acrescentada em caráter individual ou comunitário.

J.M.J.


Meus caríssimos Irmãos,

Experimento grande satisfação em derramar em seus corações a afeição de que está repleto o meu. Desejo com toda sinceridade que as graças do Senhor se derramem sempre com nova abundância sobre cada um de vocês. Agradeço o carinho de que dão mostras para comigo. Como quisera neste momento fazer-lhes sentir toda a força de minha mais do que justa gratidão!

O que vocês exprimem não é aquilo que a gente em geral procura em tais circunstâncias expandir, num fluxo de palavras vazias de sentido. São antes benefícios de uma categoria bem superior. Quanta coisa temos recebido na Sociedade de Maria! Sem perder de vista o passado, vejamos se já não recebemos o cêntuplo que nos é prometido. Portanto, de que sentimentos de gratidão deveremos nós andar repassados!

Quem poderia depois de Maria expressar melhor tudo o que estamos sentindo? Não é o grande São José, aquele homem seráfico?!

Persuadidos desta verdade, aqui na casa mãe, no fim da santa Missa, rezamos durante nove dias as Ladainhas de São José, depois do canto do Salmo "Laudate Dominum". Exorto-os a fazer a mesma novena, assim que tiverem recebido a presente Circular. Podem fazê-la no momento do dia que melhor lhes convier.

Para facilitar a vocês o meio de propagar bons livros, compramos uma grande quantidade deles a preços reduzidos.

Uma violenta hemorragia acaba de nos arrebatar repentinamente o bom Irmão Pacôme. Recomendo-lhes que rezem e mandem rezar pelo descanso de sua alma, como prescreve nossa santa Regra.

Tenho a honra de ser o servo muito afeiçoado,

Champagnat

N. D. de l'Hermitage, 13 de janeiro de 1839.

(P.S. para PÉLUSSIN): Queríamos mandar um substituto do Irmão Zacharie, mas possivelmente esteja este passando melhor. Se isto não tiver acontecido, procurem informar-nos o mais cedo possível, para que enviemos um substituto. Comuniquem, por favor, esta circular aos Irmãos de Chavanay e de Ampuis.

(P.S. para MILLERY): Caro Irmão Antoine, você não pode cantar na Missa nem fazer a função de subdiácono, por causa do perigo de comprometer a saúde. Disponha as coisas de tal modo que o senhor pároco não fique insistindo mais. A ele logo vamos informar a respeito.

(P.S. para PERREU): Queiram comunicar esta Circular aos Irmãos de Charlieu.

239 - A Dom ALEXANDRE RAYMOND DEVIE, bispo de Belley, Ain.


20 de janeiro de 1839.

Os párocos muitas vezes faziam intervir os respectivos bispos, para que estes apoiassem seus pedidos de fundação. Fez assim o Padre Debelay, para conseguir a fundação da importante escola de Nantua. (cf. Cartas no 143 e 189).

A carta do Padre Champagnat é resposta a outra do bispo Dom Alexandre. Expõe ao digno Prelado as dificuldades para a fundação da escola de Nantua. O principal obstáculo está na concorrência, pois uma cidade importante já tem bastante escola.

Excia. Revma.,

Desejo ardentemente corresponder com tudo o que puder ao zelo de V. Excia. pelo bem de sua excelente diocese e testemunhar-lhe cada vez mais o quanto lhe sou grato pela benevolência que tem para com nossa Sociedade. O estabelecimento de Nantua que V. Excia. houve por bem recomendar-nos apresenta dificuldades que será para nós impossível superar, a menos que o senhor Pároco o transforme em escola gratuita.

A cidade de Nantua possui professores que, indubitavelmente gozam da consideração e estima de muita gente. A autoridade civil não se pronuncia a favor de uma escola de Irmãos. Para enfrentar essa concorrência precisaríamos dispor de pessoal de que atualmente não podemos abrir mão. Mesmo assim, já temos experiência, o resultado não é seguro. Contudo, nada há que não estejamos prontos a empreender para mostrar a V. Excia. nossa gratidão e nossa disponibilidade.

Se o senhor pároco de Nantua puder atender a nosso pedido, é com prazer que mandaremos nossos Irmãos exercer o trabalho na cidade, sob os auspícios de V. Excia. e à sombra de sua poderosa proteção.

Agradeço de coração, senhor Bispo, pela solicitude e empenho que demonstra em favor da autorização de nossos Irmãos. Espero conseguir em breve uma entrevista em Lião com o Padre Colin, nosso Superior, para tratar das novas providências a tomar nas atuais circunstâncias, a fim de vencer os obstáculos que se opõem à pronta decisão favorável na momentosa questão.

Digne-se aceitar etc.

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